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  • Páscoa Militar

    post em 06/01/2016

    Dia 6 de janeiro, dia de Reis, é feriado nacional na Espanha. A criançada aproveita para brincar com os brinquedos que os Reis Magos trouxeram no dia anterior e comer mais um pedaço de roscón. Quer saber mais? Clique aqui e e descubra como se comemora este dia. Para os militares, o dia 6 de janeiro marca o início de seu ano de atividades em uma cerimônia que acontece no Palácio Real presidida pelo rei. Aliás, sabia que participei da festa de entronização do Rei Felipe VI? Claro que foi à distância, mas eu estava lá! Mas como ia dizendo...Corria o ano de 1782 e os espanhóis acabavam de recuperar a ilha de Menorca dos ingleses. Para celebrar esta fato, o rei Carlos III resolveu inaugurar o ano militar reunindo os chefes militares da época e a tradição continua, agora incluindo os comandos da Guarda Civil. Em 2005, na primeira vez que estive em Madri estava eu andando pelas ruas com cara de turista boba quando vi uma movimentação no Palácio. Entrei, fiz amizade com a senhorinha do lado que me explicou tudo. Tenho as fotos até hoje. Agora, exatos onze anos depois, enfrentei o frio e novamente presenciei a cerimônia simples que acontece no Pátio da Armeria. Dessa vez, estava com uma câmera melhor e consegui filmar. Confira na página do facebook! Com a cavalaria e a infantaria em uniformes de gala (e do século 19), as autoridades esperam pelo Rei e a Rainha. Enquanto isso, tocam o hino da Espanha, gritam "Viva Espanha!" e cada um tenta se proteger do vento gelado. Chegam os ministros da Defesa, Pedro Morenés e do Interior, Jorge Fernández Díaz e o presidente do governo Mariano Rajoy; e finalmente, os soberanos que são cumprimentados pelas autoridades. Um observação: o rei Felipe VI faz a alegria de qualquer fotógrafo, pois no alto dos seus 1,93 ele é facilmente localizável. As autoridades escutam o hino e quando este termina o povo bate palma! Viram ?? Isso acontece também por aqui. Depois, o Rei passou em revista as tropas, enquanto a Rainha caminhou em companhia do presidente do Governo até a entrada do Palácio Real. Lá, o o ministro da Defesa faz seu discurso e o Rei o dele, ambos fazendo um balanço sobre as atividades militares levadas a cabo no ano anterior. E para terminar um vinhozinho, que ninguém é de ferro e o no frio sente-se mais fome. E o povo? Ah! A banda começa a tocar e todo mundo espera os soldados saírem para fazerem mais fotos e terem histórias para contar esperando o ano que vem. O Rumo a Madrid agora está no Instagram com o nome de @rumoamadrid. Siga a gente por lá!...

