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  • Madri em três dias: La Latina e Bairro das Letras

    post em 21/04/2014

    Este post é a continuação do Madri em três dias: Bairro das Letras e La Latina. Depois de conhecer o centro, o bairro de Salamanca e o parque do Retiro, hora de explorar outro bairro madrilenho bem charmoso: La Latina. O nome se deve, provavelmente, ao hospital fundado pela professora de latim da rainha Isabel II, Beatriz Galindo, mais conhecida por "La Latina" . O bairro faz parte da chamada "Madri dos Austrias" e é cheio de bares, restaurantes, igrejas lindas e pinturas nos prédios; e para quem gosta de compras, tem a feira do Rastro aos domingos e feriados. Em 15 agosto é celebrada neste bairro a padoreira não-oficial de Madri, a Virgem da Pomba (Virgen de la Paloma). Em uma bela igreja de estilo neomudéjar está a tela pintada no século 18 venerada pelos madrilenhos. As pessoas vestem o que seria o traje típico de Madri do século 19, dançam chotis e, claro, bebem. No entanto, se você não veio assar no calor de agosto, minha sugestão é começar o passeio pela Basílica de São Franciso, o Grande. Em seguida suba a Carrera de San Francisco admirando a paisagem que você encontrará a barroca e bela igreja de San André construída no século 17. Ali mesmo está o interessantíssimo museu de San Isidro ou o Museu das Origens que conta a história do padroeiro da cidade e da própria evolução urbana da capital espanhola. Pode entrar sem medo, pois é gratuito. Se a fome já dá sinais é melhor procurar um lugar para comer. Oferta não vai faltar, mas recomendo o Lamiak, com seus "pinchos" bem servidos. Guarde espaço para comida "de verdade" porque a região tem bons restaurantes. O mais famosos dele talvez seja o asturiano "La burbuja que ríe". Se o seu colesterol estiver em dia aproveite para comer ovos com chorizo, morcilha ou a fabada asturiana (uma versão da feijoada), rabo de touro e outras delícias gordurosas. Retome seu caminho em direção a plaza Cebada onde há um mercado desde 1868. Dali vá a praça Coscorro e admire um belo mural pintado na fachada de um prédio. O autor é o pintor madrilenho Enrique Cavestany e foi inaugurado em 1983. Há vários pela região, porém escolhi esta reunião de artistas para vocês. Quem gosta de teatro aproveite para ir a uma peça da Companhia de Teatro Clássico que tem sua sede na Calle de Embajadores, 9 e desfrutar de alguma obra consagrada ou mesmo da arquitetura do teatro Pavón. Na praça também se encontra a estátua do herói da guerra de Cuba Eloy Gonzalo. Reparem que ele carrega um latão de gasolina, uma corda e uma tocha acesa. Para um herói...meio estranho, não ? Mas se trata de um soldado que aceitou a missão suicida de incendiar o acampamento do inimigo. Caso ele falhasse seus companheiros poderiam puxar seu corpo. Naquele local acontece também todos os domingos e feriados a feira do Rastro. Como cantava a música, tal qual a feira de Acari, "tem de ...

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  • Basílica Jesus de Medinaceli

    post em 19/04/2014

    Aproveitando o clima religioso da Semana Santa apresento a vocês a basílica Jesus de Medinaceli. Além do templo ser muito bonito com seus vitrais e mosaicos, esta devoção faz parte da vida madrilenha. Por exemplo, toda sexta-feira, é permitido chegar aos pés da imagem de Jesus de Medinacelli e tocá-la; e na primeira sexta-feira da Quaresma (após o Carnaval) um membro da família Real espanhola vai ali beijar o pés e rezar diante da mesma. Igualmente, dali sai uma das mais importantes e tradicionais procissões madrilenhas na Semana Santa.   No século XVII havia uma capela no terreno e desde 1895 o templo abrigava a imagem de mesmo nome. A capela foi derrubada e uma grande igreja foi inaugurada em 1930 sob a responsabilidade dos franciscanos capuchinhos. A imagem mostra Cristo no momento de sua apresentação ao povo por Pilatos: "Ecce Homo". Lindamente presidindo a igreja, ela é vestida com vários tipo de túnica dependendo da ocasião e do tempo litúrgico. O templo também vale a vista pelo seu altar em mosaicos com os diversos santos franciscanos, os vitrais da capela do Santíssimo e do coro, e as distintas imagens de Nossa Senhora. Destacam-se um altar lateral onde estão imagens enormes de são Francisco de Assis e santa Clara. assim se vocês estiverem andando pelo bairro das Letras podem se aproximar e vistar esta joia artística....

