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  • NovoCine – VII Mostra de Cinema Brasileiro

    post em 03/11/2013

    Em novembro acontece a mostra de cinema brasileiro em Madri. Muito bom para quem deseja se manter atualizado com a programação da pátria amada. Afinal, nem a Casa da América exibe tantos filmes brasileiros e a mostra acaba sendo a única oportunidade para assistir de graça um pouco da produção nacional, além de poder encontrar com os diretores, realizadores ou atores que participam das obras.     Acompanho o festival desde 2011 quando pude ver "Lula o filho do Brasil" e de quebra, tirar uma foto com Rui Ricardo Dias. Depois enfrentei fila para ver "Wood & Stock - Sexo,orégano e rock and roll". Ano passado foi a vez de prestigiar "Capitães de Areia", "Heleno" e "Corações Sujos". Esse 2013,só tenho na minha agenda "Gonzaga- de pai pra filho", pois sei que o meu filho não vai me deixar ver todos os filmes que gostaria... Quem quiser saber mais: http://novocine.es/ Quando? Dia 7 de novembro no cine Palafox (21h). De 8 a 14 na sala Berlanga (19h e 21:30h). Quanto? De graça. Portanto, chegue cedo. Onde? Cine Palafox (calle Luchana, 15) e Sala Berlanga (calle Andres Mellado, 53) Cine Palafox Ver mapa maior Sala Berlanga Ver mapa maior  ...

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  • Igreja de San Ginés

    post em 02/11/2013

    Se você está passeando pela calle del Arenal em direção ao Palácio Real e viu uma igreja aberta, entre! Eu sei que a fachada não é convidativa, há músicos e artistas de rua que ficam ali tentando descolar um trocado e atrapalhando a passagem. Ainda é preciso controlar a tentação de ir logo para a chocolateria de mesmo nome, mas você não pode perder esta oportunidade. Ali está a igreja dedicada a são Ginês, um jovem francês que trabalhava como tabelião para os romanos e a partir da perseguição aos cristãos foi designado para anotar quem era preso. Indignado, ele fugiu, mas foi capturado e decapitado. Provavelmente a devoção ao santo francês chegou a essas terras através dos soldados de Raimundo de Borgoña quando este lutava pela reconquista de Madri. Afinal, a paróquia figura entre uma das mais antigas na cidade e é citada no século 12. Por fora, a simplicidade característica dos tijolos e pedras, típica de Madri, a torre única e a ex-porta principal ornada em estilo neoplateresco podem nos enganar. Nada indica que esta igreja que data do séc.17 foi extremamente restaurada, sofreu três incêndios e os reveses da guerra civil (1936-1939) guarda verdadeiros tesouros como pinturas de Alonso Cano e El Greco. No altar principal temos o quadro “Martírio de san Ginés” recriado por José San Martín a partir do esboço que a igreja conserva, pois o original se perdeu no incêndio do séc. 19. As colunas neoclássicas verdes ressaltam ainda mais a beleza da obra. Um detalhe também são as tribunas onde os religiosos podiam assistir missa ou cantar os ofícios sem serem vistos.     O edifício abriga várias imagens de alto valor artístico nas diversas capelas laterais. Na capela de Nossa Senhora das Angústias, padroeira da cidade de Granada, encontramos a impressionante escultura do "Cristo caído camino del Calvario", de 1698, autoria do italiano Nicola Fumo.   A única nota destoante nas capelas são as grades. É bom por um lado, porque afasta os vândalos; é ruim, por outro, porque transmitem uma sensação que os santos estão mais longe da gente. Também são um documento histórico do tempo em que as confrarias e famílias nobres mantinham suas próprias capelas. A titular desta é Nuestra Señora del Amor Hermoso, uma bonita imagem da Virgem vestida de branco, colocada em altar neoclássico e ladeada pelos seus pais, são Joaquim e santa Ana. Achei o nome tão diferente e a escultura tão bonita que coloquei sua foto como a imagem destacada deste post. Se não bastassem todas essas maravilhas, a igreja ainda guarda um toque especial para os amantes da música e da literatura. Como informa a placa na entrada, ali foram batizados os escritores Lope de Vega e Francisco de Quevedo e velado o corpo do compositor Francisco Luis Victoria. Não vale a pena entrar e esperar um pouquinho para comer churros? View Larger Map...