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  • Dia de Reis

    post em 05/01/2016

    Na Espanha, as crianças não esperam pelo Papai Noel e sim pelos Reis Magos, no dia 6 de janeiro. O esquema é o mesmo do Bom Velhinho: a criançada escreve cartinha endereçada ao Oriente e quem se comportou ganha presente e quem fez malcriação recebe um pedaço de carvão. Desta maneira,no dia 6 de janeiro, a criançada está inquieta aguardando Gaspar, Melchior e Baltazar. A festa, entretanto, não se limita à data. As grandes lojas promovem fotos com os Reis Magos e o Correio Real para os pimpolhos mandarem suas cartas. Uma semana antes, os Reis Magos começam a desfilar pelas ruas de algumas cidades, com banda de música e acompanhados por seus pajens que jogam balas aos pequenos. A festança propriamente dita começa no final da tarde do dia 5 de janeiro com a Cabalgata. Trata-se de um desfile onde participam diferentes instituições como clubes de futebol, canais de televisão e empresas diversas que montam um carro alegórico, fantasiam meia dúzia de pessoas que jogam balas para a multidão. Diferente do desfile das escolas de samba, aqui cada carro alegórico tem sua própria música e, de vez em quando, os quesitos evolução e harmonia ficam comprometidos. Mas ninguém está interessado nisso, pois todos estão mais preocupados em catar as balas que caem e há quem leve sacolinha para pegar mais. Mas a festa não terminou. Depois, todo mundo vai pra casa, beber chocolate quente e comer o Róscon de los Reyes, um pão decorado com frutas cristalizadas que imita uma coroa. Há duas versões: recheada com creme (os espanhóis adoram um chantilly!) ou sem recheio. Dentro do Roscón está escondido um brinquedinho e quem o encontrar terá que pagar o doce no próximo ano. Se você estiver na Espanha por esta data deixe o regime de lado e prove a iguaria. Qualquer café serve um pedaço do roscón. Dia 6 de janeiro é feriado nacional e a meninada fica jogando com seus novos brinquedinhos até enjoar. Melhor dizendo, até a próxima segunda-feira útil do ano, pois acabou o recesso de Natal, o Ano Novo já está ficando velho e a rotina se reinicia. Agora, todos estão com os olhos postos na Páscoa, o próximo grande feriado espanhol. Cabalgata de Reyes – 05/01/2015 18:30 a 20:45 - Gratuito Este ano de 2016 vai ter participação brasileira na Cabalgata de Reyes de Madri. Roteiro Nuevos Ministerios esquina San Juan de la Cruz Plaza del Doctor Gregorio Marañón Glorieta de Emilio Castelar Plaza de Colón Paseo de los Recoletos Plaza de la Cibeles O Rumo a Madrid agora está no Instagram com o nome de @rumoamadrid. Siga a gente por lá!...

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  • Bernardo de Gálvez – e a presença da Espanha no México e nos Estados Unidos

    post em 26/12/2015

    Não sei vocês, mas como fui criada a base do cinema americano, sempre tive a imprensão que os americanos ganhavam todas as guerras sozinhos. Segunda Guerra Mundial ? Praticamente o que dedicidiu a contenda foi o Dia-D e não a pressão que o Exército soviético fazia do outro lado. Guerra do Vietnã? Só descobri que os EUA perderam (ou pelo menos, não ganharam) na escola. O Rambo não tinha me contado essa parte... Igualzinho em relação à Guerra de Independência dos Estados Unidos (ou das 13 Colônias para ser mais exata). Quem assiste o "Último dos Moicanos", de Michael Thomas Mann, ou mais recentemente "O Patriota", de Roland Emmerich, pensa que os colonos conseguiram expulsar os britânicos sozinhos, pois índios, franceses e negros aparecem como coadjuvantes ou nem são mencionados. Apenas quando comecei a dar aulas desta matéria descobri que os espanhóis se meteram na contenda. Afinal, a Inglaterra era inimiga histórica dos Borbons e o espanhóis também tinham possessões ali. Nada mais natural que aplicar a lógica "o inigmigo do meu amigo é meu inimigo também" e despachar um exército para ajudar os americanos a expulsar Albion. Pois tive a honra de conhecer um pouco mais da atuação do exército espanhol através da exposição "Bernardo de Gálvez - y la presencia de España en México y Estados Unidos" , em cartaz na Casa de América, que mostra a vida deste militar, que tomou a cidade de Pensacola, foi governador da Lousiana (os franceses haviam cedido este território para a Espanha) e terminou seus dias como Vice-Rei da Nova Espanha, entre outras realizações. A exposição está super bem montada com uma cenografia a medida para conquistar o visitante de qualquer idade. Começamos com os principais personagens da época: quadros de George Washington, Carlos III, Francisco Saavedra, Benjamin Franklin, etc. A seguir, uma contextualização do século ilustrado com exemplares da Enciclopédia e manuais científicos, mas também música e vestuário. Quadros com cenas da vida cotidiana nas colônias americanas e na Espanha completam esta primeira parte. No segundo andar recriaram o ambiente escuro de uma trincheira com direito a jogos de luzes e barulhos de explosões e vários monitores transmitem trechos de batalhas de filmes como "Revolução", de Hugh Hudson ou do citado "Último dos Moicanos". Realizada com apoio do Exército Espanhol, há mapas ilustrando as manobras militares comandadas por Bernardo de Gálvez, maquetes de embarcações e maniquins vestidos com réplicas do uniformes militares dos vários batalhões que lutaram nos EUA. Depois de percorrer a exposição fica um gosto de "como nunca ouvi falar antes desse homem?" e um orgulho ferido de historiador que sempre buscava mostrar várias visões da história aos alunos. Suspiro. Lembrei-me que não havia interesse nenhum dos EUA exaltar um espanhol na sua história: todo território espanhol nos atuais Estados Unidos foi tomado, sem falar nas intervenções em Porto Rico e Cuba. Como dizer que houve um espanhol que nos ajudou a ser independente? Ainda bem a história sempre é reescrita- para o bem e para o mal - e o própio governo dos EUA reconheceu os méritos de Bernardo de Gálvez pendurando um quadro no Senado americano e concedendo-lhe a cidadania americana 239 anos após a sua morte. Onde? Casa de América. Entrada pela calle Maqués del Duero, 2. Metrô: Banco de España, L2. Quando? Até 12 de março. Segunda a sexta de 11h às 15h e de 16:30 às 19:30h. Sábados de 11h às 15h. Fechado domingos e feriados. Gratuito O Rumo a Madrid agora está no Instagram com o nome de @rumoamadrid. Siga a gente por lá!...

