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  • E agora? Com quem reclamo?

    post em 30/07/2016

    Viajar é uma das mais belas experiências que um ser humano pode dar a si mesmo. Infelizmente, como tudo nessa vida, não estará isenta de contratempos e dissabores. Por isso, algumas histórias, com os nomes reais das empresas, mas não dos protagonistas, que acabaram fazendo o passeio ficar amargo. Atraso Casal querido resolveu fazer sua viagem pelas Zoropa de trem. Precavidos, compraram as passagens pelos site RailEurope que promete dinamizar a sua vida. E para completar, a web é em português, com domínio .com.br . Isso sim é sorte! Depois de passarem dias incríveis no continente chegou a hora chata de voltar pra casa. Pegaram o trem em Viena-Zurique-Milão, de onde embarcariam para o Brasil. Mas no meio do caminho houve um atraso de 4 horas num dos trens e eles perderam o voo. Ora, estamos na Europa, onde a civilização é avançada e basta um telefonema para sermos reembolsados, certo? Errado! Os funcionários das estações de trem disseram que eram com os agentes de viagem, que disseram que isso deveria ser resolvido diretamente com a empresa, que NÃO tem representante legal no Brasil, apesar de ser ponto com ponto br. Lindo, né? E agora? Com quem reclama? Por isso, se você for comprar suas passagens on-line, não caia no conto do site fofinho em português. Ao fazer qualquer transação comercial o-line verifique realmente se a empresa está no Brasil. Sabor de bolo Já comentei aqui do tratamento delicado e atencioso dos garçons madrilenhos! E nem adianta reclamar, pois o gerente deve ser tão grosso quanto. Amigas de longa data estavam almoçando na Casa Nicasio e chegou a hora da sobremesa. O garçom começa a falar devagar como um narrador de corrida de cavalo e finaliza com um "bizcocho" (que é "bolo" em espanhol). Uma delas pergunta: - Bizcocho de que? - É um "bizcocho" típico da Espanha. - Mas de que sabor? - insistiu.   Sabor de bizcocho. - respondeu impaciente. Acho melhor pedir um flan mesmo. PS: Não é uma crítica ao restaurante em si, pois em quase todos os estabelecimentos em Madri, a coisa não muda muito de figura. A Casa Nicasio te bom preço e a comida lá é boa, Carrinho de bebê só no Aeroporto Viajamos com o Pimpolho de Easyjet para Lisboa e como de hábito, entregamos o carrinho na porta do avião. Ao chegar, a aeromoça avisou que o carrinho seria entregue com as malas. Hein? O Pimpolho agora está bem grandinho (e bem pesadinho), mas não há de ser nada! Acontece que as esteiras para voos domésticos são exatamente do outro lado do Aeroporto e tivemos que andar um bom pedaço segurando a nossa preciosa carga. Dirigi-me à loja da Easyjet protestando e pedindo que eles poderiam ter dado o carrinho ao desembarcar como a concorrente fazia ou, ao menos, avisar que seria entregue no aeroporto. A moça simplesmente me olhou e disse que eu deveria ter prestado mais atenção. Imaginem a minha cara de feliz ao ouvir esta resposta!! Fica a dica, dona Easyjet: entregue os carrinhos para os pais/ responsáveis assim que desembarcarmos, por favor!...