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  • Segóvia

    post em 31/03/2014

    Madri está rodeada de cidades interessantes. Quem pensa em ficar uma semana por aqui pode aproveitar para conhecer a vizinhança. Já falei de Toledo e Alcalá de Henares e hoje mostro a vocês Segóvia. Segóvia está a tão somente 90km de Madri e é possível chegar ali de carro, trem ou mesmo de Cercanías. Na primeira vez, fui neste último e nem vi uma hora de viagem passar; mas da segunda peguei o trem de alta velocidade (AVE) e em 30 minutos estava lá. Com um dia de caminhada é suficiente para visitar os principais pontos turísticos e passear pelas ruas agradáveis e cheias de história. Infelizmente, as belas igrejas românicas dos arredores terão que ficar de fora do roteiro, mas nem tudo é perfeito. Outra atração que faz a maioria dos espanhóis salivar quando escuta a palavra “Segóvia” é o leitão que servem ali. Portanto, uma vez na cidade, peça o famoso “cochinillo de Segóvia”. Infelizmente, não provei da iguaria e terei que fazer o enorme sacrifício de voltar à cidade. Aqueduto - o símbolo da cidade e sua principal atração turística é o aqueduto. Construído pelos romanos nos séculos I e II, em pedras superpostas e sem cimento! Como assim? Tem uma argamassa básica, mas a grande maioria das pedras está apenas equilibrada uma nas outras. O aqueduto era bem maior, mas as sucessivas invasões de inimigos e a falta de preservação foram reduzindo ao tamanho que está hoje. Mesmo assim é de tirar o fôlego quando se vê uma construção tão espetacular em um tempo que não havia a metade da tecnologia que dispomos. Ah, sim! Não havia máquinas, é verdade, mas havia escravos... Admire o aqueduto, tome um café, tire fotos sem piedade até descarregar a bateria. Catedral de Santa Maria de Segóvia - Depois de admirar o aqueduto é hora de partir para a catedral, dedicada a Assunção de Maria e a São Frutos. Siga pela calle Cervantes, que se transformará em calle Isabel, a Católica e suba em direção à Plaza Mayor. A igreja data do séc. 16, na transição do gótico para o renascimento e levou quase 200 anos para ser concluída. Assim, se encontram um pouco de vários estilos. As imagens dos santos são lindíssimas e o coro também. Além disso, é possível visitar o claustro e o pequeno museu. O santo patrono de Segóvia é são Frutos, um filho da terra que nasceu de família abastada em 642. Junto aos dois irmãos, após a morte de seus pais, venderam os bens que lhe cabiam de herança e foram viver em ermitas nos arredores da cidade. Sua festa é comemorada em 25 de outubro e na véspera há um costume curioso. A população vai para a porta da catedral onde há a imagem do santo para vê-lo virar a página do livro que ele carrega. Como as pessoas na Idade Média eram muito crédulas, não me estranha nada que muitos viam a folha se mover. Onde? Plaza Mayor s/n Quando? Outubro-março: 9:30 - 17:30 h e Abril-setembro: 9:30 - 18:30 h Quanto? Entrada: 3 € Grátis: Domingos de 9:30 a 13:15 h Casa Museu de Antonio Machado - Situada no meio do caminho entre a catedral e o Alcázar. O poeta sevilhano Antonio Machado é um dos principais poetas espanhóis do século 20, junto ao seu irmão Manuel. O escritor viveu em Segóvia, de 1919-1932, numa pensão modesta enquanto dava aulas de francês no Instituto de Segóvia, fazia versos e militava a favor da democratização da educação....