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  • Museu Joaquín Sorolla

    post em 29/10/2013

    O pintor Joaquín Sorolla é oriundo de Valência, mas viveu em Madri com sua família, a partir de 1911, numa casa na Rua General Martinez Campos, 37. Em vida, Sorolla organizou a estrutura do futuro museu e após o seu falecimento, a viúva doou a casa e parte das obras para o Estado. Vários objetos e móveis estão dispostos exatamente como na época em que eles viviam lá.     Sorolla nasceu, portanto, à beira do mar. Suas obras mais conhecidas são suas marinhas onde retratava sua mulher e seus filhos e, assim, aprimorava a técnica para fixar a luz. Além das marinhas, outra faceta do artista é a série de pinturas sobre as pessoas do campo em seus trajes típicos empreitada realizada a partir de uma encomenda para o "Hispanic Society of America", de Nova York. Para fazê-los, o pintor teve que viajar por todo o país a fim de conseguir registrar as indumentárias típicas de cada região.   Na casa descobrimos o estúdio do pintor, o belo jardim inspirado na Andaluzia e uma série de objetos como jarras, pratos e pias de água benta que ele colecionou ao longo de suas viagens pela Espanha. Tudo isso é possível contemplar neste museu onde se respira, até hoje, o ambiente acolhedor de uma residência familiar.     Onde? Calle General Martínez Campos, 37 28010 - Madrid Ver mapa maior Quando? De terça a a sábado: de 9:30 a 20:00 h. ininterrumpido Domingos e feriados: de 10:00 a 15:00 h. Quanto? 3 € Entrada gratuita: Sábados de 14:00 a 20:00. Domingos, 18 de abril (Dia del Patrimonio Mundial), 18 de maio (Dia Internacional de los Museos), 12 de outubro (Festa Nacional de Espanha), 6 de dezembro (Dia da Constitução Espanhola)....

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  • Museu do Prado

    Museu do Prado

    post em 29/10/2013

    Em Madri, como em todas as cidades, há lugares indispensáveis para turistas. Assim, o Museu do Prado, é programa obrigatório para quem vem aqui. Afinal, a instituição abriga umas das melhores coleções de arte do mundo; são mais de 1.150 peças entre pinturas, esculturas, desenhos e objetos de artes decorativas.   Tão interessante quanto as obras expostas ali é conhecer a história da coleção e do próprio museu. Tudo começou no século 16 durante o reinado do imperador Carlos V – aquele que dizia que no império dele “o sol nunca se punha” – e continuou com os monarcas seguintes. Os reis da época disputavam quem tinha o melhor pintor, o maior palácio (vide Versallhes, na França ou o Hermitage, na Rússia), quem reunia os músicos mais talentosos, etc. A corte espanhola não podia ficar pra trás e tinha pintores a seu serviço encarregados de eternizar os soberanos e seus feitos. Como dominaram boa parte da Europa por um tempo, se explica tanto a diversidade quanto a quantidade de obras entesouradas. No entanto, vários dos objetos expostos estavam nos “reales sítios” ou nos diversos palácios e monastérios que os reis tinham a sua disposição como Aranjuez, El Escorial, San Ildefonso, entre outros. Coube a Carlos III (guarde este nome, pois você vai encontrá-lo em várias ocasiões por Madri) construir o atual edifício e iniciar a exibição de toda esta riqueza artística. Após da expulsão dos franceses, em 1812, foi ideia de Fernando VII a tarefa de abrir ao público esta fabulosa coleção em 1819. Anos mais tarde, com a dissolução do museu da Trindade, em 1872, os fundos do museu do Prado cresceram em obras religiosas. Quase um século depois, em 1971, foi a vez do museu de Arte Moderna fechar as portas e as obras do século 19 ingressaram nos depósitos do museu. A lista de pesos pesados representada é extensa: Tiziano, Murillo, Rubens, El Greco. O destaque vai para Velásquez com uma sala dedicada a “Las Meninas”, aos retratos das infantas e da família real. Igualmente, Goya conta com um espaço exclusivo tanto para seus quadros produzidos no período quando foi pintor da corte, como sua produção posterior exemplificado pelo conjunto chamado “pinturas negras”. Agora, como contemplar um terço dessas maravilhas sem enlouquecer? Sempre vale a pena se preparar para visitar um museu. Sugiro uma visitinha à página do museu onde se encontram sugestões de itinerários, informações sobre as principais obras e o destaque de cada escola artística. Quanto? A entrada custa 16 euros e dá direito ao acervo permanente e às exposições temporais. Gratuito para crianças e adolescentes até 18 anos. Meia-entrada para os maiores de 65 anos. Olho! De terça a sábado, de 18h às 20h e domingos e feriados, de 17h às 19h, a entrada é GRATUITA. A fila é grande, mas o museu é maior e, por isso, não fica completamente lotado, mas o único problema é que você terá apenas duas horas para contemplar as obras. Quem tem o MadridCard não paga. Onde? Paseo del Prado, s/n. Metrô Banco de España, L2. Saiba mais sobre as regras que existem nos museus.   View Larger Map...