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  • Tarragona – parte 1

    post em 30/06/2016

    Quem escreve sobre uma cidade em particular e dicas de viagens também precisa...viajar! Agosto, é o mês de férias por excelência na Europa e o povo foge para o mar ou a montanha. Confesso que ficava receosa de ir à praia na Espanha. Afinal, o que uma pessoa que frequentou Itacoatiara e Camboinhas, em Niterói, conhece a Região dos Lagos, passou as férias em Santa Catarina e na Ilha Grande e a lua de mel em Arraial d'Ajuda poderia esperar? Claro que a Espanha tem praias lindas, mas desse assunto eu entendo e não seria qualquer pedaço de areia que iria abalar meu coração. Depois de pesquisar algumas cidades e resolver a dificílima equação "atrações turísticas + praia + preço acessível", decidimos ir para Tarragona, na Catalunha. A cidade foi a primeira a ser fundada pelos romanos e guarda importantes sítios arqueológicos como o Anfiteatro, parte do Circo Máximo e da muralha. Sem contar a catedral, o Museu Nacional de Arqueologia e - a grande surpresa da viagem - o Museu de Arte Contemporânea. Ainda ganhamos um extra ao coincidir com a festa do padroeiro da cidade, São Magís, celebrada dia 19 de agosto. Outra vantagem de Tarragona é que ela está há 02:45 de Madri, em trem de alta velocidade, e no meio do caminho entre Barcelona e Valência. Comprando com antecedência, a passagem de trem sai em conta e, por experência própria, é o melhor meio de transporte para quem tem filho pequeno. A estação feroviária de Tarragona está no meio do nada com coisa nenhuma, mas um ônibus te leva ao centro por dois euros e de lá pegamos um táxi até o nosso hotel. Fácil, fácil. Alguns amigos espanhóis comentaram que Tarragona estava em outro país. Achei que era exagero, apesar de Tarragona estar na Catalunha. Pensei, cá com meus botões, que seria como em Barcelona, onde prevalece o bilinguismo, porém tomamos o primeiro susto ao perceber que todas as placas estavam escritas somente em catalão. Por receber muitos turistas franceses, mais de um funcionário se dirigiu a nós neste idioma e só depois nos falou em castelhano. Isso sim, sem cara feia, e sendo solícitos. Nas ruas, a bandeira catalã estava por todos os lados e não vi uma só camisa do Real Madri. Nunca me senti tão gringa nestes cinco anos que aqui estou. Questões políticas à parte, dessa vez prometi a mim mesma que ia descansar e dar um tempo nesse negócio de ser historiadora 24 horas por dia. Por isso, escolhemos um hotel afastado do centro (10 minutos de ônibus), mas pertinho da praia. O Google nos indicou que ao longo da praia passava a linha do trem. Como assim? Vou estar me brozeando e vou escutar apitos? Muito louco, mas era extamente isso. A linha de trem passava em cima de um viaduto e de tempos em tempos a locomotiva dava ao ar de sua graça! Imaginem a cena em Ipanema! Chegamos felizes e fomos conhecer a tal praia de Arrabassada (hahahaha). A praia só tinha TRÊS quiosques e dois funcionavam como restaurantes também. Primeira lição: não existe vendedor ambulante! O silêncio só é quebrado pelas ondas do mar, e neste caso exclusivo, pelo barulho do trem. Muito esquisito estar na praia sem ouvir o "ó o mate", "vai espetinho de camarão, aê?" e o meu preferido: "olha o queeeeijo coaaaalho na brasa". Parecia mais um retiro espiritual que praia. Muito bem equipada com chuveiro e acessibilidade garantida com rampas e tablado de madeira, a praia era mansa, com ondas quebradas, de águas claras, nem fria e nem quente, de areia escura e sem conchas. A maioria do ...

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  • Bosch – a exposição do V centenário

