Edward Munch

(post em 26/10/2015)


O Museu Thyssen oferece neste outono a exposição Edward Munch- Arquetipos, de 6 de outubro a 27 de janeiro. Para evitar filas e aborrecimentos convém comprar o ingresso com antecedência, o que pode ser feito pela internet, através do site do museu.

Se a única obra que você conhece do artista norueguês é “O Grito” – como eu – esta é uma boa oportunidade de ver mais quadros de Munch, sem precisar ir a Oslo. Organizada por temas e não cronologicamente, vemos como o pintor tratou ao longo de sua vida de temas universais como o amor, melacolia, ciúmes e a enfermidade. Também estão ali representações próprios da pintura como paisagens noturnas ou o nu. Pelas paredes podemos ler citações do artista.

Munch 2

A exposição também traz as várias versões que Munch fazia em torno de um mesmo quadro. Só de sua obra-prima “O Grito” há cinquenta versões e uma delas pode ser vista na mostra. Trata-se de uma versão gravada, onde existem apenas as cores negra e vermelha e as figuras principais. É interessante confrontar com a versão mais conhecida, onde a paisagem realmente oprime os passantes e nos faz gritar de angústia também.

Destaco a série sobre o “Amor” onde o título dos quadros pouco tem relação com a pintura. Avistei de longe um homem está agachado, quase em posição fetal, e uma mulher de longos cabelos ruivos o consola. Inclusive, ela está dando-lhe um beijo no cangote, num gesto sensual e maternal, tão típico da natureza feminina. Aproximei-me embevecida para saber o título, esperando algo como “Romance” ou “Consolação” quando li a palavra “Mulher-vampiro”. A idílica imagem não tinha nada a ver com que estava imaginando, ao contrário. O quadro mostrava de forma impiedosa a relação doentia entre um homem e uma mulher que podem chegar a sugar sua energia vital através da possessão.

Munch 1

Não pensem que ele era um machista ou que precisaria tomar algumas lições com Simone Beauvoir. Munch dizia que estava vivendo um momento onde as mulheres estava se liberando e as pintava em toda sua complexidade: virginais, sensuais, doentes, sedutoras, pensativas, beijando, sendo beijadas, tristes, alegres, em grupo ou solitárias em suas dúvidas, consoladas em suas aflições. Por isso, o melhor a fazer após a exposição, é ir ao café do próprio museu e tentar absorver a quantidade de beleza contemplada.

Aliás, este outono madrilenho tem várias mostras interessantes como a de Pierre Bonnard, Max Bill e Wassily Kandinsky. Confira tudo aqui no Calendário de Exposições Temporárias.

Edward Munch – Arquetipos

Onde? Museu Thyssen Bornemisza, metrô Banco de Espanha, L2.

Quando? De 06.10.2015 al 17.01.2016

Quanto? 11 euros


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