Del Divisionismo al Futurismo – do divisionismo ao futurismo

(post em 04/03/2016)


Para quem acha que impressionismo foi um movimento restrito, principalmente, aos pintores franceses, a Fundação Mapfre está trazendo uma excelente mostra sobre o Divisionismo italiano. Trata-se de uma corrente artística desenvolvida antes da Primeira Guerra Mundial, quando existia uma crença no progresso, no desenvolvimento e na paz. Neste sentido, vale a pena ir a outra exposição “Lo nunca visto”, na Fundação Juan March e ver como foi a produção artística após a Segunda Guerra Mundial. Parece que as duas instituições combinaram!

Retorno do Bosque, Giovanni Segantini.

Retorno do Bosque, Giovanni Segantini.

Através dos quadros expostos observamos como questões como a luz, as cores e as formas, foram tratadas por artistas italianos como Giovanni Sagatini, Giuseppe Pellizza da Volpedo e Angelo Morbelli até desembocar no Futurismo, corrente capitaneada por Filippo Tommaso Marinetti e que tanto influenciou os modernistas brasileiros. Por isso ali também estão as obras de Umberto Boccioni, Carlo Carrà, Luigi Russolo, Gino Severini e Giacomo Balla.

O prado florido, Giuseppe Pellizza da Volpedo.

O prado florido, Giuseppe Pellizza da Volpedo.

Os italianos tambem retrataram os problemas sociais do seu tempo, a solidão das grandes cidades e as penúrias enconômicas das classes menos favorecidas. Muitos eram ou viveram em Milão, um grande polo industrial italiano no século 19, e aproveitaram para fazer dos seus quadros um retrato dos conflitos sociais do período e retratar as duras condições de trabalho como esta obra de Angelo Morbelli que pintou essas camponesas lavrando o campo numa posição bem dolorosa.

Por oitenta centavos, Angelo Morbelli.

Por oitenta centavos, Angelo Morbelli.

Outro tema explorado por alguns pintores, especialmente os simbolistas, foi a maternidade. Há quadros onde mãe e filho aparecem de forma idílica, rodeados de flores ou de anjos; assim como aqueles em que ambos são fixados numa atitude carinhosa num apartamento ou no campo.

Maternidade, Gaetano Previati.

Maternidade, Gaetano Previati.

Essas técnicas permitiram que os pintores experimentassem cada vez mais com as cores e formas e tentassem captar as novidades do momento como a velocidade, a multidão, e a sociedade de massa que começava a surgir e as novas ideias como o anarquismo, o comunismo e o futurismo.

luigi russollo A Revolta

A Revolta, Luigi Russollo.

Alias, o Manifesto Futurista ganha uma sala exclusiva, com paredes negras, onde estão escritas algumas das suas “reivindicações”. Infelizmente, não podemos esquecer que seu autor, Marinetti, seria cooptado pelo fascismo e se tornaria o poeta oficial do regime de Mussollini.

Saí de lá leve e solta, encantada com o colorido que havia contemplado, nesta gloriosa semana primaverial no fim do inverno. No dia seguinte, porém, me esperava a exposição da Fundación Juan March sobre a arte pós-Segunda Guerra Mundial.


Onde? Fundación Mapfre. Paseo de Recoletos, 23. Metrô Colón, L4.

Quando? Até 5 de junho.

Horário: terça a domingo de 10:00 a 20:00 horas. Entrada: 3 euros

Segunda: 14 às 20h. Gratuito.


Confira outras exposições que já fui na Fundação Mapfre:

Pierre Bonnard

Sorolla e os Estados Unidos

O Canto do Cisne

Picasso en el taller

 


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