    post em 29/06/2016

    Se você planejou visitar Madrid até o dia 11 de setembro (!!), faça tudo o que deseja fazer na cidade, mas não deixe de ir à exposição "El Bosco - la exposición del V Centenario", no Museu do Prado. Não perca a oportunidade de ver em um só lugar quase todas as obras do genial pintor holandês. Como anuncia orgulhosamente o Museu, a exposição da pinacoteca madrilenha é mais completa do que a realizada na cidade natal do pintor, pois o quadro estrela, "O Jardim das Delícias", não pode viajar para lá. Aliás, o Prado possui vários exemplares do Bosch em sua coleção, porque Felipe II adorava suas obras e comprou várias delas para pendurar no El Escorial. Inclusive, O Jardim das Delícias ficava nos aposentos do monarca. O recorrido começa com a obra de Bosch sobre o mercado que era realizado na praça onde viveu toda sua vida. Dali, o pintor via os comerciantes, pessoas de todas as classes sociais fazendo compras, mas também contemplou mendigos e artistas de rua que tentavam descolar um trocado e todo gênero de produtos. Tudo isso ficaria plasmado nos seus quadros. Em seguida, passamos para suas obras de temática religiosa, onde o profano e o sagrado estavam intrínsecamente ligados. Afinal, nós estamos na Idade Média e não no século 21. Não há um limite rígido entre o espiritual e o cotidiano. Assim, muitas das figuras que hoje chamamos de "fantásticas" nas pinturas de Bosch, para seus contemporâneos deveriam ser o mais normal e corriqueiro. Apesar de reunir um bom número de obras que não estão em Madri, curiosamente, o quadro que mais chama atenção é uma das estrelas da coleção do Prado, "O Jardim das Delícias Terrenas"! A fama é justificada e em torno do quadro está o retratado de Engelbretch II, conde de Nassau, que a encomendou e a radiografia que nos permitem ver os detalhes deste quadro tão misterioso.   A exposição também reúne esboços e esquemas das mais famosas figuras de Bosch como o misterioso "Homem-Árvore". É uma delícia ver os vários rascunhos para compor suas fantásticas criaturas que inspiraram artistas como Salvador Dalí e George Lucas. Igualmente, estão ali quadros que foram feitos no ateliê de Bosch por seus discípulos, provavelmente, sob sua supervisão, assim como obras de pintores que foram influenciados por ele. Ao sair da exposição recomendo que você vá diretamentes às salas de pintura flamenca, no primeiro andar do museu; e contemple um conterrâneo de Bosch, Peter Brugel e demais autores contemporâneos. Incrível como tudo começa a fazer sentido! Em tempo: o Museu Lázaro Galdiano também traz uma releitura das obras de Bosch pelas lentes do fotógrafo espanhol José Manuel Ballester e esculturas do artista holandês Sjon Brands....

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  • De Caravaggio a Bernini: obras-primas do século 17 italiano nas Coleções Reais

    post em 25/06/2016

    Além da insuportável secura e do calor de rachar, o verão madrilenho traz algo muito bom: as melhores exposições do ano. Parece que as grandes instituições decidem programar o que tem de melhor para esta época. Se alguém souber o motivo, por favor, me diga! No Museu do Prado temos a mega exposição do V Centenário de El Bosco (Bosch) e no Palácio Real está em cartaz uma mostra sobre arte italiano do século 17. Trata-se da exposição "De Caravaggio a Bernini. Obras maestras del seiscientos italiano en las Colecciones Reales", onde é possível admirar quadros e esculturas que foram encomendados ou presenteados aos reis da Espanha naquele tempo. Se você gosta de arte italiana deste período esta aí uma ótima oportunidade de admirar os mestres de sempre e, especialmente, ver a influência destes pintores em artistas espanhóis como Velazquéz e José Ribeira. Afinal, qualquer pintor naquela época devia passar uma temporada na Itália a fim de visitar in situ as obras renascentistas ou mesmo do Império Romano e assim absorver e reinterpretar toda aquela informação. Igualmente, podemos admirar esculturas que retratam personagens da mitologia grega, bustos de soldados e crucifixos que estiveram destinados ao mosteiro de El Escorial. Uma das peças que chama atenção é. sem dúvida, o Tabernáculo, de Domenico Montini, realizado em bronze e prata, e que pertence ao Palácio Real. Aproveite também para contemplar o teto e os lustres que enfeitam as salas. Afinal, ali também eram aposentos mais modestos que perteciam ao Palácio Real, mas que foram transformados em espaço para exposições temporárias. Ainda assim, algumas salas conservam a decoração de outrora! Quando? A exposição fica em cartaz até 16 de outubro. - Horario de verano (abril-setembro): Todos os dias de 10:00 a 20:00 horas (último acesso às 19:00) - Horario de inverno (outubro-março): Todos os dias de 10:00 a 18:00 horas (último acesso às 17:00) Quanto? - Visita ao Palácio Real de Madrid + Exposição "De Caravaggio a Bernini": 11 euros Gostou? Confira aqui dicas para aproveitar sua visita ao museu.  ...