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  • Catedral de Nossa Senhora de Almudena

    post em 27/10/2013

    Parece incrível, mas a catedral de Madri tem apenas 125 anos. A pedra fundamental foi colocada pelo rei Alfonso XII, em 4 de abril de 1883, porém ela só foi dedicada em 1993 pelo Papa João Paulo II.             Tudo isso porque o bispo de Toledo não queria dividir o poder e glória da catedral de sua cidade com a recém fixada capital da Espanha. Assim, a antiga igreja de Santa Maria de la Almudena sofria ampliações e reformas sem muito sentido, até ser finalmente derrubada em 1868. É possível ver sua maquete no Museu de San Isidro e algumas ruínas na calle de Almudena.   Muita gente não gosta da catedral. Afinal, a construção choca pela sua fachada neoclássica, elementos neorromânicos, mas de interior neogótico e com uma grande cúpula. Esta mistura de estilos se deveu a demora da construção e ao fato da catedral ficar literalmente em frente ao Palácio Real.   Igualmente, não há uniformidade entre os altares laterais. Um altar de inspiração barroca pode estar ao lado de um minimalista. O vitrais e as pinturas são extremamente coloridas, o que pode deixar o visitante atordoado. Discussões à parte, a igreja tem belas pinturas e vidrerias e como não poderia deixar de ser um altar dedicado à padroeira da cidade. Antes de entrar, contemple as diferentes imagens dos santos Apóstolos, na frente da igreja, como os gigantescos são Pedro e São Paulo. Também na fachada está um lindo anjo que nos convida a entrar, os escudos da Família Real espanhola e do papa João Paulo II. O acesso ao templo é feito pela calle Bailén. Ali fica a Porta da Misericórida, que somente é aberta em ano santo. Esta porta abriga os relevos esculpidos em bronze retratando o dia da dedicação da catedral. Force a memória e identifique aos reis eméritos Juan Carlos I, a rainha Sofia e o papa João Paulo II.               Ao entrar, a primeira coisa que o visitante vê é a imagem de Nossa Senhora de Almudena e um retábulo do século 15 com 18 imagens retratando diferentes momentos da vida de Cristo. Além disso, lá está enterrada, aos pés da imagem da padroeira de Madri, a rainha Maria de las Mercedes, esposa de Alfonso XII, que ajudou a arrecadar fundos para a construção do edifício e tinha uma enorme devoção por esta santa.   Quanto aos altares laterais cada um foi feito em um estilo artístico. Assim temos o moderno, ao lado do barroco, que faz fronteira com o minimalismo e esculturas extremamente realistas. Destaque para os santos nascidos em Madri como é o caso de santa Maria Soledad Torres Acosta. Na capela do Santíssimo, a mais bonita na minha humilde opinião, mosaicos em estilo neobinzantino retraram as principais passagens do Evangelho. Falando assim pode soar exagerado, mas a capela conseguiu conciliar o forte colorido com expressão artística sacra. Nesta capela, somente está permitida a visita para quem vai rezar o assisitr a missa. Portanto, seja respeituso. O templo ainda conta com um museu e para quem tem disposição é possível subir até a cúpula e admirar uma das mais belas vistas da cidade. Esta catedral tem marcado a vida espanhola com não poderia deixar de ser. O Papa João Paulo II a consagrou e é homenageado com uma imagem no pátio da categral. Da mesma forma está ali, num discreto altar, uma relíquia do ...

