Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia

(post em 19/10/2013)


Completando o triângulo das artes composto pelo museu Thyssen-Bornemisza e o museu do Prado, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia abriga as obras dos séculos 20 e 21, a chamada arte moderna e contemporânea. O grande chamariz da coleção são as obras de Picasso, especialmente “Guernica”, os trabalhos de Salvador Dalí e Miró. No entanto, o museu guarda muito mais do que isso e é surpreendente. Quer saber o motivo?

DSC07709O museu está no antigo Hospital Geral de Madri, também conhecido por Edifício Sabatini, pois foi projetado por este arquiteto durante o reinado de Carlos III, o mesmo que projetou o Palácio Real. Uma construção austera, neoclássica, do século 18 e nada indica que ali vamos encontrar fabulosas obras de arte. Aliás, talvez o contraste entre um prédio do século 18 com obras modernas seja justamente o que faz a visita ser tão interessante.

O hospital serviu também de prisão na Guerra Civil (1936-1939) e funcionou até o ano de 1965 quando foi desativado e relegado ao abandono. Somente na década de oitenta, com a volta à democracia, o edifício foi reformado e adaptado às funções de museu. A instituição recupera a produção do século 20 e os artistas que foram deixados de lado durante a época franquista. Não sem razão muito críticos o chamam de “museu da democracia”.

DSC07696Aberto ao público em 1992 e ampliado em 2005, o acervo do museu Reina Sofia pode ser entendido como continuação do Museu do Prado. A coleção tem sua origem na década de 50, quando se fundou o Museu Espanhol de Arte Contemporânea cuja primeira sede foi o porão da Biblioteca Nacional. Mais tarde, passou para um belo edifício na cidade universitária e ali ficaria até seu fechamento em 1971 quando o acervo foi repartido entre o futuro museu Reina Sofia e o museu do Prado. Atualmente, o prédio onde estava instalado alberga o interessante Museu do Traje.

Como se trata de um museu de arte moderna e contemporânea tudo ali está para questionar o espectador; afinal, os artistas do século 20 discutiram profundamente o que é a arte, o artista e a obra. Assim, ao contrário de um museu tradicional que expõe em cada sala somente pinturas ou esculturas, no Reina Sofia estas são exibidas lado a lado a cartazes, fotografias e material audiovisual.

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Pájaro lunar, Miró.

Para quem sofre de alergia a arte moderna ou contemporânea sugiro que você se prepare antes da visita. A página do museu explica direitinho o recorrido e destaca as principais obras. Dentro deste recorte cronológico, o museu ainda propõe um roteiro temático por obras que dialogam sobre feminismo, arquitetura, teatro, o artista em crise e o poético. Outra pedida é assistir aos vídeos no canal do museu no Youtube explicando as exposições temporais do lugar. Aposto que você vai começar a ver (e a entender) estes artistas de outra maneira.

 

 

 

Uma dica: se você quiser ver a “Guernica” diretamente suba ao segundo andar. Ali está a grande estrela do museu.


Onde? Calle de Santa Isabel, 52. Metrô Atocha, L1

Quando ?

Segunda a Sábado 10:00 – 21:00 h. Fechado às terças. Domingo: 10h às 14:30.

Domingo, a partir de 14:15 a entrada é gratuita, mas estão abertas somente a coleção 1 (que inclui obras de Picasso e Salvador Dalí e alguma exposição temporal.

Quanto ? 8 euros – exposição permanente e temporais. 4 euros – somente exposições temporais.


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2 Comentários

  1. Olá! Parabéns pelo blog. Puxa, o museu Reina Sofia parece muito interessante… pretendo visitá-lo para conhecer Guernica e obras de Juan Miró, hehe!

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