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  • Regras de Museu

    post em 13/06/2016

    Ah! Você está realizando o sonho de conhecer o Museu do Prado para ver "Las Meninas", de Velazquéz ou está a ponto de entrar no Museu Reina Sofia para contemplar "Guernica", de Picasso, mas descobre que não vai poder tirar foto! Está com sede e não é permitido beber água; e nem fazer um lanchinho. Pronto! O mal-humor se instala e o visitante esbraveja. Mas diante da delicadeza dos seguranças espanhóis nos museu, não há muito que fazer. Saiba, porém, que as restrições nos museus e centro culturais têm como objetivo preservar as obras de arte para as gerações futuras. Por isso, um pouco de boa-vontade nesta hora é fundamental para que mais e mais pessoas possam contemplar as maravilhas ali expostas. Abaixo tento explicar o motivo dessas regras: Fotos: Esta proibição depende do museu. A maioria dos museus de Madrid permite tirar fotos sem flash. Por quê? Ora, uma foto pode não fazer mal, mas o flash é uma luz branca e portanto, altera os pigmentos da pintura (Saiba mais aqui). Imagina se todo mundo tirasse fotos com flash? Certamente, as pinturas se danificariam com o passar dos anos. Acrescente a isso o fato de que ninguém hoje em dia tira somente UMA foto e sim várias. Esta restrição também tem sentido quandos alguns museus têm acordos com editoras que vendem livros com estas imagens. Se todo mundo tirasse fotos perfeitas das obras de El Greco que estão nos Museus do Prado, por exemplo, não seria mais preciso comprar as publicações. Por este motivo, em muitos museus não é possível tirar fotos dos quadros. Atenção: no Prado é proibido tirar fotos em TODO museu e no Thyssen, é permitido tirar fotos sem flash. No Palácio Real, fotos são permitidas somente na escadaria central. No Reina Sofia, a restrição vale apenas para o setor onde está Guernica. Um conselho de amiga: NÃO tente tirar fotos desta pintura ou você corre o risco de ser deportado sem direito à apelação. Proibido comer: Nada de lanchinhos diante das obras de arte. Sabe-se lá se o sanduíche, biscoito ou doce vai escorregar e manchar alguma escultura ou pintura. Lembre-se que os grandes museus - como o Prado, o Reina Sofia e o Louvre, por exemplo - têm cafés no interior. Se a fome bater, basta o visitante fazer um lanche e voltar. Proibido beber água: Muita gente não entende, mas esta proibição é tão óbvia quanto a primeira. Aliás, a possibilidade de uma gota d'água escapar enquanto a bebemos da garrafa é maior que um biscoito saltar da sua mão. Novamente o visitante argumenta que é rapidinho; mas imagina 8000 pessoas querendo fazer isso? O que vale para você, amigo, tem que valer para todo mundo! Portanto, garrafas d'água devem ficar na bolsa, por favor. Em caso de sede, vá ao banheiro, pois sequer está permitido beber água nos corredores de muitas instituições. Bolsa pode. Mochila não. Demorei a entender até que uma segurança explicou. Pensava que somente era pelo quesito de segurança, afinal é mais fácil esconder uma bomba na mochila do que numa bolsa. No entanto, as mochilas são mais volumosas e facilmente "esquecemos" que estamos com elas nas costas. Resultado, ao se movimentar ou nos virarmos, a mochila pode esbarrar em alguma obra de arte sem querer. Por esta razão, alguns museus permitem que o visitante coloque a mochila na frente, mas em outros deve-se colocá-la no guarda-volume. Crianças no carrinho, no colo e sempre junto aos responsáveis. Esta proibição, atualmente, me atinge em cheio, mas como sou historiadora antes de ser mãe, entendo perfeitamente. Aliás, infelizmente, prefiro não visitar mais ...

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  • Jantando com La Traviata

