Fuego Blanco/Fogo Branco – a coleção moderna no Kunstmuseum Basel

(post em 15/05/2015)


Quem tem medo de arte moderna e contemporânea ? No Museu Reina Sofia há duas exposições fantásticas para fazer qualquer um entender as mudanças sofridas nas artes plásticas no século 20. São elas: Fogo Branco – a coleção moderna no Kunstmuseum Basel e Colecionismo e Modernidade – dois casos de estudo: coleções Im Obersteg e Rudolf Staechelin.

Neste post vou contar sobre a primeira mostra. Trata-se de uma parte da coleção de arte moderna do Museu de Arte de Basiléia, na Suíça. Este foi o primeiro museu municipal do mundo e sabem por quê? Bem, em Basiléia havia um jurista chamado Basilius Amerbach que colecionou fabulosos quadros. Quando ele morreu, várias pessoas tentaram comprar as obras e os políticos perceberam que se eles não agissem, aquelas pinturas sairiam dali. Pronto. Este foi o núcleo de um acervo que abarca desde a Idade Média até os dias de hoje.

Georges Braque (1882–1963); Guéridon; Anfang 1913

Especializado em arte moderna e contemporânea, o Reina Sofia recebe – claro – a parte do século 20. Estão George Bracque, Picasso, Kandisky, Josef Albers e todos os medalhões de sempre. Assim, quem não está familiarizado, pode observar como esses e outros artistas foram descobrindo o uso das cores, reinventaram a perspectiva e principalmente foram reduzindo as linhas de suas composições. Podemos ver algumas esculturas de Alberto Giacometti com suas célebres obras que “caminham imóveis”.

Além da história da pintura, aconselho a vocês a lerem com atenção as etiquetas dos quadros. Há as informações de sempre – nome, data, autor- e o ano que a obra foi adquirida e o nome do doador/vendedor. Parece um dato aparentemente banal, mas nos ensinam que a coleção esteve em permanente expansão e que tipo de arte seus diretores resolveram privilegiar. Não por acaso, vários autores tachados de “degenerados” pelos nazistas como Ernst Ludwig Kirchner encontraram guarida nesta coleção.

Wassily Kandinsky (1866–1944); Schweres Rot; 1924 (Juli)

Adoro ir a essas exposições com o intuito de diminuir minha ignorância e para me lembrar que tenho que estudar muito mais do que meu orgulho me diz. Para minha felicidade, desta vez, descobri Fernand Léger. Cubista dos bons, expôs com Picasso e Braque, e soube retratar como ninguém o mundo mecanizado que se iniciava no século 20. No entanto, também registrou o ser humano tanto no meio desse caos chamado modernidade, tanto em motivos ternos como a obra que abre este post. Duas figuras – que para mim são mãe e filha – fundidas em um abraço protetor onde você não saber onde termina uma e começa outra. Viu? Podem ir sem medo.

Onde? Museu Reina Sofia, metrô: Atocha, L1

Quando? Segunda 10:00 – 21:00 h; Terça – fechado; Quarta a sábado10:00 – 21:00 h; Domingo: 10:00 – 19:00h.Até 14 de setembro.

Quanto? 8,00 € – inclui a entrada para o Museu. Esta exposição pode ser visitada gratuitamente domingo, a partir de 14:15.

 


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4 Comentários

  1. Larissa diz:

    Adoro Kandinsky, mesmo sem entender nada. Gosto de aprender, mas também gosto do lado intuitivo da arte! Vou anotar para passar lá um domingo 😀

  2. Phillipe diz:

    Olá Juliana! Primeiramente gostaria de te agradecer por manter este espaço tão original e mto obejtivo quanto aos segredos de Madrid. Irei em setembro para um pequena estada na Europa e iniciarei os trabalhos por aí. Tenho lido o blog mas não tenho paciência para escrever, mas todos os glogueiros que assim como você dissecam essas cidades míticas da Europa, merecem mtos comentários. Adoro seu senso se humor reincidente nos seus posts.
    Você saberia dizer até quando este mostra ficará em cartaz? Muito Obrigado! Abs!

  3. Juliana diz:

    Oi, Phillipe! Obrigada pelo comentário. Isso me anima a prosseguir! Esta exposição fica em cartaz até o dia 14 de setembro. Um abraço e seja bem-vindo, Juliana.

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