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  • O senhor do jornal

    post em 22/12/2015

    Em Madri, há o saudável costume de deixar o jornal que já foi lido para o próximo passageiro. Você leu as notícias e está bem informado? Passe para frente, ao infeliz que esqueceu o livro em casa ou está com a bateria do celular descarregada. Comecei a observar todas as terças e quintas, quando pegava o metrô na estação Lista, havia um jornal ABC ou El Mundo no banco. Jornal na Espanha é coisa séria: define sua personalidade. Longe de defender uma suposta isenção e objetividade, os editoriais aqui tomam partido claramente. Para saber a linha editorial de um periódico basta observar o quanto a Família Real espanhola aparece nas suas páginas. Se por qualquer motivo lá está a foto do Rei ou da Rainha, o jornal é de direita; se por outro lado, os soberanos são notícia em ocasião muito especial, a publicação é de esquerda. Isso vale também para notícias relacionadas a temas como aborto, imigração e questões sociais em geral. Como encontrava duas vezes por semana o bendito exemplar, pensei que o dono do meu jornal fosse um morador da região. Alguém que tomou o café em casa e resolveu deixar o tabloide no banco antes de ir para o serviço. Mas o que ele leria na viagem? Descartei a hipótese. Era alguém que lia o periódico ali antes de ir para o trabalho. Homem ou mulher? Velho ou novo? Estava me roendo com essas perguntas quando chegou o grande dia. Em lugar de encontrar o jornal esperando por mim estava um senhor lendo suas páginas avidamente. Fiquei muito feliz porque finalmente o conheceria, mas em seguida me veio um sentimento de frustração. Se ele ainda se encontrava na estação significava que eu não poderia levar o diário durante minha ida para o trabalho. Tratava-se de um senhor calvo, de óculos, já entrado em anos, bem vestido de terno e gravata. Lia o jornal com atenção, mas com certa pressa, como se o tempo para a leitura estivesse acabando. O metrô chegou e tive que subir ao vagão desapontada porque não pude pegar o meu jornal. No entanto, o fugaz encontro foi suficiente para que se acendesse minha imaginação. Era um senhor que votava na direita. Passou toda sua vida trabalhando no mesmo lugar, se casou, pagou a hipoteca da casa, criou os filhos da melhor maneira que pôde. Deveria estar espantado como a Espanha havia mudado nos últimos trinta anos. Talvez esperasse com ansiedade pela aposentadoria, ou talvez não pudesse se aposentar ainda justamente porque o governo havia mudado as regras. Sua ambição atual, com certeza, era ficar em casa esperando pelos netos que ainda não vieram porque os filhos que tanto estudaram não conseguiam emprego por causa desta maldita crise. Quem sabe os netos estavam em casa porque o filho estava desempregado. Entre ficar em casa e trabalhar, ele preferiu a segunda opção. Tudo isso me passava pela cabeça todas as terças e quintas. Pensei que ele fosse assinante do ABC, mas quando comecei a ver exemplares do El Mundo concluí que ele devia comprar o jornal em uma banca perto de casa. Ele e o jornaleiro deviam se conhecer. Fazia parte da rotina de homem metódico comprar o jornal depois do café da manhã. Aqueles minutos de leitura certamente eram um dos poucos momentos de paz entre a casa e o trabalho rotineiro. Continuei a recolher o jornal. Em uma ocasião o encontrei na escada do metrô. Era bem mais baixo que eu. Um dia, nos vimos pela rua. Fiquei emocionada, mas apertei o passo para tentar pegar o meu jornal a tempo.Terça e quinta eram dias de ansiedade e claro que ...