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  • Museu Romântico

    post em 24/10/2013

    O século 19 foi bastante movimentado na Espanha. Começa com a invasão napoleônica, passa pela independência das colônias americanas e, posteriormente, sete anos de guerra civil. Afinal, subiu ao trono Isabel II (1843-1868) e seu tio, Carlos, não aceitou a ascensão de uma mulher ao trono e desencadeou a disputa. Essa corrente "carlista" ao trono espanhol existe até hoje e vez por outra reivindica seus direitos. E como viviam os burgueses e nobres espanhóis no meio dessa turbulência? Basta visitar o museu Romântico para saber. A intenção deste museu é recriar os ambientes de uma casa deste século e não apenas expor seu acervo. Lá estão quartos, salas de estar com piano e salas de jogos infantis com numerosos brinquedos da época. Também quadros com cenas da vida familiar lado ao lado com a fotografia que despontava naquele século. Além disso, o museu recria ambientes de uma casa abastada burguesa como a sala de jantar com o serviço completo (foto da abertura), o quarto de uma mãe de família com direito ao bercinho ao lado e o quarto de um homem com sua roupa na cama e apetrechos para fazer a barba. Ao longo das salas podemos encontrar um móvel inspensável nas "boas famílias" daquela época: o piano. Instrumento essencial para a educação das mocinhas, mas também para alegrar saraus e bailes, os pianos estão ali em vários formatos: de calda, armário, com apenas um teclado de cinco oitavas. Vale a pena ficar brincando de encontrar todos os pianos do museu! (Em tempo: ali também existe uma sala de concerto que promove recitais gratuitos todos os meses). O museu fica num edifício construído em 1776 e foi lar de vários nobres até chegar a sua atual denominação em 1924. Além de desfrutar de belas obras de arte, ainda é possível tomar um café em um jardim acolhedor. Vale a visita! Dica para 2016: o Teatro Real vai expor alguns figurinos de suas produções ao longo do ano como parte das comemorações dos 200 anos do teatro. Onde? Calle San Mateo, 13. Metrô: Tribunal (L1,L10) ou Alonso Martinez (L4, L5 e L10). Horário de inverno (de 1 de novembro a 30 de abril) De terça a sábado: de 9:30 a 18:30 Domingos e feriados: de 10:00 a 15:00 Horário de verão (de 1 de maio ao 31 de outubro) De terça a sábado: de 9:30 a 28:30 Domingos e feriados: de 10:00 a 15:00 Quanto? Entrada geral: 3 € Entrada reduzida: 1,50 € Entrada gratuita Sábados a partir de las 14:00 horas...