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  • Basílica de São Francisco, o Grande

    post em 11/02/2014

    Após visitar o Palácio Real, caminhando em direção a La Latina, está a a igreja de São Franciso, o grande. Na minha humilde opinião, o templo é o mais bonito de Madri, com pinturas em trompe l'oeil (enganar o olho) que parecem saltar das paredes, estátuas dos apóstolos e uma cúpula inteiramente pintada. Aliás, esta é uma das três maiores cúpulas do mundo. Infelizmente, não é permitido tirar fotos dentro da Basílica e peguei algumas fotos oficiais para ilustrar o post. Desde o século 13 existia uma ermida no mesmo local que foi derrubada e deu espaço para esta construção neoclássica. Varios arquitetos trabalharam nela e o projeto inicial é de frei Francisco Cabezas, mas a conclusão ficou a cargo de Sabatini, o mesmo que seria responsável pela Porta de Alcalá e é homenageado com o Jardim que leva seu nome. A igreja atual é do século 18, mas a sua decoração data do fim do séc. 19. Com a invasão francesa, o convento dos franciscanos que está ao lado serviu de cavalariça, hospital, etc. Apesar de homenagear o santo de Assis, a titular é Nossa Senhora das Neves, o que explica as pinturas da cúpula serem dedicadas a Virgem Maria. Como já havia uma igreja em Madri com este nome, o povo começou a chamá-la de São Francisco. O título de "Grande" veio pelas dimensões. Lá, igualmente, estão os doze apóstolos representados com estátuas de mármore de 3 metros de altura. As sete capelas laterais guardam pinturas gigantescas como a de Santiago Matamouros (outros tempos, minha gente) e uma de Goya, recém-chegado a Madri; inclusive, o pintor e autorretratou neste mesmo quadro. Para mais fotos da Basílica clique aqui. Onde? Calle San Buenaventura, 1. Metrô La Latina ou Puerta de Toledo - ambos da L5. Quando? De terça a sexta de 10:30 a 12:30 e de 16 a 18 horas. Sábados de 10:30 a 12:30 e de 16 a 18 horas. Julho e agosto: de terça a domingo de 10:30 a 12:30 e de 17 a 19 horas. Quanto? 3 euros      ...

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  • Madri em três dias: Bairro das Letras e La Latina

    post em 31/01/2014

    Um dos lugares mais charmosos de Madri, perfeito para caminhar e divagar, é o Bairro das Letras, denominado desta maneira pela quantidade de literatos como Cervantes, Lope de Vega, Quevedo e Góngora que fizeram das ruas do pequeno bairro sua morada. Igualmente se encontram a sede da Real Academia de História e do Ateneo de Madri. Some-se a isso um clima de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, com manifestações artísticas espôntaneas como o inusitado lagarto gigante feito com CD's na calle León com a calle Prado, no hotel Vincci Soho. À noite, bares das mais diversas nacionalidades e alguns com música ao vivo fazem do Bairro das Letras um dos mais boêmios da capital. Um bairro tão cultural tem calendário própio. Se você está em Madri no primeiro sábado do mês aproveite o "Mercado das Rãs" (Mercado de las Ranas) quando o comércio abre as portas e coloca seus produtos na rua. Além disso há concertos e teatro para atrair mais público. Geralmente, na segunda quinzena de setembro, tem lugar a feira de DecorArcción, quando as lojas de móveis e antiquários expõem peças únicas nas ruas. Já está convencido ? Ah! Esqueci. O bairro também conta com restaurantes tipicamente madrilenhos completamente azulejados ou que homenageiam os touros. São muitos como a Taberna de la Daniela, Taberna los Gatos e a Taberna Los Dolores que servem o famoso cozido madrilenho e outras iguarias da comida espanhola. Chega de conversa! Vamos ?? Preparei um pequeno roteiro e tem um mapa lá embaixo. Não tem erro. A melhor maneira de começar a explorar este recanto madrilenho é subir a calle de Huertas (literalmente, horta) assim chamada porque havia uma grande quantidade de hortas por ali. Aliás, antes de iniciar o passeio talvez seja melhor conhecer a Basílica de Jesus de Medinacelli, uma das devoções mais antigas de Madri. Localizada na calle de Jesus e inaugurada em 1930 sob a responsabilidade dos franciscanos capuchinhos, o templo vale a vista pelo seu altar em mosaico com diversos santos franciscanos, os vitrais da capela do Santíssimo e do coro e as distintas imagens de Nossa Senhora. Voltando a calle Huertas, esta rua, que é uma pequena ladeira, está perto do museu do Prado e pode ser um programa ideal para espairecer após a visita feita ao museu. O mais interessante é ler os trechos de poemas ou romances em letras douradas de célebres escritores espanhóis. Se você não os conhece procure na parede mais próxima a biografia do autor. No caminho você encontrará a igreja do mosteiro das Trinitárias de São Idelfonso. O templo data de 1673 e foi concluído em 1698;e apesar de guardar belas pinturas em seu interior, todo mundo conhece esta igreja como "o lugar onde estaria enterrado Cervantes". Dizem "estaria" pois nas muitas reformas sofridas pela casa religiosa o túmulo e a lápide do escritor se perderam e com isso, qualquer informação confiável de onde estariam os ossos do célebre autor de Dom Quixote. Ali também professou como monja a filha de Lope da Vega. Aliás, o rival de Cervantes tem a sua casa-museu na rua ao lado, chamada Cervantes ! O local está aberto a visitação gratuita sendo necessário marcá-la antes pelo telefone. Outra marca registrada deste ...

