Museu do Prado

(post em 29/10/2013)


Museu do PradoEm Madri, como em todas as cidades, há lugares indispensáveis para turistas. Assim, o Museu do Prado, é programa obrigatório para quem vem aqui. Afinal, a instituição abriga umas das melhores coleções de arte do mundo; são mais de 1.150 peças entre pinturas, esculturas, desenhos e objetos de artes decorativas.

 

Tão interessante quanto as obras expostas ali é conhecer a história da coleção e do próprio museu. Tudo começou no século 16 durante o reinado do imperador Carlos V – aquele que dizia que no império dele “o sol nunca se punha” – e continuou com os monarcas seguintes. Os reis da época disputavam quem tinha o melhor pintor, o maior palácio (vide Versallhes, na França ou o Hermitage, na Rússia), quem reunia os músicos mais talentosos, etc. A corte espanhola não podia ficar pra trás e tinha pintores a seu serviço encarregados de eternizar os soberanos e seus feitos. Como dominaram boa parte da Europa por um tempo, se explica tanto a diversidade quanto a quantidade de obras entesouradas.

No entanto, vários dos objetos expostos estavam nos “reales sítios” ou nos diversos palácios e monastérios que os reis tinham a sua disposição como Aranjuez, El Escorial, San Ildefonso, entre outros. Coube a Carlos III (guarde este nome, pois você vai encontrá-lo em várias ocasiões por Madri) construir o atual edifício e iniciar a exibição de toda esta riqueza artística.

Após da expulsão dos franceses, em 1812, foi ideia de Fernando VII a tarefa de abrir ao público esta fabulosa coleção em 1819. Anos mais tarde, com a dissolução do museu da Trindade, em 1872, os fundos do museu do Prado cresceram em obras religiosas. Quase um século depois, em 1971, foi a vez do museu de Arte Moderna fechar as portas e as obras do século 19 ingressaram nos depósitos do museu.

A lista de pesos pesados representada é extensa: Tiziano, Murillo, Rubens, El Greco. O destaque vai para Velásquez com uma sala dedicada a “Las Meninas”, aos retratos das infantas e da família real. Igualmente, Goya conta com um espaço exclusivo tanto para seus quadros produzidos no período quando foi pintor da corte, como sua produção posterior exemplificado pelo conjunto chamado “pinturas negras”.

Agora, como contemplar um terço dessas maravilhas sem enlouquecer? Sempre vale a pena se preparar para visitar um museu. Sugiro uma visitinha à página do museu onde se encontram sugestões de itinerários, informações sobre as principais obras e o destaque de cada escola artística.

Quanto?

A entrada custa 16 euros e dá direito ao acervo permanente e às exposições temporais.

Gratuito para crianças e adolescentes até 18 anos. Meia-entrada para os maiores de 65 anos.

Olho!

De terça a sábado, de 18h às 20h e domingos e feriados, de 17h às 19h, a entrada é GRATUITA. A fila é grande, mas o museu é maior e, por isso, não fica completamente lotado, mas o único problema é que você terá apenas duas horas para contemplar as obras.

Quem tem o MadridCard não paga.

Onde? Paseo del Prado, s/n. Metrô Banco de España, L2.

Saiba mais sobre as regras que existem nos museus.

 


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