Barcelona – segundo e terceiro dia

(post em 08/01/2014)


DSC06856Casa Milà, la Pedrera: Seguindo os passos de Gaudi conhecemos a casa Milà, aquela cheia de curvas sinuosas e varandas de ferro que fazem Oscar Niemayer parecer criancinha de jardim de infância. Construída para Roger Segimon de Milà, entre 1905 e 1907, no passeio da Graça, avenida que reúne lojas básicas como Gucci e Maximo Dutti. É possível visitá-lo por dentro e subir até o telhado, mas estava fora dos nosso planos de estudantes sem subsídios. Mas sem dramas: só a fachada merece a contemplação!

As grades das varandas, por exemplo, foram esculpidas (não há outro nome) em ferro por Josep Maria Jujol. Ele também era catalão e ajudaria o Gaudí no Parque Güell também. A casa é um dos símbolos da cidade, mas na época de sua construção foi considerada feia e apelidada de “pedreira” pelos habitantes. Nada como o distanciamento do tempo para apreciar o belo.

Ilha da Discórdia:

DSC06860Atravessando a rua, cruzando o “Passeig de Gràcia”, está o quarteirão mais polêmico de fins do séc. XIX/ XX: a ilha da discórdia. O nome vem das discussões sobre os prédios erguidos ali. Lado a lado estão a casa Batló, reformada por Gaudí para o industrial de mesmo nome e a casa Amatller, construída para o chocolateiro Anotoni Amatller, por Josep Puig. Ambas estão abertas a visitação.

Entramos na casa Amatller e descobrimos também os aspectos do art nouveau: luzes, vidros coloridos e ferro. Todos adoravam trabalhar com este material, claro! Mas o curioso fica por conta dos detalhes da fachada. Como são Jorge é um dos padroeiros de Barcelona, o santo guerreiro foi lembrado ali, singelamente, matando o dragão.

DSC06923Catedral: está localizada na “cidade velha”, no bairro gótico. Foi aqui que a cidade de Barcelona se desenvolveu, cresceu e claro, estão os prédios mais significativos da época medieval como a muralha e a catedral. Até aquele momento, achava a catedral de Toledo a mais bonita das que havíamos conhecido na Espanha, mas a de Barcelona superou minhas expectativas. Como quase todas as catedrais espanholas, o templo é uma sucessão de reconstruções sobre antigas igrejas. Afinal ela começou a ser erguida em 1298 e foi terminada em 1420.

Se o edíficio é uma típica construção gótica com seus vitrais, arcos, contrafortes e muros de pedra espessa, o mesmo já não se pode dizer dos altares laterais. Datados do séc. 17 ou 18, o que predomina ali são as pinturas douradas, a fim de iluminar o local. Como a igreja é uma catedral, há túmulos dos bispos de Barcelona também.

A catedral está dedicada a santa Eulália, virgem cristã que se recusou a renunciar sua fé durante a ocupação romana. Os restos da santa estariam numa urna ricamente decorada com a história do seu martírio, na cripta embaixo do altar principal.E como não fosse pouco, o telhado está aberto a visitação e de lá se tem uma vista espetacular da cidade, além de podermos comtemplar mas de perto as torres e outras esculturas. No claustro, outra surpresa: uma linda fonte de água potável, patos brincando em um tanque e várias capelas laterais.

DSC06940Depois ficamos andando pelas ruas da “Ciutat Vella” até cansar e dali subimos a ultra famosa e concorrida Las Ramblas até a plaza de Catalunya.Antes fizemos um pit stop no mercado Boqueria, inaugurado em 1840, para contemplar os produtos e a arrumação local. Infelizmente, ao bater as fotos deste lugar aconteceu o pesadelo de todo turista: a bateria descarregou e por isso, não tenho fotos da praça. Ai, ai…

 

Barcelona – terceiro dia

DSC06954Igreja de San Francisco Sales: a igreja começou a ser construída em 1882 e terminada 3 anos depois. Trata-se de um templo neogótico muito bonito, com uma só torre e no interior, mosaicos e pinturas douradas. Ali também se encontra uma imagem da Virgem Negra padroeira de Barcelona.

Endereço: Passeig de Sant Joan, 90.

DSC06979Montjuic: chega-se de funicular ao topo do monte barcelonês mais conhecido. Além da bela vista da cidade o lugar foi palco das Olimpíadas de 1992 e até hoje são realizadas competições esportivas lá. O parque é bastante agradável, cheio de esculturas, como esta em homenagem ao ginasta campeão europeu Joquim Blume, esculpida em 1966. Do monte se pode pegar o teleférico para subir ao castelo de mesmo nome, porém medrosa que sou, nem cogitei a possibilidade de ficar balançando nessa gaiola.

DSC06978A vista que se descortina nos permite contemplar a igreja da Sagrada Família, a catedral e um dos edifícios mais polêmicos de Barcelona, a Torre de Abgar. Projetado por Jeand Nouvel e inaugurado em 2005, a torre tem muito apelidos como vocês podem imaginar obsevando as suas formas.

Ficamos com vontade de descer a pé, mas o relógio não estava a nosso favor. Queríamos ficar o mais perto possível do mar e andar pela praia. Por isso, pegamos um ônibus ali mesmo e nos despedimos dali.

DSC07016Porto: As docas de Barcelona foram reformadas para as Olimpíadas de 1992. Os antigos armazéns foram derrubados, calçadas refeitas, shoppings inaugurados, e claro, esculturas por toda parte, no mar inclusive. O que se vê é um passeio agradável integrado à cidade através do metrô, bicicleta ou uma boa caminhada. Impossível não pensar na zona portuária do Rio e se nossos governantes conseguirão efetivar esta boa ideia na cidade de São Sebastião.

DSC07013Apesar de toda modernidade como o cais, as obras de arte contemporâneas e o moderno shopping, alguém de bom coração e juízo conservou o prédio da antiga alfândega.De inspiração neoclássica vale a pena ficar parado e imaginar como devia ser movimentado este porto e todo o trânsito de mercadorias e pessoas que desembarcavam ali diariamente.

E, assim, depois de tomar um cafezinho, aspirar o ar marinho o mais que pudemos, voltamos ao hotel e a Madri. Barcelona é dez, merece a fama que tem e espero voltar lá em breve.

 


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