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  • Alcalá de Henares

    post em 21/10/2013

    A cidade de Alcalá de Henares já foi o principal entroncamento da Espanha quando esta fazia parte do Império Romano. No século 15 foi fundada a universidade protegida pelos reis católicos e parte do clero se formava aqui. Além disso, a cidade é a terra natal de um dos maiores escritores da literatura mundial, Miguel de Cervantes. Conheço bem a cidade porque morei ali durante um ano enquanto fazia mestrado. A cidade é grande para os padrões espanhóis – mais de 200 mil habitantes – e tem uma vida cultural intensa. Afora as obrigatórias festas dos santos padroeiros e da feira medieval, Alcalá de Henares acolhe todos os anos a entrega do Prêmio Cervantes, entregue pelo Rei Juan Carlos I ao melhor escritor de língua espanhola; abriga o festival de Artes Cênicas (normalmente em junho) e realiza a mostra de curtas metragens, Alcine, em novembro. Quantos dias preciso? Um dia inteiro de muita caminhada já é possível conhecer a cidade. Mas se você quiser ver todas as atrações e entrar nos museu serão necessários dois dias. Como chegar: De trem: da estação de Atocha partem as linhas C-2 (destino Guadalajara) ou C-7 (destino Alcalá de Henares). Preço: 2,80 (ida). De ônibus: do terminal de Avenida de América sai a linha 223. Preço: 3,05 (ida) Carro: Alcalá de Henares está a 30 minutos de carro pela M-30. Se você quiser, alugue um carro no buscador ao lado do post. Está em portugués e reúne as principais agências de aluguel de carros na Espanha. Lembrando que se você fizer o aluguel aqui pelo nosso site eu ganho uma comissão que ajudará a manter o Rumo a Madrid no ar. O que ver: Palácio de Laredo Praça Cervantes Calle Mayor Casa Museu Cervantes Museu Arqueológico Regional da Comunidade de Madri Catedral Magistral dos Santos Justo e Pastor Universidade de Alcalá Museu de Escultura ao Ar Livre Palácio de Laredo O palacete de Laredo está ao lado da estação de trem de Alcalá de Henares. Ele foi construído pelo arquiteto Manuel José Laredo y Ordoño, em 1884. Escultor, pintor, restaurador e prefeito de Alcalá ele decorou os cômodos com um estilo de época diferente; já o exterior fez em estilo neomudéjar, uma releitura daquele consagrado pelos muçulmanos no sul da Espanha. Igualmente, lá funciona o Museu Cisneros, cardeal que tanto fez pela cidade. O religioso fundou a Universidade, foi confessor de Isabel, a Católica e regente da Espanha duas vezes. Estão expostas as Bíblias que ele mandou recompilar em três línguas: grego, hebraico e latim. Há também um exemplar da Bíblia traduzida em aramaico. A sensação é que você está visitando várias épocas distintas: a de Cisneros, no séc. XVI, a de Laredo no séc. XIX e a de cada sala. Além disso, há maquetes explicando como era a cidade no séc. XIII e XVII. Inclusive a roupa que deveria ser pelos universitários da época, uma espécie de beca marrom com uma dobra triangular no peito. O ponto alto da visita é o salão de bailes onde se promoviam as festas. Ele faz uma homenagem a todos os reis espanhóis dos séc. XIV e XV, destacando Isabel e Fernando, os reis católicos. No entanto, a história de Laredo não termina bem. Sem dinheiro para terminar o palácio, ele deixa vários quartos sem decorar e o vende apenas 15 anos após tê-lo comprado. Triste, não? Praça Cervantes Toda cidade pequena tem que ter sua praça e ...

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  • Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia

    post em 19/10/2013

    Completando o triângulo das artes composto pelo museu Thyssen-Bornemisza e o museu do Prado, o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia abriga as obras dos séculos 20 e 21, a chamada arte moderna e contemporânea. O grande chamariz da coleção são as obras de Picasso, especialmente “Guernica”, os trabalhos de Salvador Dalí e Miró. No entanto, o museu guarda muito mais do que isso e é surpreendente. Quer saber o motivo? O museu está no antigo Hospital Geral de Madri, também conhecido por Edifício Sabatini, pois foi projetado por este arquiteto durante o reinado de Carlos III, o mesmo que projetou o Palácio Real. Uma construção austera, neoclássica, do século 18 e nada indica que ali vamos encontrar fabulosas obras de arte. Aliás, talvez o contraste entre um prédio do século 18 com obras modernas seja justamente o que faz a visita ser tão interessante. O hospital serviu também de prisão na Guerra Civil (1936-1939) e funcionou até o ano de 1965 quando foi desativado e relegado ao abandono. Somente na década de oitenta, com a volta à democracia, o edifício foi reformado e adaptado às funções de museu. A instituição recupera a produção do século 20 e os artistas que foram deixados de lado durante a época franquista. Não sem razão muito críticos o chamam de “museu da democracia”. Aberto ao público em 1992 e ampliado em 2005, o acervo do museu Reina Sofia pode ser entendido como continuação do Museu do Prado. A coleção tem sua origem na década de 50, quando se fundou o Museu Espanhol de Arte Contemporânea cuja primeira sede foi o porão da Biblioteca Nacional. Mais tarde, passou para um belo edifício na cidade universitária e ali ficaria até seu fechamento em 1971 quando o acervo foi repartido entre o futuro museu Reina Sofia e o museu do Prado. Atualmente, o prédio onde estava instalado alberga o interessante Museu do Traje. Como se trata de um museu de arte moderna e contemporânea tudo ali está para questionar o espectador; afinal, os artistas do século 20 discutiram profundamente o que é a arte, o artista e a obra. Assim, ao contrário de um museu tradicional que expõe em cada sala somente pinturas ou esculturas, no Reina Sofia estas são exibidas lado a lado a cartazes, fotografias e material audiovisual. Para quem sofre de alergia a arte moderna ou contemporânea sugiro que você se prepare antes da visita. A página do museu explica direitinho o recorrido e destaca as principais obras. Dentro deste recorte cronológico, o museu ainda propõe um roteiro temático por obras que dialogam sobre feminismo, arquitetura, teatro, o artista em crise e o poético. Outra pedida é assistir aos vídeos no canal do museu no Youtube explicando as exposições temporais do lugar. Aposto que você vai começar a ver (e a entender) estes artistas de outra maneira.       Uma dica: se você quiser ver a "Guernica" diretamente suba ao segundo andar. Ali está a grande estrela do museu. Onde? Calle de Santa Isabel, 52. Metrô Atocha, L1 Quando ? Segunda a Sábado 10:00 – 21:00 h. Fechado às terças. Domingo: 10h às 14:30. Domingo, a partir de 14:15 a entrada é gratuita, mas estão abertas somente a coleção 1 (que inclui obras de Picasso e Salvador Dalí e alguma ...