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  • Feira Internacional de las Culturas

    post em 19/12/2015

    Sabe aquele sábado que você quer fazer algo "diferente"? Mas o que fazer nesta época tão complicada? Este ano, pela primeira vez, a prefeitura de Madri realizou a Feira Internacional de las Culturas, no Centro Cultural Conde Duque, onde países dos cinco continentes mostrariam como se comemora o Natal na sua terra e a sua cultura em geral. Chegamos lá pontualmente às 12h, pois se já detestava aglomeração, imagina agora pilotando um carrinho sem tração nas quatro rodas. A Feira tem o intuito de mostrar as distintas culturas do mundo para os visitantes e fomentar a paz entre os povos, etc. e etc;. Porém, para entrar no recinto, é preciso passar por detector de metais; para quem vai com os filhos, os seguranças apenas nos revistam. Cada povo com a paranoia que merece. Além dos estandes que vendiam artesanato, livros, ou comidas típicas, havia uma intensa programação cultural de dança, teatro, aulas de culinária, contação de histórias. Para nossa sorte, vimos um pouco da apresentação do espetáculo "A volta ao mundo em 10 canções" que narrava a história de duas lavadeiras que foram demitidas e resolveram dar a volta ao mundo. Em cada lugar que conheciam cantavam uma canção e uma bailarina, com roupa típica, bailava a dança local. Lindo! O Brasil fez bonito com um estande que vendia coxinha, risole, pão de queijo, quibe, pão de queijo e cheesecake de goiabada; além de moqueca, feijoada, caipirinha e guaraná. Vocês não tem ideia do que isso significa quando a gente é imigrante! Nos painéis fotos da Árvore da Lagoa, rabanada (aqui se come na Páscoa) e fogos do Rèveillon de Copacabana. A participação verde amarela também inclui a exibição de quatro filmes nacionais gratuitamente. Como a paciência do pequeno se esgotava resolvemos dar um passeio para ver se encontrávamos algo para ocupá-lo. Para nossa sorte nesta semana está acontecendo no mesmo local o 39º Salão do Livro Infantil e Juvenil de Madri onde há um sem número de atividades para as crianças como contação de história, pintura facial, oficinas de desenho e uma biblioteca onde eles podem ficar e ler histórias com os pais. De novo, coincidimos com uma atividade que me fez chorar. Um grupo de contadores de histórias surdo-mudos interpretava a velha história de Dickens "Um conto de Natal": dois atores a contavam em libras enquanto outra a narrava para aqueles que podiam ouvir. Chorei ao ver meu filho atento e feliz, sentado no meio de crianças surdas, ao lado de pais que também não escutavam. Ainda deu tempo de ver a pesadíssima exposição de fotojornalismo espanhol em zonas de guerra que traz imagens de conflitos do Afeganistão, Palestina, Iraque e Rio de Janeiro. Não recomendável para almas sensíveis. A esta altura, já era hora de almoçar e de novo nos dirigimos à barraca do Brasil para degustar a feijoada: arroz, muita carne no feijão e farofa por 5,50 euros. Certo que faltaram a laranja e a couve, mas por esse preço, não dá pra reclamar. De sobremesa, me dirigi ao estande da Argentina para comer um folheado de chocolate e doce de leite. E para quem ainda não comprou todos os presentes de Natal, aproveitem para passar nos estandes que vendem artesanato como o da Rússia que tem ícones religosos lindos, o da Colômbia que vende bolsas e acessórios; ou mesmo o da China onde um caligrafista escreve o nome da pessoa em caracteres ...