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  • A fonte de Netuno

    post em 29/01/2014

    Do outro lado da Cibeles, a poderosa deusa que preside uma das rotundas mais interessantes de Madri, está o deus marino Netuno. Ambos tem o mesmo pai e a mesma idade. Calma! Com isso apenas quero dizer que ambos foram realizados pelo escultor e arquiteto Ventura Rodriguez em 1777, ainda que tenham sido terminados por outros artistas. Os dois deuses também tiveram a mesma "mãe", pois foram idealizados pelo rei Carlos III na sua tentativa de dotar Madri de esculturas dignas das maiores capitais europeias da época como Paris ou São Peterburgo. Igualmente servem para o mesmo propósito, pois se a Cibeles é o ponto de encontro da torcida do Real Madri, o deus marinho acolhe os torcedores do Atlético. O resultado é Netuno em seu carro puxado por cavalo, cabeleira ao vento, com uma cobra enrolada ao corpo sarado. Ao contrário da deusa Cibeles que está altivamente sentada, Netuno está em pé, coroa na cabeça e tridente na mão. Acho que a proximidade ao Congresso dos Deputados faz o deus ficar em esta posição alerta. Afinal de conta, nunca sabemos o que as senhorias podem aprontar......

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  • Jardins de Sabatini

    post em 24/01/2014

    Além do Parque do Retiro, Madri guarda outros jardins acolhedores que merecem o passeio. Um deles está localizado junto ao Palácio Real e chama-se Jardins de Sabatini em homengem ao arquiteto italiano que fez, dentre outras construções, a Porta de Alcalá e a Real Aduana (hoje ministério da Fazenda) e ajudou a finalizar as obras da basílica de San Francisco, o Grande e do próprio Palácio Real. Apesar do estilo do Jardim ser de inspiração francesa e nos remeter ao século 18 com seu traçado retilínio, na verdade, ele foi construído na década 30 pela Segunda República. Naquele local, Sabatini havia projetado as cavalariças reais que caíram em desuso com a chegada do automóvel. A prefeitura, então, decidiu aproveitar e fazer um parque aberto à população. Para decorá-lo se utilizam parte das estátuas dos diversos reis espanhóis, fontes e bancos de pedra. A natureza faria o resto. Não é raro ver turistas e locais fazendo a siesta ali à sombra das árvores. Durante o verão, o parque se transforma em palco do "Veranos de la Villa", festival realizado pela prefeitura com atrações musicais, ópera e dança.     Horário: de outubro a abril de 9.00 a 21.00h. De maio a setembro de 9.00 a 22.00 h....