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  • Tourada

    post em 12/10/2013

    Sempre quando recebo algum compatriota ou volto a terrinha me perguntam: os espanhóis gostam mesmo de tourada? Sim e não. Ainda tem gente que vai e curte, outros que são contra e os indiferentes. Contudo, mesmo para quem é contra a "fiesta" (termo discutível) é impossível não escapar. O jornal "El País" tem coluna diária sobre o tema na época das touradas. O canal Telemadrid promove debates do tipo "mesa-redonda" durante a madrugada. Querem mais? Há bares que colocam telões para a clientela assistir confortavelmente, pois algumas touradas são transmitidas ao vivo, com direito à narração, replay e melhores momentos. Olhem só a foto ao lado com a grua e um câmera filmando em Las Ventas, a plaza de touros de Madri! Afinal, um dos estereótipos da Espanha e dos espanhóis é o toureiro e o flamenco. Será que todo mundo aqui pega o touro à unha? Toda espanhola sabe tocar castanhola? Sobre a música e a dança deixarei para depois, porque hoje vou explicar um pouco sobre a “fiesta nacional” ou as “corridas de toro”. Quero deixar claro que sou contra as touradas. Porém, "em Roma faça como os romanos" e onde mais iria assistir a este espetáculo tão cruel? Fui, então, não a uma "corrida de toros" e sim, às "novilladas". A “corrida de toros” (tourada, em português) envolve animais acima de 600kg. A novillada é para reses abaixo deste peso. São os toureiros em começo de carreira que participam das novilladas . Vamos dizer que eles são a última etapa de formação na vida de um toureiro, uma divisão de base. Existem também as touradas a cavalo, as variações encontradas em cada país, etc. Aliás, para compreender as touradas é preciso fazer Doutorado na matéria ou nascer aqui. O meu relato será um resumo do que vi em Las Ventas. Seria uma agradável tarde entre amigos se não fosse a barbaridade infligida aos animais. O mais contraditório é que há uma parte bonita e interessante. Sério! Vou tentar explicar como se desenrola. Para começar, a Plaza de Toros é dividida como um estádio de futebol. Tal qual o Maracanã o que determina o preço é a visibilidade da arena Há os lugares baratos que estão mais altos e no sol; e lugares mais caros, mais abaixo e na sombra. Na foto ao lado, vê-se o camarote reservado à Família Real e outras autoridades. Como a novillada não é tão importante como a tourada e estávamos em fim de temporada, os preços eram iguais para todos. O meu era o "tendido bajo" que pode chegar a custar 250 euros em dia de Fla xFlu. Não há conforto, pois a construção é de cimento. Se você quiser algo mais macio tem que alugar almofadinhas, que obviamente, dispensei. O objetivo da tourada ou da novillada é o mesmo: matar o touro. Como? Bem, cada toureiro tem que provocar o animal e para isso, é ajudado pela "quadrilha", aqueles três colegas que o assistem e os "picadores" que vão espetar com o bicho com lanças pontiagudas. O toureiro terá três "tempos" (tercios), que duram uns oito minutos, para exibir suas habilidades e matá-lo. No total são seis touros, dois para cada toureiro. O ritual é bem definido. Primeiro entram dois cavaleiros, seguidos dos toureiros acompanhados de suas quadrilhas, os picadores, as mulas que retiram os cadáveres dos animais e o pessoal da limpeza. Todos fazem uma saudação ao camarote real, ao presidente e aos assistentes que são os árbitros. Sim, porque no fundo, é ...

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