Fundação Lázaro Galdiano

(post em 12/11/2013)


DSC02189 Na calle Serrano, 122 ergue-se o palacete Florido que pertenceu ao colecionador e financista José Cecílio Lázaro Galdiano. Nascido em 1862 foi acumulando fortuna que lhe permitiu colecionar os mais variados objetos como quadros e tecidos, passando por livros e louças finas. O casamento com a argentina Paula Florido, em 1903, lhe aportou mais segurança econômica e os dois viajavam pela Europa comprando peças a fim de aumentar sua coleção.

O casal tinha bom olho e soube adquirir tanto arte espanhola como estrangeira. Há de tudo um pouco: desde representantes do século de Ouro como El Greco ou Murillo até o século 19, onde a predileção por Goya é evidente; e também pintores italianos. Além disso, os dois colecionavam objetos tão díspares quanto belos como espadas e aparelhos de jantar.

A quantidade de itens deixa o visitante atordoado. Afinal, como admirar uma vitrine com milhares de medalhas e descobrir que ainda há uma gaveta com mais uma boa leva? Por isso, é recomendável acessar a página do museu antes de visitá-lo para aproveitá-lo melhor. Ali são mostradas as obras mestras da coleção e explicadas a origem dos diversos fundos que compõem o acervo.

DSC02188 O palacete Florido também merece um parágrafo a parte. De estilo neoclássico, erguido e decorado, em 1908, pelo arquiteto Francisco Borrás, o palacete tem cinco andares onde a família recebia a fina flor da intelectualidade madrilenha nas primeiras décadas do século 20. Dois anos mais tarde, o mesmo arquiteto projetou e construiu a sede da editora de Galdiano, “La España Moderna”. O jardim romântico ornado com estátuas, fontes e árvores centenárias, hoje faz a delícia das crianças e passantes que podem usufruir desta maravilha.

Ao contrário de suas congêneres que deram origem ao museu Cerralbo e ao museu Joaquín Sorolla, a casa foi inteiramente adaptada a sua nova condição de museu e só alguns tetos decorados nos permitem vislumbrar como teria sido o domicílio do homem mais rico da Espanha nas primeiras décadas do século 20.

Quando?

Aberto de 10 a 16.30 h. Domingos de 10 a 15 h. Fechado às terças

Quanto?

Entrada geral: 6 €

Gratuito: Diariamente, de 15:30 a 16:30 horas. Domingos de 14 a 15 h.

Toda primeira sexta-feira do mês de 17 às 21h em abril, maio e junho.

Onde? Calle Serrano, 122 – metrô Ruben Dario, L5.



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