Bolsa de Valores de Madri

(post em 14/10/2015)


Em agosto, aproveito as férias para rever lugares interessantes em Madri ou mesmo conhecer outros que ainda não tive tempo. Este ano, um dos lugares que estava na minha lista era o edifício da antiga Bolsa de Valores de Madri, praticamente ao lado do Museu do Prado, onde só é possível entrar através de visitas guiadas. Para minha tristeza, eles estavam de férias e só abririam inscrições na primeira semana de setembro. Programei meu calendário e no dia marcado mandei o email trinta minutos após a inscrição estar aberta e o resultado veio dois depois: faria minha visita dia 1º de outubro.

Já tinha visto o vídeo e fotos do interior e tinha achado bonito, mas porquê as pessoas queriam tanto visitar aquele prédio inaugurado em 1893? Vale a pena recomendar aos meus leitores e inclui-lo na lista dos cinco lugares que você não vai conhecer em Madri, mas deveria? A resposta já pode ser dada logo na entrada, admirando as suntuosas colunas e a escada, típico da arquitetura neoclássica que buscava recuperar os simbolismos dos templos gregos e romanos, agora para adorar os deuses do comércio e do dinheiro. Aliás, as referências a Mercúrio estão por toda parte, assim como barcos (referência ao comércio marítimo), cornucópias (fortuna) e moedas.

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Inspirando-se na Bolsa de Valores de Viena, o arquiteto Enrique María Rapullés y Vargas, construiu um edifício que mais lembra uma igreja, bem ao estilo dos grandes bancos – as novas igrejas – que foram levantadas nesta época. Temos grandes corredores, pé direito alto, teto inteiramente pintado com representações do comércio e da prosperidade.

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Também visitamos o Salão dos Atos que funciona para a cerimônia de entrega dos diplomas dos cursos de especialização oferecidos no local. Antigamente era usado para que se fizessem as atas após os pregões diários. Ricamente mobiliado com móveis de madeira onde preside um quadro do rei Felipe VI. Também há uma bela pintura no teto onde está uma alegoria representando os cinco continentes e os postes de telégrafo, a grande novidade tecnológica da época. Observação interessante: todas as mesas deste cômodo tem um cinzeiro!! Prova que todos os objetos podem ser considerados um documento histórico…

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No entanto, o lugar mais esperado na visita é a Sala de Contratação ou o parquê, o antigo local onde eram negociadas as ações. Primeiro, o contemplamos do alto, onde o guia se dedicou a explicar-nos o funcionamento da Bolsa e assinalar as pinturas e os escudos dos países com os quais a Espanha mais negociava. Quase dei um grito ao ver o escudo brasileiro ali (quando a gente mora fora fica sensível). Como não poderia dexar de ser, no centro do parquê há um lindo relógio, de Estrasburgo, a fim de garantir a precisão das horas. Para minha felicidade, ali estãos as antigas escrivaninhas usadas pelos negociantes para suas anotações.

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Uma curiosidade foi descobrir que as negociações tinha hora marcada e os corretores só podiam comprar e vender ações de determinadas empresas nos horários assinalados. Atualmente, o edifício serve apenas como monumento histórico, local onde se realizam festas e é usado apenas para os reportéres econômicos transmitirem as últimas notícias, pois toda atividade financeira foi transferida para um prédio modernoso em Las Rozas.

Onde? Plaza de la Lealtad, 1

Quando? Todas as quintas, às 12h. As inscrições para visitas guiadas para o primeiro trimestre de 2016 abrem dia 11 de novembro de 2015 e podem ser realizadas pelo email: visitas@grupobme.es

Quanto? Gratuito.


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