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  • Barcelona – segundo e terceiro dia

    post em 08/01/2014

    Casa Milà, la Pedrera: Seguindo os passos de Gaudi conhecemos a casa Milà, aquela cheia de curvas sinuosas e varandas de ferro que fazem Oscar Niemayer parecer criancinha de jardim de infância. Construída para Roger Segimon de Milà, entre 1905 e 1907, no passeio da Graça, avenida que reúne lojas básicas como Gucci e Maximo Dutti. É possível visitá-lo por dentro e subir até o telhado, mas estava fora dos nosso planos de estudantes sem subsídios. Mas sem dramas: só a fachada merece a contemplação! As grades das varandas, por exemplo, foram esculpidas (não há outro nome) em ferro por Josep Maria Jujol. Ele também era catalão e ajudaria o Gaudí no Parque Güell também. A casa é um dos símbolos da cidade, mas na época de sua construção foi considerada feia e apelidada de "pedreira" pelos habitantes. Nada como o distanciamento do tempo para apreciar o belo. Ilha da Discórdia: Atravessando a rua, cruzando o "Passeig de Gràcia", está o quarteirão mais polêmico de fins do séc. XIX/ XX: a ilha da discórdia. O nome vem das discussões sobre os prédios erguidos ali. Lado a lado estão a casa Batló, reformada por Gaudí para o industrial de mesmo nome e a casa Amatller, construída para o chocolateiro Anotoni Amatller, por Josep Puig. Ambas estão abertas a visitação. Entramos na casa Amatller e descobrimos também os aspectos do art nouveau: luzes, vidros coloridos e ferro. Todos adoravam trabalhar com este material, claro! Mas o curioso fica por conta dos detalhes da fachada. Como são Jorge é um dos padroeiros de Barcelona, o santo guerreiro foi lembrado ali, singelamente, matando o dragão. Catedral: está localizada na "cidade velha", no bairro gótico. Foi aqui que a cidade de Barcelona se desenvolveu, cresceu e claro, estão os prédios mais significativos da época medieval como a muralha e a catedral. Até aquele momento, achava a catedral de Toledo a mais bonita das que havíamos conhecido na Espanha, mas a de Barcelona superou minhas expectativas. Como quase todas as catedrais espanholas, o templo é uma sucessão de reconstruções sobre antigas igrejas. Afinal ela começou a ser erguida em 1298 e foi terminada em 1420. Se o edíficio é uma típica construção gótica com seus vitrais, arcos, contrafortes e muros de pedra espessa, o mesmo já não se pode dizer dos altares laterais. Datados do séc. 17 ou 18, o que predomina ali são as pinturas douradas, a fim de iluminar o local. Como a igreja é uma catedral, há túmulos dos bispos de Barcelona também. A catedral está dedicada a santa Eulália, virgem cristã que se recusou a renunciar sua fé durante a ocupação romana. Os restos da santa estariam numa urna ricamente decorada com a história do seu martírio, na cripta embaixo do altar principal.E como não fosse pouco, o telhado está aberto a visitação e de lá se tem uma vista espetacular da cidade, além de podermos comtemplar mas de perto as torres e outras esculturas. No claustro, outra surpresa: uma linda fonte de água potável, patos brincando em um tanque e várias capelas laterais. Depois ficamos andando pelas ruas da "Ciutat Vella" até cansar e dali subimos a ultra famosa e concorrida Las Ramblas até a plaza de Catalunya.Antes fizemos um pit stop no mercado Boqueria, inaugurado em 1840, para contemplar os produtos e a arrumação local. Infelizmente, ao bater as fotos deste lugar aconteceu o pesadelo de todo turista: a bateria descarregou e ...

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  • Caños del Peral

    post em 07/01/2014

    Na estação Ópera, entre a Porta do Sol e o palácio Real, é guardado um inusitado tesouro: os restos arqueológicos dos antigos aquedutos e fontes que abasteciam a população madrilenha. Afinal, esta modernidade de água nas casas é uma invenção recente. Deste modo estão exibidas partes que constituíam a "Fuente de los Caños del Peral", o "Acueducto de Amaniel" e a "Alcantarilla del Arenal". "Caños" pode ser traduzido por canos e "peral" é simplesmente uma pereira e assim temos "A fonte dos canos da pereira". Projetada no séc. 16, na verdade, suas origens datam desde a ocupação dos árabes na cidade quando se construiu o primeiro canal para abastecer a cidade, o mencionado "Aqueduto de Amaniel". Também ali estavam localizadas os canos onde a população podia buscar e abastecer-se de água. O melhor dessa história aconteceu anos depois quando ela deixou de servir à cidade. Sem ter sido destruída ou desmontada, a fonte e seus canos foram soterrados e desta maneira preservado para as gerações futuras. Século mais tarde quando fizeram a estação de metrô Ópera "descobriram" ali um tesouro arqueológico sem precedentes: o antigo caminho da distribuição de águas da cidade. Além de ver ao vivo e a cores, ainda há vídeos explicativos contando o caminho das águas até a população, a expansão urbana da capital espanhola e um pouco da rotina da época. Igualmente é mostrado como foram as obras de restauração e acondicionamento do novo museu. Para visitar e conhecer a história de Madri de outro ângulo basta usar sua passagem de metrô. Quando? Sexta, sábado e domingos, de 11:00 a 13:00 y de 17:00 a 19:00 horas Quanto? Gratuito (utilizando o tiquete do metrô). Onde ? Estação de Metrô Ópera ...