    post em 26/04/2016

    El café de la ópera, situado em frente ao Teatro Real, oferece uma experiência magnifíca ao encenar óperas durante um jantar. Este mês, o projeto "Una cena cantada" traz "La Traviata", de Verdi, o título mais popular de todos os tempos e minha ópera favorita! Imediatamente, porém, fiquei imaginando como seria ver Violeta falecer nos braços do seu amado enquanto eu jantava. Não resisti e fui conferir. Acompanhados de um pianista, três cantores encarnam os personagens principais do drama de Verdi, inspirados na obra "A dama das Camélias", de Alexandre Dumas. Com apenas uma chaise longue e o próprio restaurante como cenário, a iluminação joga um papel fundamental para ambientar a narrativa. Para compensar o pouco tempo, a solução foi dar mais protagonismo a Giorgio Germont, que em plena crise de consciência, narra a história recordando-se dos acontecimentos que levaram seu filho Alfredo Germont a se apaixonar pela cortesã parisiense Violeta Valéry e o fatal fim deste romance, em parte provocado por ele. Os puristas e fãs de ópera podem ficar descansados, pois as árias são entoadas entre um prato e outro. Serve-se o aperitivo e Germont evoca a festa quando seu filho declarou-se para Violeta, quando todos brindam e, a soprano interpreta "E Strano!" Vem o primeiro prato e Alfredo narra as maravilhas de ser amado por Violeta e assim sucessivamente, sem atropelos entre os prazeres da boa mesa e os da boa música. Infelizmente, algumas canções tiveram que ser suprimidas como a emocionante "Pura siccome un angelo", do segundo ato e o próprio terceiro ato inteiro, mas nada que não seja compensado pelas interpretações dos artistas como fica patente no dueto "Parigi, o cara". O menu acompanha a ópera e são servidas iguarias da cozinha internacional começando com salada com queijo de cabra temperada com vinagrete de maracujá, seguido de merluza com ragú de maçã e carne de boi com molho de vinho do Porto acompanhado de cogumelos; regados de vinhos espanóis - como não! - Rueda e La Rioja. Para finalizar, nada mais adequado que torta Tartín com o sorvete violeta, criação madrilenha por excelência, um sabor criado a partir das balas "La Violeta", uma tradição em Madri como expliquei neste post. Dirigido por Manuel Ganchegui, "Una cena cantada" já levou ao El Café de la Opera, Madame Butterfly, de Puccini e promete para este ano "Carmen", de Bizet, dentre outras. O mais interessante da encenação é a mudança de ponto de vista, pois de espectadores, passamos a participantes e não me refiro somente à cena do brinde. Ao ficarmos tão próximos dos cantores, podemos apreciar as sutilezas da encenação e da própria música em si que não perceberíamos num teatro. A iniciativa vem trazendo um público variado como casais apaixonados, turistas curiosos, aniversariantes ocasionais e admiradores de canto lírico em geral, pois vi muita gente cantando baixinho várias árias. Uma prova que a ópera pode sair dos grandes palcos sem perder qualidade. Una cena cantada – ópera e jantar Quando? Todas as sextas, às 21:30h à meia-noite. Quanto? 55 euros por pessoa. Endereço: Calle Arrieta, 6. Metrô Ópera, L2 e L5. Telefone: 91 542 63 82 Website: https://www.elcafedelaopera.com/ Email: restaurante@elcafedelaopera.com Elenco: Cantores da compahia El Café de la Ópera: Soprano: Graciela Armendáriz Tenores: José Antonio Higuera e Luis Enrique Gimeno Barítono: Juan Manuel Muruaga Direção artística: Manuel Ganchegui Mais fotos no nosso Instagram: https://www.instagram.com/rumoamadrid/...

