Farol de Moncloa

(post em 10/09/2015)


Nos anos 90 todos os olhares se voltaram à Espanha, mais ou menos como aconteceu com o Brasil nessas últimas décadas. Barcelona sediou a Olimpíada; Sevilha, a Exposição Universal e Madri foi escolhida como capital europeia da cultura. Nesse contexto, a cidade se esmerou por se modernizar e na falta de um mirante, foi construído o Farol da Mancloa projetado pelo arquiteto Salvador Perez Arroyo e aberto em 1992. No alto, uma vista fantástica e uma cafeteria para ver a vida passar.

Com 110 metros de altura chegamos ao topo através de dois elevadores panorâmicos em vinte segundos. O Farol ficou aberto por 13 anos quando houve o incêndio do hotel Windsor, um trauma comparado às tragédias do edifício Joelma ou do Andorinha, no Brasil. As normas de segurança mudaram e o farol foi fechado para se adaptar aos novos tempos. Porém, mais dez anos se passariam, até o mirante ser reaberto à visitação.

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Valeu a pena! Este ano, o Farol foi reaberto adaptado às novas regras. Já não existe mais cafeteria, a entrada custa 3 euros e pela manhã, uma guia conta a história da cidade, do farol e das construções principais que se avistam ali. Mas se você vai à tarde não tem problema, pois existe um painel explicativo em inglês e espanhol.

De um lado podemos contemplar o Palácio Real e a Catedral, o Arco da Vitória, as Quatro Torres (curiosamente, lá do alto só três estão visíveis). Do outro, fica o Parque do Oeste, a Cidade Universitária, o Museu do Traje, o Instituto do Patrimônio Nacional, o Palácio de Moncloa, sede do poder Executivo espanhol e o Museu da América. Neste ponto, fiz uma ressalva, porque a guia pulou a Casa do Brasil. Mas uma vez professora, sempre professora, e pedi a palavra para contar a história e fazer propaganda do local.

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O Arco da Vitória.

 

A vista, como era de se esperar, é interessante. Não posso dizer “deslumbrante” porque esse adjetivo só vale para a natureza, como por exemplo o Rio de Janeiro visto de Niterói (bairrista, eu?), as serras de Petrópolis, o Cristo Redentor. No entanto, se tem uma boa visão do Madrid moderno e antigo, do Parque do Oeste e com o dia claro se vê até as serras que circundam Madri.

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Da esquerda para direita: a Casa do Brasil, o Museu do Traje e atrás, o Instituto do Patrimônio Histórico. Atravessando a rua, o Palácio de Moncloa e o Museu de América.

 

Evidente que o turista não vai querer ir até ali apenas para ver Madri do alto. Por isso, torço para o Farol seja responsável pela descoberta do bairro de Moncloa onde a maioria dos gringos nem pensa ir. Uma pena, porque ao lado se encontram o Museu da América, a Casa do Brasil e o Museu do Traje. Além disso, está o Parque do Oeste com a natureza e várias esculturas legais para serem admiradas. Para terminar – ou entre um passeio e outro – recarregue as baterias no Café Van Gogh, batizado em homenagem ao genial pintor, a poucos metros do Farol.

Onde? Av. de la Victora, 2. Metrô Moncloa, L3 e L6.

Quando? De terça a domingo, de 10h às 20:00. Pela manhã, visita guiada em espanhol e inglês de 09:30 às 13:30.

Quanto? 3 euros


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