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  • Madri em um dia: centro

    post em 31/12/2013

    Veio para a capital da Espanha com pouco tempo, mas com muita disposição? Então se prepare porque andando é possível conhecê-la bem. Claro que alguma atração vai ficar de fora e sempre tem a tia Maricota para dizer: “Ah! Se você na foi no museu X, não conhece Madri...”. Porém, nada grave que não possa ficar para sua segunda visita à cidade. Centro A Porta do Sol é o epicentro da cidade e a estátua do Urso Madronho é o ponto de encontro de todo mundo quando sai pela região. Tem fila para tirar foto com o bichinho e é bom você aguardar sua vez. O lugar reúne várias atrações como o marco zero, a estátua de Carlos III, a loja de leques “Casa de Diego”, a padaria e confeitaria Mallorquina e o neón gigante de Tio Pepe. Ufa! E olha que nem começamos a andar. Mas vamos por partes, como diria Jack. Seguindo pela calle Arenal, em direção ao palácio Real, se encontra a igreja de San Ginés. Se ela estiver aberta, entre! O templo é lindo e vale dar uma olhada. Atrás, a chocolateria mais famosa de Madri, a San Gines, onde todo mundo vai tomar chocolate com churros. Voltando a calle Arenal, podemos seguir em frente ou dobrar à direita, na calle San Martin e conhecer o Mosteiro das Descalças Reais (Monasterio de las Descalzas Reales). Só é possível conhecê-lo através de visita guiada. Aproveite para contemplar a porta barroca do edifício modernoso da “Caja Madrid” e as esculturas que representam a Francisco Piquer e Joaquín Vizcaíno. No entanto, se você resolveu seguir em frente, não tem problema. Chegamos agora à Praça Isabel II, rainha da Espanha no século 19; e no centro, está a sua estátua. Esta construção enorme é o Teatro Real, onde a primeira divisão da ópera e do balé se apresentam em Madri. Os ingressos são caros e se esgotam rapidamente, mas ao menos há o consolo da visita guiada pelo teatro. Já a música erudita encontra pouso no Auditório Nacional. Igualmente, neste local, fica a estação Ópera que guarda o pequeno, mas interessantíssimo museu dos Caños Del Peral. Ali ficam os restos arqueológicos da antiga fonte que abastecia a cidade descobertos quando se construía a estação. Para entrar basta usar o bilhete o metrô e desfrutar de um vídeo explicativo sobre a evolução urbana de Madri. A praça em frente ao teatro é a do Oriente e foi aberta durante a ocupação napoleônica na cidade. Nela se encontra a estátua equestre de Felipe IV. e três jardins compartilham o mesmo terreno: Lepanto, praça do Oriente e do Cabo Noval. Observem as estátuas dos reis espanhóis ali presentes. Estes são os chamados “reis godos” e você vai encontrar outros conjuntos de soberanos no parque do Retiro e nos Jardins de Sabatini. Um dado curioso: assim como, antigamente, os alunos da escola primária no Brasil tinham que saber os afluentes do rio Amazonas, aqui na Espanha, as crianças tinham que decorar os nomes dos reis godos. Porém, o melhor está aí, diante dos nossos olhos, o Palácio Real, construído e no séc. 18 por Carlos III. Além disso, lá dentro estão expostas a Farmácia Real e a Armeria, coleção de armas ...

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