Degustação de vinho

(post em 26/03/2015)


Confesso que adoro vinho, mas não sei mais do que a regra “tinho para carne vermelha e branco para peixe”. Aliás, esta máxima – dizem os entendidos – não se sustenta e peixes podem ser muito bem acompanhados por um bom vinho tinto. Desde que cheguei à Espanha, porém, confesso que melhorei. Ainda não sei distinguir as safras de olhos fechados, mas já tenho meus preferidos e sei o que não gosto. Um avanço e tanto.

Pensando nisso, propus aos meus colegas Blogueiros de Lingua Portuguesa de Madri que participássemos de uma degustação de vinho. Escolhemos a loja Maresvinos e o resultado foi incrível. A dona, Mares del Barrio, nos recebeu e nos deu uma verdadeira lição de como apreciar bons vinhos espanhóis. Pedi que fosse muito didática porque as pessoas presentes não entendiam patavina de vinho. Ela preparou uma degustação que começou com o cava – o espumante espanhol – passou pelos vinhos branco, rosado, e dois tintos. Bem, o texto que se segue não é recomendável a quem entende de vinho. Sejam pacientes com os neófitos, por favor !

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O mercado do vinho conheceu um crescimento muito grande nos últimos tempos. Infelizmente, este incremento veio acompanhado de pseudo entendedores de vinhos, os chamados enochatos. Por isso, como apreciar o bom vinho ? Principalmente vinda de um país tropical ?

Por isso, Mares del Bairro nos ensinou tudo sobre o vinho: desde a colheita, a fermentção, a transformação do açúcar em alcool, o processo de decantação, as diferenças de cada uva. Até me lembrei das minhas aulas de química e biologia que julgava esquecidas em algum neurônio!

Especialmente que o vinho é um alimento e um “ser vivo”. Para apreciá-lo é preciso usar os cinco sentidos: ver sua cor, sentir seu perfume (especialmente a cada mexida na taça), sentir se é áspero ou macio, degustar seu sabores e avaliar em cada parte da língua suas propriedades. Isso tudo sem afetação baseando-se em nossa memória olfativa e gustativa.

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Este, para mim, foi o vinho campeão.

Como boa professora, nos ensinou que devemos sempre segurar uma taça pela haste a fim de não aquecer o líquido com o calor da mão e não sujá-la com a gordura da palma. Na hora de admirar o vinho busque as cores. Para os brancos, quanto mais claro, mais jovem e no caso dos tintos é o contrário, pois o mesmo vai perdendo sua cor. Confessei que nesse quesito não distingui muito os amarelos, mas ela consolou suas novas pupilas dizendo que tudo era uma questão de prática. Obrigada, mestra!

Saímos de lá super empolgadas. Ok. Óbvio que não sei discutir se a safra do Carrizal Rioja Tempranillo de 1984 foi melhor que a de 1983, mas dei o primeiro passo. O próximo será visitar alguma bodega da região, continuar a frequentar degustações e comprar livros sobre o tema. E fiquem tranquilos que prometo não me tornar uma enochata. Tim-tim!

E vocês ? Já participaram de uma degustação de vinhos ? Conte sua experiência nos comentários.

Onde? Calle Don Ramón de la Cruz, 46. Metrô Lista, L4 ou Nuñez de Balboa, L5 ou L9.

Para saber mais sobre vinhos espanhóis leia o post escrito por Sabrina Trézze “Descubra a Espanha na taça.

 


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