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  • Ópera para o jantar

    post em 26/04/2016

    Que tal jantar e participar de uma ópera? Deliciar-se com a refeição, e ao mesmo tempo, com um trio de música clássica? Ou fazer um brunch enquanto cantores interpretam árias famosas? Em Madrid há restaurantes que oferecem canto lírico e música erudita durante o jantar. Confira algumas opções e escolha a sua: Una cena cantada - El Café de la Ópera Localizado estrategicamente em frente ao Teatro Real, o Café de la Ópera encena todos os meses um resumo de uma ópera, dentro do projeto Una cena cantada (Um jantar cantado). Com cantores vestidos a caráter, um pianista e um narrador, o comensal pode degustar de um jantar maravilhoso enquanto escuta as árias mais famosas da ópera em cartaz. Este ano, já esteve por lá “Madame Butterfly”, de Puccini e neste mês de abril, será a vez de “La Traviata”, de Verdi. Ainda em 2016, serão encenadas Carmen, La Bohême e O Barbeiro de Sevilla. As reservas podem ser feitas pelo site do restaurante ou por email. Fui convidada a vê-los e contei neste post. Uma experiência inesquecível. Una cena cantada – ópera e jantar Quando? Todas as sextas, de 21:30h à meia-noite. Quanto? 55 euros por pessoa. Endereço: Calle Arrieta, 6. Metrô Ópera, L2 e L5. Telefone: 91 542 63 82 Website: https://www.elcafedelaopera.com/ Email: restaurante@elcafedelaopera.com La Capilla de la Bolsa O restaurante La Capilla de la Bolsa valeria a visita somente pela sua história. Localizado na antiga ermita de Santa Cruz, o templo ainda conserva a abóboda de estilo canhão e ornamentos originais. Embora a decoração seja um pouco exagerada, vale a experiência de fazer uma refeição dentro de uma igreja. Terça e quinta são dias especiais quando o jantar é amenizado por cantores interpretando zarzuelas e trechos de óperas de Puccini, Bizet ou Mozart. O repertório varia a cada apresentação. No mês de abril, por exemplo, todas as quintas os artistas apresentam árias de óperas que foram ambientadas em Sevilha, como “Carmen”, de Bizet ou “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini. Às quartas e domingos, a partir de 21:30, é a vez de “Los Musicos de la Bolsa”, trio de violoncelo, flauta e violino, interpretarem trechos de música erudita utilizando instrumentos de época. Quanto? Média de 39 euros, segundo a web Eltenedor.com Endereço: Calle de la Bolsa, 12. Metrô Sol, L1, L2 e l3. Site: http://lacapilladelabolsa.com/es/inicio/   Opera & Brunch – La Rotunda Palace Aos domingos, o hotel Westin Palace, abre o café com a cúpula mais bonita de Madrid para a boa música e, claro, a boa comida. Os clientes podem se servir de pratos quentes e frios, saladas, pães, frutas da estação num variado buffet. Em seguida, cantores líricos interpretam acompanhados ao piano, as mais belas canções do repertório operístico e das zarzuelas espanholas. Convém lembrar que o Teatro da Zarzuela, construído para abrigar este gênero musical, está há poucos metros deste hotel e vale a pena uma visita para tirar uma foto. Opera & Brunch Onde? La Rotonda Palace, The Westin Palace. Endereço: Plaza de las Cortes 7. Quando? Domingos de 13:30 até às 15:30. Quanto? 78 euros (impostos e bebidas incluídas) Informações: http://www.larotondapalace.com/en/opera-and-brunch      ...

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  • Brundibar – ópera infantil

    post em 05/04/2016

    No mês de abril, em Madrid, pode ser uma ótima oportunidade para levar as crianças ao teatro, concertos e até à opera. Não sei foi coinciência ou não, mas há dois festivais de teatro infantil acontecendo por aqui como contei neste post. O Teatro Real também programou uma ópera escrita para as crianças no mês de abril. Trata-se de "Brundibar", de Hans Krása, um judeu checo. Composta em 1938, a ópera foi encenada primeiro num orfanato para crianças judias. Mais tarde, Hans Krása seria levado ao campo de concentração de Terezin e lá refaria a obra de memória, pois não tinha conseguido levar a partitura original consigo. Ali, a ópera seria encenada outras 55 vezes, trazendo um pouco de alegria para todos os residentes daquele campo cujo destino final era o campo de extermínio polonês de Auschwitz . A montagem do Teatro Real traz as letras em espanhol e um cenário colorido a fim de conquistar a atenção dos pequenos espectadores. A idade recomendada é para crianças acima dos sete anos e ainda há uma exposição de desenhos pintados por prisioneiros de Terezin dentro no sétimo andar do teatro. Uma oportunidade única para aproximar os pequenos à ópera e também a este período trágico da história mundial. O mais emocionante desta montagem foi a presença de Dagmar Lieblová na estreia. Ela foi uma das muitas crianças confinadas no campo de Terezin e participou da estreia de Brundibár, em 1943, cantando no coro. Dagmar Liblová participou da coletiva de imprensa e nos contou que a ópera trazia alegria às crianças, pois as fazia esquecerem-se da fome e das doenças que viviam naquele momento. Sinopse Brundibár conta a história de um casal de irmãos cuja mãe está doente. O médico recomenda-lhes que eles comprem leite para que ela melhore, mas os irmãos não tem dinheiro. Em seguida, eles vão à praça do mercado e ao ver o sucesso que o realejo Brundibar obtém com sua música, decidem cantar também. Ajudados por um gato, um pardal e um cachorro, que convocam as crianças da vizinhança, eles cantam e conseguem o dinheiro. Nisto, aparece Brundibar que os rouba, mas os irmãos, ajudados pelos novos amigos, conseguem recuperá-lo. Datas: 9 e 10 de abril - sábado e domingo - 11h e 13h 24 de abril - domingo - 11h e 13h Preço: 9 a 24 euros. Ficha técnica: Coro y solistas de los Pequeños Cantores de la ORCAM Joven Orquesta de la Comunidad de Madrid (JORCAM) Direção musical:Jordi Francés Direção de cena:Susana Gómez Cenografia:Ricardo Sánchez Cuerda Figurinos:Gabriela Salaverri Iluminação:Alfonso Malanda Direção do coro infantil: Ana González Mais informações no site do Teatro Real: http://www.teatro-real.com/es/espectaculos/1925...