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  • Julio Verne e Theo Jansen na Fundação Telefônica

    post em 12/12/2015

    Crianças de todas as idades, engenheiros de plantão e pais desesperados em encontrar um programa para a criançada: corram para Fundação Telefônica. Em cartaz no edifício da Gran Vía duas belas exposições que deixam todos contentes e despertam a curiosidade científica na criançada. Vamos combinar que não é pouco! Por isso, programa-se e aproveite, pois é gratuito. Júlio Verne: los límites de la imaginación. Até 21 de fevereiro. Qual é o seu livro preferido de Júlio Verne? "20.000 léguas submarinas", "A volta ao mundo em 80 dias" e "Viagem ao centro da Terra". Nesta ordem. Li os três duas vezes, vi os filmes e ainda tive a honra de participar de um projeto interdisciplinar com "A volta ao mundo..." na escola onde trabalhava. Desta maneira, quando soube que estava em cartaz uma exposição sobre Júlio Verne, o fim de semana já estava resolvido. A mostra faz um paralelo entre os livros de Júlio de Verne e a realidae; e nos aproxima dos exploradores que realmente fizeram expedições muitas vezes inspiradas pela narrativa do genial escritor francês. Aliás, como Verne conseguia escrever livros de ficção científica se ele nunca saiu da França? Fácil! Ele estudava e lia todas as publicações científicas do seu tempo e conseguia passar aquelas informações dentro de histórias rocambolescas. Nem preciso dizer que fiquei emocionada com a recriação das escotilhas do Nautilus...   Também traz os artistas da época que se inspiraram nas histórias de Verne, como o cineasta George Méliès, para contá-las no cinema, música ou nas artes plásticas. Como a obra de Verne atravessou o tempo há também obras de artistas contemporâneos que recriam o universo verniano. Onde? Fundação Telefônica. Calle Gran Vía,28. Metrô Gran Vía, L5. Quando? De terça a domingo de 10:00 a 20:00 h.   Theo Jansen. Asombrosas criaturas. Até 17 de janeiro. O engenheiro e artistas holandês Theo Jansen aplicou todos os princípios da física para dar vida a bichos muito particulares criados por tubos de ar. Seus animais são capazes de mover-se impulsionados pelo vento e fazem a alegria de quem os visita nas praias holandesas onde vivem. Se você está por Madri, pode conhecê-los. A maior parte do tempo, ele não se movem, claro. Por isso é bom programar sua ida à exposição quando os monitores fazem a demonstração e aproveitam para explicar o engenhoso mecanismo. De todas as formas, é possível assistir aos vídeos onde o próprio Theo Jansen explica o funcionamento de suas assombrosas criaturas e também vê-las em seu habitat natural. Abaixo um vídeo sobre o criador e suas criaturas: https://www.youtube.com/watch?v=azy-c6QXUCw Onde? Fundação Telefônica. Calle Gran Vía,28. Metrô Gran Vía, L5. Quando? De terça a domingo de 10:00 a 20:00 h. Demonstração de movimento: quarta a sexta às 18:30h e sábados e domingos às 12:00, 13:00 e 17:30 e 18:30 horas....

