Ano Novo

(post em 27/12/2015)


Nada de vestir-se de branco, pular sete ondas, rezar para ter sucesso neste ano que se inicia ou assistir algum show na rua. Em Madri, os termômetros não passam dos 10 graus durante o dia, imagina durante à noite. O costume aqui é jantar com a família e os amigos e depois ir para alguma boate. E à meia-noite? Que fazemos?

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A tradição é ir para Porta do Sol e acompanhar as doze badaladas do relógio. Porém, o que era uma festa familiar foi aumentando a cada ano e o programa virou uma aglomeração total. Nunca fui e nem pretendo, pois meu lado mineiro me avisa que “conversa de mais dois é comício”. O jeito é acompanhar pela televisão a contagem regressiva e comer as doze uvas pedidas para a ocasião enquanto soam as doze badaladas no relógio mais famoso da Espanha. No mercado, inclusive, elas são vendidas em caixinhas especiais com um relógio marcando meia-noite. Adoro!

A roupa

Já posso imaginar as vitrines cariocas: milhões de modelitos brancos, prateados e dourados. Mas sobretudo branco, daqueles de fazer inveja a qualquer comercial de sambão em pó. Sandalinha rasteira ou algo bem confortável para pular ondas ou curtir um show na praia, meninos de bermuda e sem camisa como é lógico para temperaturas de quarenta graus…

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Deste lado de cá do hemisfério, a Nochevieja está longe de ser uma festa informal. Ao contrário. O que impera aqui são as festas em boate, meninas de pretinho básico e terno para os homens. Ao invés das sete ondas, doze uvas e temperaturas negativas. Mesmo assim: feliz Ano-Novo e bom 2016 pra todo mundo!


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