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  • Valladolid – parte 1

    post em 01/04/2016

    Descobri mais uma opção de viagem bate e volta de Madri, de apenas 1 hora de distância: Valladolid. A cidade chegou a ser capital da Espanha por uns poucos anos até o rei Felipe II declarar que este mérito pertencia à Madri. Seja como for, Valladolid é uma cidade encantadora, com belos museus, esculturas modernas ao ar livre e igrejas fantásticas. Fui para lá de trem de alta velocidade que sai da estação de Chamartín e a viagem dura 1h e 15 minutos, com uma parada em Segóvia. Escolhi ir durante a Semana Santa, pois é uma das celebrações mais grandiosas de toda Espanha, com direito a ver lindas, embora dramáticas imagens religiosas, que saem em procissão durante o dia e a noite inteira, acompanhadas pelos confrades vestidos com suas roupas caraterísticas. Este confraria, por exemplo, teve muito bom gosto ao escolher as cores de sua vestimenta... Além disso, a cidade abriga o Festival Internacional de Teatro y Artes de Calle de Valladolid (TAC), no mês de maio; e a Semana Internacional de Cine (Seminci), em outubro e a imperdível Semana Santa. Portanto, além das merecidamente badaladas Toledo e Segóvia, convém considerar acrescentar Valladolid à sua listinha. Garanto que ninguém se arrependerá. Para as crianças de todas as idades há parquinhos na beira do rio que garantem a diversão da garotada. Também existe o Campo Grande, um parque urbano situado perto da estação ferroviária e da Plaza Mayor. O grande atrativo são as aves como pavões que ficam soltos, o lago e a cascata artificial onde todo mundo fica alimentando os patinhos, apesar da proibição. O único defeito de tanta perfeição é o preço dos restaurantes que são mais caros que em Madri (acreditem!) e o atendimento que mantém a mesma linha “simpática” da capital. Mas nada que tenha estragado o meu passeio. Afinal, se eu fosse me importar com as grosserias dos garçons de Madri, já teria saído daqui... Como chegar: A melhor opção é o trem que sai da estação ferroviária de Chamartín e a passagem custa de 23,60 euros a 29,60 (ida e volta) e a viagem de 1h a 1h e 15. A estação de Chamartín está facilmente comunicada com o centro de Madri através das linhas 1 e 10 do metrô. Onde comer: Como fiquei hospedada em um apartamento só almoçamos fora uma vez. De qualquer modo, recomendo o restaurante "La Buena Vida", pois a o rabo de touro (12.50 euros) e o peito de pato com purê de maçã e salada verde (13.40) deixaram ótimas lembranças. Também vale a visita ao complexo gastronômico ao lado da estação ferroviária que eram antigas oficinas transformadas em mini-restaurantes, o Estación Gourmet. E, claro, indico uma padaria para fazer um lanchinho estratégico! - Restaurante: La Buena Vida. Endereço: Calle Comedias, 2, - Estación Gourmet: tem um pouco de tudo da culinária espanhola: croquetes, tortilha de batata, jamón serrano, mariscos, sanduíches diversos... Endereço: Calle de Recondo, s/n. Horário: 12h à meia-noite. Nos fins de semana e vésperas de feriado aberto até 1:30. - Panaria: a padaria serve sanduíches, wraps, sucos naturais e você ainda pode comprar para viagem. Endereço: Plaza Poniente, 3. Prato típico O prato típico de Valladolid é o "cordero lechal" ou seja, o cordeirinho que ainda não foi desmamado. Um dos restaurantes mais indicados para degustar a iguaria é a "La Parrila de San Lorenzo", na Calle Pedro Niño, 1. Infelizmente, não provei do quitute e terei que voltar. Chato, né? Clique aqui para descobrir os atrativos culturais da cidade. Ao lado de Valladolid estão as cidades de Tordesilhas e Zamora. Quem sabe o viajante não se anima a visitá-las? ...