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  • Por que saí do Brasil?

    post em 07/12/2015

    Como tenho recebido emails perguntando "por que saí do Brasil" lembrei de uma entrevista que dei para o site "I Am Gringo", mas nunca foi publicada. O texto é longo, mas explica direitinho a minha vinda para a Espanha, as dificuldades e os motivos que me fizeram ficar. Você mora sozinha? Com quem mora? Moro com meu marido e meu filho. Há quanto tempo está no país? Há cinco anos. Com o que você trabalhava no Brasil e qual o seu trabalho atual (se tiver tido mais de um trabalho no país)? Era professora de História, trabalhava numa escola particular e num curso de Teologia. Igualmente, tocava piano em casamentos; promovia concertos e estive um período como assessora de imprensa em uma escola de música. Atualmente dou aula de português em empresas e tenho em dois blogs: Rumo a Madri (sobre turismo), Um ano na Espanha (sobre o cotidiano, arte, viagens, maternidade e história) e faço parte dos Blogueiros de Língua Portuguesa em Madri. Fui colaboradora em outros dois blogs: Brasileiras Pelo Mundo e o Brasil com Z, e em uma revista local, a Brazil com Z. O que te levou a sair do Brasil? Vários fatores: o sonho de conhecer a fundo a Europa, a violência no Rio de Janeiro e a falta de vida cultural da minha cidade. Porque escolheu a Espanha? Pelo idioma, pela cultura, pela história e porque não dizer, por não ser um país tão caro como Inglaterra ou França. Conhece o idioma? Já conhecia quando se mudou? Já conhecia, mas a versão argentina. Tive que reaprender quase tudo. Qual o custo de vida? É mais barato ou mais caro em relação à sua cidade natal? O custo de vida é menor que em Niterói (RJ) ou no Brasil porque a qualidade é melhor. É impossível você comparar um ônibus horrível e despreparado para receber idosos e crianças como aqueles que temos na minha cidade com os coletivos daqui. Para você ter uma ideia, eu entro com o carrinho de bebê no ônibus e ainda temos wi-fi de graça! Além disso, a saúde e a educação são gratuitas. As ajudas do governo diminuíram por causa da crise e os preços aumentaram, mas ainda assim é mais barato ou igual. Isto sim, não é um país para “ficar-rico-e-voltar-para-o-Brasil”, pois o aluguel – por exemplo – é caro e comer fora todos os dias também. Qual a relação de infraestrutura da cidade (estradas, transportes públicos, hotéis, saúde, educação, limpeza) você faz com o Brasil?Essa é a pergunta mais difícil (risos) !! A Espanha recebeu grandes investimentos da União Europeia nas últimas décadas e assim, toda a infraestrutura além de ser excelente, é nova. Quanto à saúde, não posso reclamar: tive meu filho pela saúde pública em um hospital maravilhoso e com toda atenção. Em relação à educação, agora estou conhecendo este universo porque meu filho está na creche. Aqui existem três tipos de modelos: pública, gratuita (exceto a creche e a universidade que não são obrigatórias); a “concertada”, onde o governo paga uma parte da mensalidade e os pais outra; e a particular. Convém lembrar que a educação pública aqui é melhor se comparada ao Brasil, mas está em último lugar em relação aos demais membros da OCDE. Leia mais sobre educação infantil em Madrid O que te chamou atenção na cultura espanhola? Tudo! A quantidade de festas ao longo do ano, por exemplo; a valorização de uma cultura e um estilo de vida próprio; a oferta cultural tanto numa capital como Madri quanto numa cidade de médio porte, como Alcalá de Henares. E, principalmente, a comida que também faz ...

