Banho árabe

(post em 29/07/2014)


Os romanos já sabiam: tomar banho pode ser uma oportunidade de encontrar os amigos e fazer negócios. Os árabes os imitaram e acrescentaram seu componente religioso ao tema; e ambos levaram o costume de banhar-se em águas de distintas temperaturas às terras onde estiveram. Em Madri não foi diferente.

Apesar de não existir nenhuma terma romana ou banho árabe original na cidade, foi recriado um banho árabe em Madri que permite o visitante reviver um pouco daquela atmosfera. Trata-se do Hammam Al Andalus que fica no centro, reconstruído num antigo aljibe (depósito de água, em árabe). A reforma levada a cabo em 2002-2003 deixou à mostra os antigos tijolinhos e as bóvedas originais.

entrada-al-hammam

A casa oferece distintos pacotes de banhos com ou sem massagem, em vários turnos, todos os dias do ano. Cheguei lá pontualmente e a recepcionista nos ofereceu uma refrescante limonada e explicou quais eram as regras: conversar em voz baixa, usufruir o quanto quiséssemos das psicinas e da sauna, tomar chá. A quem contratou a massagem, ela entregava pulseiras coloridas. Seríamos chamados pela cor no momento oportuno. Por isso, procure saber as cores em espanhol. Igualmente, nos entregou protetores para nossos sapatos que deveríamos colocar até o banheiro. As toalhas são por conta da casa também.

Coloquei os protetores e quando abri a porta me senti transportada para outra dimensão, literalmente. Pequenas velas pelo chão, aroma agradável e húmedo (um alívio para secura de Madri), música ambiente árabe, tudo isso faz você relaxar instantâneamente. Troquei de roupa e desci a escada ansiosa.

Foto Hammam Ala Andalus

Abri a porta, deixei minha toalha pendurada e após uma rápida chuveirada, me encontrei em um ambiente de húmedo e perfumado. Tudo ali convidava ao descanso e à tranquilidade. Comecei na psicina morna para me acostumar com as distintas temperaturas; depois fui para a piscina mais quente, ao banho turco (sauna a vapor) e finalmente, a piscina de água fria.

No final do corredor, havia a sala de descanso com a fonte de chá: de duas torneiras saía uma bebida aromática e deliciosa. Tomei uns quantos copinhos e repeti de novo meu itnerário nas piscinas. Ali também estava descrito em pequenos quadros os diferentes oleos que podíamos escolher para a massagem e foi útil ter lido porque mais cedo do que pensava veio a mocinha me chamar.

hammam-al-andalus-madrid

Subimos para uma sala também iluminada em tons rosa alaranjados e escolhi a massagem das pernas e costas com óleo de violeta que durou quinze minutos e quase chorei quando terminou. Como ainda podia ficar mais tempo rumei para a sauna e logo em seguida dei meu último mergulho na piscina morna para esperar o sinal que indica que o turno acabou.

Quando este soou dá pra notar a decepção no rosto de todos. Bem, tudo que é bom dura pouco. Hora de trocar de roupa, secar os cabelos (tem secador no banheiro, meninas!) e ir para casa. Não sem antes pensar quando será a próxima vez que voltarei.

Onde ? Calle de Atocha, 14 – Metrô Sol – L1, L2, L3.

Quanto? Depende do serviço e sempre há ofertas no site. Os preços variam de 30 a 73 euros. Website: http://madrid.hammamalandalus.com/

Obs: Obviamente não é permitido tirar fotos, por isso a primeira foto é do site http://artedemadrid.wordpress.com/2014/04/09/banos-arabes-en-madrid/ e as demais do site do Hammam e do Tripadivisor.


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