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  • Valladolid – parte 2

    post em 28/03/2016

    Continuando a contar as maravilhas de Valladolid, cidade que está há somente 1 hora de Madri em trem de alta velocidade. Para ler a primeira parte clique aqui. O que visitar: Catedral e museu – a catedral de Valladolid guarda uma história interessante. O arquiteto Juan de Herrera estava construindo aquela que deveria ser a maior da Europa quando o rei Felipe II pediu que ele abandonasse as obras para edificar o Palácio de El Escorial, seu futuro palácio e mausoléu. Como não era possível contrariar a real vontade, Juan de Herrara deixa da catedral inacabada e parte para sua nova empreitada. Bem, se o que contemplamos é apenas um terço do que foi planejado, não tenho neurônios suficientes para imaginar como seria a catedral completa! Grandiosa, mas sem opulência, o templo segue o estilo barroco e guarda um belo museu de esculturas e objetos litúrgicos que merece ser visitado. Ao lado da entrada do museu, se encontra o túmulo do fundador da cidade, o conde de Ansúrez. Atenção ao retábulo esculpido por Juan de Juni, escultor francês do século 16 que fez sua carreira na cidade. Endereço: Calle Arribas, 1, Horário: De terça a sexta, de 10.00 a 13.30 h. e de 16.30 a 19.00 h. Sábados, domingos e feriados, de 10.00 a 14.00 h. Fechado às segundas-feiras. Quanto? 2.50 €. Igreja de São Paulo – a fachada desta igreja é tão elaborada que dá vontade de puxar uma cadeira e ficar ali mesmo tentando decifrar cada estátua, cada detalhe, cada figura que Simón de Colonia esculpiu ali no final do século 15. Depois que consegui voltar do meu estado de êxtase, entrei no templo e admirei várias esculturas do Cristo jacente de Gregório Fernandez – atenção que são muito realistas – as capelas e demais pinturas que estão na igreja. Imperdível! Endereço: Plaza de San Pablo, 4 Horários Inverno: de segunda a sábado: 7.30 a 10.00 h., 12.30 a 13.30 h. e 19.30 a 21.30 h. Domingos e feriados: 7.30 a 14.00 h. e 18.00 a 21.30 h. Verão: domingos: de 19.30 a 21.30 h. Quanto? Entrada gratuita. Museu Nacional de Escultura – a grande estrela da cidade. Se Madri tem o Prado, Valladolid não fica atrás e ostenta uma fabulosa coleção de esculturas religiosas dos séculos 15 ao 18. Estão lá obras de Alonso Berruguete, Pompeo Leoni, Juan de Juni o Gregório Fernández. Aliás, guarde esses dois últimos nomes, pois você vai encontrar vários trabalhos deles nas igrejas da cidade como a catedral e a igreja de São Paulo. Fica difícil destacar uma só obra, mas meu voto vai para o coro do antigo convento de San Francisco de Valladolid. De autoria de Pedro de Sierra, as figuras esculpidas contam a vida dos santos franciscanos, das passagens bíblicas e até motivos geométricos nos assentos dos bancos. Igualmente, na sala seguinte, nos deparamos com uma cena comovente da descida de Jesus da cruz rodeado pela Virgem, São João, o Cirineu e Maria Madalena, de autoria de Juan Juni. O Museu também guarda várias imagens que saem às ruas da cidade em procissão e são “emprestadas” às irmandades durante a Semana Santa. Assim, pude contemplar várias imagens sacras no seu, digamos, habitat natural e não na sala de um museu. Experiência emocionante! Dica importante: na pracinha em frente ao museu há dois cafés. Mesmo que você não esteja com fome, sente-se e tome qualquer coisa a fim de contemplar a sensacional fachada do antigo Colégio de São Gregório esculpido em ...

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