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  • MPB com flamenco na Casa do Brasil

    post em 03/12/2015

    Sandra Simões e Carlos Blanco fazem show misturando ritmos brasileiros e espanhóis. A cantora baiana Sandra Simões e o violonista espanhol Carlos Blanco se apresentam nesta terça-feira, dia 8, na Casa do Brasil, dentro da turnê Gira Mundo. Sandra e Carlos se conheceram durante o festival Vino & Dendê Fusão de Ritmos, realizado em 2013, em Salvador e desde essa época mantém um diálogo musical onde exploram a fusão de ritmos como o flamenco e o samba, sem esquecer o rock, música folk ou blues. O espetáculo “Gira Mundo: bossa, flamenco e outros sons” passou por Portugal e na Espanha, onde o duo tocou em cidades como Zamora e Valladolid quando cantaram para estudantes brasileiros do programa “Ciências sem Fronteira”.   Natural de Salvador, Sandra Simões vê mais semelhanças que diferenças em alguns aspectos musicais de ambos países. “no nordeste, particularmente no Recôncavo baiano, temos uma forte influência da música espanhola” relata a cantora e instrumentista “Um artista que trabalha muito este aspecto é o (cantor e compositor) Elomar. Da mesma forma, a chula, que é característica do Recôncavo, também tem elementos ibéricos” conclui. Segundo Sandra Simões, se Carlos Blanco lhe deu a conhecer o flamenco, ela por sua vez, lhe mostra o samba. “Do flamenco eu pego a força e o vigor e os coloco na minha música. Desde que começamos a trabalhar junto, mudei a minha forma de compor e de tocar violão” explica a compositora, presença obrigatória do Carnaval soteropolitano. Para o show da Casa do Brasil, a dupla vai apresentar as músicas do CD de Sandra Simões “Sou Bamba e Rock’n’Roll” – que tem participação de Caetano Veloso na faixa “Cara de Pau” - assim como clássicos da MPB com novos arranjos, frutos da parceria com Carlos Blanco. Aliás, os dois músicos já pensam no futuro e começam a trabalhar em novas composições para um disco que deverá ser lançado em breve. Só nos resta esperar que Madri esteja de novo no caminho de Sandra Simões e Carlos Blanco. Onde? Casa do Brasil. Av del Arco de la Victoria 3. Metrô Moncloa, L3 e L6. Quando? Terça, dia 8, às 19:30 Gratuito...

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  • Dicas para o Natal em Madri

    post em 02/12/2015

    Então é Natal, canta Simone. Madri guarda ótimas surpresas para quem vem aqui por esta época. Desde a linda decoração das ruas até os doces típicos há muito que fazer no mês de dezembro. Só não estranhe em não encontrar o bom velhinho pelas ruas, pois quem traz os presentes na Espanha são os Reis Magos, dia 6 de janeiro. No mais, feliz Natal! - comer turrones, polvorones (doce de amêndoa) e chocolates. Nesta época, todos os cafés servem os dois primeiros e os supermercados abrem espaços nas gôndolas para oferecer o maior número de opções possíveis. - visitar alguma feira tradicional em diversos pontos da cidade. Destaco a mais tradicional na Plaza Mayor (de 1 a 31 de dezembro. Seg a sexta de 10h a 21:.30. Sábado e domingo de 10 a 22:30). - fazer a visita guiada especial de Natal da Casa de América (a partir de 12/12). Percorrendo os salões do Palácio ficamos sabendo como se celebrava o Natal no século 19. É bom reservar antes. Informação em espanhol: http://www.casamerica.es/sociedad/el-buen-comer-del-sxix-bajo-los-acordes-de-la-musica-clasica - contemplar a árvore de Natal na Porta do Sol. Dali, seguir para o El Corte Inglés da calle Preciados e ver a fachada. A cada 15 minutos cantam musiquinhas natalinas. - aliás, as praças onde se encontram as lojas do El Corte Inglés se transformam em parques infantis. Se você veio com crianças aproveite a oportunidade de ir à plaza Salvador Dalí ou à esquina da calle Serrano com calle Villalonga e divirta-se com os pequenos. - fazer o roteiro turístico em ônibus panorâmico para ver as luzes de Natal. Custam dois euros e a saída é na plaza Colón. A partir de 29 de novembro. Segunda a quarta de 18h às 22 horas e quinta a domingo de 18h a 23 horas. - esquiar na pista de gelo da plaza Colón. Para quem tem coragem é uma boa pedida. Segunda a quinta: 4 € / 30 minutos. Sexta a domingo: 5€ / 30 min.Feriados: 8 e 25 dez, 1 e 6 ene: 5 € / 30 min. Até 6 de janeiro. Agora, se você quer realmente obter seu certificado de espanholice é preciso comprar um décimo do Gordo, a loteria de Natal que sai no dia 22 de dezembro. O diploma com louvor será adquirido se a compra for feita na casa da doña Manolita, na Calle del Carmen, 22. ¡Feliz Navidad! Tem mais fotos de Natal neste post.    ...

