Feira Internacional de las Culturas

(post em 19/12/2015)


Sabe aquele sábado que você quer fazer algo “diferente”? Mas o que fazer nesta época tão complicada? Este ano, pela primeira vez, a prefeitura de Madri realizou a Feira Internacional de las Culturas, no Centro Cultural Conde Duque, onde países dos cinco continentes mostrariam como se comemora o Natal na sua terra e a sua cultura em geral.

Chegamos lá pontualmente às 12h, pois se já detestava aglomeração, imagina agora pilotando um carrinho sem tração nas quatro rodas. A Feira tem o intuito de mostrar as distintas culturas do mundo para os visitantes e fomentar a paz entre os povos, etc. e etc;. Porém, para entrar no recinto, é preciso passar por detector de metais; para quem vai com os filhos, os seguranças apenas nos revistam. Cada povo com a paranoia que merece.

Além dos estandes que vendiam artesanato, livros, ou comidas típicas, havia uma intensa programação cultural de dança, teatro, aulas de culinária, contação de histórias. Para nossa sorte, vimos um pouco da apresentação do espetáculo “A volta ao mundo em 10 canções” que narrava a história de duas lavadeiras que foram demitidas e resolveram dar a volta ao mundo. Em cada lugar que conheciam cantavam uma canção e uma bailarina, com roupa típica, bailava a dança local. Lindo!

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O Brasil fez bonito com um estande que vendia coxinha, risole, pão de queijo, quibe, pão de queijo e cheesecake de goiabada; além de moqueca, feijoada, caipirinha e guaraná. Vocês não tem ideia do que isso significa quando a gente é imigrante! Nos painéis fotos da Árvore da Lagoa, rabanada (aqui se come na Páscoa) e fogos do Rèveillon de Copacabana. A participação verde amarela também inclui a exibição de quatro filmes nacionais gratuitamente.

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Como a paciência do pequeno se esgotava resolvemos dar um passeio para ver se encontrávamos algo para ocupá-lo. Para nossa sorte nesta semana está acontecendo no mesmo local o 39º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Madri onde há um sem número de atividades para as crianças como contação de história, pintura facial, oficinas de desenho e uma biblioteca onde eles podem ficar e ler histórias com os pais.

De novo, coincidimos com uma atividade que me fez chorar. Um grupo de contadores de histórias surdo-mudos interpretava a velha história de Dickens “Um conto de Natal”: dois atores a contavam em libras enquanto outra a narrava para aqueles que podiam ouvir. Chorei ao ver meu filho atento e feliz, sentado no meio de crianças surdas, ao lado de pais que também não escutavam.

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Ainda deu tempo de ver a pesadíssima exposição de fotojornalismo espanhol em zonas de guerra que traz imagens de conflitos do Afeganistão, Palestina, Iraque e Rio de Janeiro. Não recomendável para almas sensíveis.

A esta altura, já era hora de almoçar e de novo nos dirigimos à barraca do Brasil para degustar a feijoada: arroz, muita carne no feijão e farofa por 5,50 euros. Certo que faltaram a laranja e a couve, mas por esse preço, não dá pra reclamar. De sobremesa, me dirigi ao estande da Argentina para comer um folheado de chocolate e doce de leite.

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E para quem ainda não comprou todos os presentes de Natal, aproveitem para passar nos estandes que vendem artesanato como o da Rússia que tem ícones religosos lindos, o da Colômbia que vende bolsas e acessórios; ou mesmo o da China onde um caligrafista escreve o nome da pessoa em caracteres chinos.

Só não deixem de visitar a Feira que fica até dia 22, de 12h às 22h. Entrada gratuita. A programção completa está aqui: http://navidadmadrid.com/feriainternacional/

 


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