Feria ARCO 2016

(post em 25/02/2016)


No final de fevereiro, as galerias de arte têm um encontro marcado em Madri. Trata-se da Feira Internacional de Arte Contemporânea onde representantes de 221 galerias, de 21 países, vêm mostrar seus artistas, trocarem ideias e, claro, fazer negócios. Esta foi a segunda vez que estive por lá e cada vez noto que Madri tem uma cena artística vibrante como é o caso da Madrid Gallery Weekend, não por acaso, apoiada pela instituição. Este ano, a Feria Arco comemora 35 anos de existência e para celebrar uma data tão especial não houve nenhum país-convidado: porém, foram chamadas galerias representativas de cada país que formaram uma homenagem à Feira.

Com mais de três décadas de existência, a ARCO se reinventa e expande suas fronteiras, pois em 2016, haverá uma edição especial em Lisboa, 26 a 29 de maio, na Fábrica Nacional da Cordoaria. Quem passeia pela capital portuguesa ou na cidade do Porto percebe que há muitas galerias novas, artistas interessantes e preços atraentes. Por isso, nada mais natural que levar esta ideia ao vizinho ibérico.

Como na edição anterior fiz meu recorrido pelas galerias brasileiras – 12 no total – e ainda descobri dois compatriotas que eram representados por instituições estrangeiras. Depois aproveitei para descobrir artistas de várias procedências e subi algumas fotos no Instagram.

Em tempo: a foto que abre este post é de uma pintura do tcheco Jiri Georg Dokoupil.


O paraense Tonico Lemos Auad mora em Londres há mais de quinze anos e trabalha tanto a pintura como a escultura. Misturando madeira e cestinhas de crochê, ele fez uma peça delicada e forte ao mesmo tempo. Galeria Stephen Friedman, Londres.

Tunico Stephen Friedman Gallery

A Galeria Luciana Brito trouxe a tradição e a modernidade para a ARCO 2016. Estavam expostas o primeiro quadro concretista e a primeira obra realizada pelo computador do Brasil de autoria do paulista Waldemar Cordeiro. O detalhe mais emotivo é quem apresentava essas obras era o simpático neto do artista, Yuri Oliveira. Lado a lado, as esculturas do francês Raphael Zarka, davam um salto de mais de 70 anos de história, com suas “contorções” em madeira.

Waldemar Cordeiro Luciana Brito

Impactante também foi a obra trazida pela Galeria Vermelho onde a obra de Marcelo Cidade, Geometria do Colapso 3, feita com cobertores ordinários – daqueles usados por mendigos – para nos recordar que nem todos são incluídos na sociedade brasileira.

MArcelo Cidade Vermelho

Estava andando quando os quadros deste estande me chamaram a atenção pela semelhança com os de Gonçalo Ivo. Ao me aproximar, descobri que o autor dessas esculturas suspensas em madeira, metal ou nailón eram de um brasileiro, Artur Lescher, representado pela galeria OMR, da Cidade do México. As pinturas são de Gabriel de la Mora.

Artur Lescher OMR

Finalmente, visitei o estande da Casa Triângulo, que exibia obras de, entre outros, Albano Afonso e Sandra Cinto (que se encontram com obras na expo Abstração/Abstracción, Galeria Fernando Pradillo) e do espanhol Guillermo Mora.

Sandra Cintra Casa triangulo

Sandra Cinto

Infelizmente, não encontrei os responsáveis de algumas galerias brasileiras para entrevistá-los e só escrevi sobre estas obras. Porém, a participação brasileira na ARCO continua na exposição de Adriano Amaral, na Tabacaleira.

Até ano que vem ! A Argentina será o país convidado. Sinal que os maus tempos dos Kirchner x Espanha estão ficando para trás.


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