Descubra a Espanha na taça

(post em 26/09/2016)


Hoje tenho o prazer de apresentar minha amiga Sabrina Trezzé que conheço há uns bons anos. Sabrina está escrevendo um delicioso e aromático blog sobre vinhos chamado Vila Vinífera onde conta aos leitores tudo sobre esta bebida. Somente uma coisa ela não disse, mas eu cometerei esta indiscrição: Sabrina é ótima cantora e tem uma voz poderosa!

Leiam o post que ela escreveu sobre vinhos espanhós especialmente para o Rumo a Madrid.

Fiquei superfeliz quando recebi o convite da Juliana, amiga de anos, para escrever para vocês sobre os vinhos da Espanha. Sim, eu não tenho vivência na terra de Cervantes, porém, em se tratando do néctar de Baco a coisa já muda de figura. Espero que curtam essa pequena viagem ao reino dos caldos espanhóis, de preferência com uma taça do lado.
vinho-espanhol

O TERROIR ESPANHOL

Terroir, para quem não é íntimo do vocabulário vínico, é uma palavra francesa sem tradução, mas que para nós representa o conjunto de variáveis que influenciam na produção do vinho. Região, solo, clima, topografia, a ação humana … tudo isso impacta no produto final, ou seja, o nosso amado néctar.

Hoje em dia, a Espanha possui a maior área de vinhedos do mundo, sendo o terceiro maior produtor de uvas da Península Ibérica. A maioria dessas terras está situada num planalto central denominado meseta, localizado em altitudes que variam entre 600 e 1000 metros acima do nível do mar, rodeado por montanhas (algo semelhante ao nosso Planalto Catarinense).

parreira

Os solos variam de uma região para outra, assim como o clima. No litoral, há o predomínio da brisa marinha, com clima fresco e úmido. No interior, por sua vez, o clima é continental, com verões mais frios e invernos congelantes. Essa variedade é responsável pelas diferenças entre os diversos estilos de vinhos espanhóis.

AS UVAS DA ESPANHA

Na Espanha, é mais fácil encontrarmos vinhas de uvas brancas, como Verdejo, Albarño, Xarel-lo e Viura. No entanto, quando penso em vinhos espanhóis, me vem logo à mente aquelas castas (uvas) cultivadas apenas lá, como a famosa Tempranillo, além de Garnacha, Monastrell, Cariñena, Graciano, Mencía e Mazuelo.

Mas, apesar de haver certo preconceito dos produtores locais, ainda se produz cepas francesas, entre elas a Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Chardonnay, que participam, inclusive, de misturas com uvas regionais. Por exemplo, há Cavas (Espumantes) espanholas elaboradas totalmente com a casta Chardonnay (Blanc Des Blancs) e são justamente algumas das mais premiadas em concursos por aí afora.

garnacha-blanca

Como já foi falado, a Tempranillo, sem dúvida, é a uva de maior destaque, um verdadeiro ícone da Espanha. Cultivada ao longo de todo o norte e centro do país, esta cepa possui casca grossa e baixa acidez. Tempranillo vem da palavra “tempro”, de “temprano”, “cedo”, ou seja, são uvas que costumam amadurecer antes das demais. Servem de base para alguns dos rótulos espanhóis mais venerados em todo o mundo.

LEIS DE PRODUÇÃO ESPANHOLAS

A Espanha é um dos países que mais levam sua legislação vinícola a sério. Essas leis são importantes ao passo que garantem a qualidade dos produtos, bem como sua indicação de procedência geográfica, métodos de produção e armazenagem.

Uma das regras principais é a DOP (Denominação de Origem Protegida), além da IGP (Indicação Geográfica Protegida). Da mesma forma, há um controle imenso com relação à armazenagem em barrica de carvalho (ou ausência desta), através das denominações Cosecha, Crianza, Reserva, Gran Reserva, entre outros.

Enfim, para saber se um vinho espanhol atende aos pré-requisitos de qualidade, basta checar o rótulo, pois a fiscalização é garantida.

PRINCIPAIS REGIÕES PRODUTORAS

Há muitas regiões vinícolas espanholas, divididas em grandes porções de terra. São elas: La Rioja, Navarra, Aragón, Cataluña, País Basco, Galícia, Castilla y León, Castilla La Mancha, El Levante, Andaluzia, Extremadura, Ilhas Canárias e Ilhas Baleares.

freixenet

Entre os vinhos espanhóis que já tive oportunidade de degustar, com certeza os de La Rioja, bem como as Cavas da Cataluña, são os que mais tocaram meu coração.

Se eu fosse dissertar sobre cada uma dessas regiões, precisaria de mais uns 5 posts. Portanto, hoje eu vou ficando por aqui, com a expectativa de que eu e minha amiga Ju possamos dar continuidade a essa parceria pautada na troca de experiências e, sobretudo, no amor aos nossos leitores.

Bons Vinhos! Tim-Tim! Salud e até a próxima!

Obrigada, Sabrina!!

Não tenho os conhecimentos de Sabrina e por isso participei de uma degustação de vinho. Confira aqui como foi.

 

 

 


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