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  • II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros – o Porto – parte 3

    post em 23/11/2015

    Domingo, 15 de novembro. Último dia do II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros. Dia lindo de sol, de um generoso outono, perfeito para passeios ao ar livre. Nestes links, você pode ler a primeira parte e a segunda da viagem. Começamos com um belo café da manhã do Crowne Plaza e depois fomos ao passeio marítimo para andar de bicicleta à beira da praia. O ponto de encontro era justamente uma praça onde estava a estátua equestre de Dom João VI olhando para o mar, em direção ao Brasil. Saudades, Dom João? Perguntei, marota. Ainda bem que a gente fala português e ele respondeu que sim. Montados em nossas magrelas invadimos, literalmente, a ciclovia e me deliciei com a vista para o mar. Estou muito feliz em Madri, mas não posso deixar de suspirar pelos dias que ir à praia era só mais um programa e não exigia maiores planejamentos. O céu azul, as gaivotas, os pescadores ocasionais e a multidão que resolveu correr só fizeram aumentar minha saudade. Ainda bem que pude aproveitar a arquitetura dos palacetes da virada do século para me distrair. Fizemos uma parada estratégica num tuc-tuc adaptado para servir café e chá, e como não, pastéis de nata. Finalizamos o passeio no ponto do bondinho – o elétrico para os portugueses – que nos levaria à Alfândega. O veículo que entrei tinha bancos forrados de palinha, luzes antigas e aquele ar do século passado que fazem a minha alegria. Outrora o lugar mais movimentado da cidade, a Alfândega foi transformada num importante espaço para abrigar feiras e convenções. Dali embarcamos para fazer o “passeio das pontes” com a companhia Douro Azul. Se o tempo estiver bom durante sua estadia no Porto, faça este passeio, pois é difícil as fotos ficarem feias com tanta beleza e o ângulo é fantástico. O barco nos deixou na cidade vizinha – a Niterói do Porto – a Vila de Gaia, onde almoçaríamos na vinícola e restaurante Taylor’s e depois descobriríamos os segredos da fabricação do vinho do Porto. Assim, como a minha cidade natal tem a melhor vista para o Rio, do alto das colinas de Gaia, se têm o melhor panorama para o Porto. Se nesta ocasião você é recebido com vinhos deliciosos e um almoço dos deuses, o visual fica melhor ainda. No entanto, em um fim de semana recheado de surpresas e emoções, nos aguardava mais uma. Não sei se já contei para vocês, mas toco piano, cantei e dirigi corais, e tinha um grupo que tocava em casamentos e sendo assim, a música foi meu ganha pão durante muito tempo e dividia esse métier com vários amigos. Antes da sobremesa entra um nutrido grupo da tuna de estudantes de Medicina da Universidade do Porto, com suas capas e roupas negras, com violões e mandolinas, pandeiros, trompete, cantando e dançando. Socorro! Quase enfartei! Foi um orgulho ver aqueles rapazes que podiam estar fazendo sei-lá-o-quê na vida, dedicando-se à música.   Depois de enxugar muitas lágrimas e também rir das gracinhas que eles aprontaram fomos conhecer a adega onde repousavam os barris de vinho do Porto esperando que a natureza fizesse a sua parte. Após essa bela estadia só me resta esperar ansiosamente por voltar ao Porto e aguardar, impaciente, o III EEBB que será realizado em Berlim, ano que vem. Conheça mais sobre os lugares que visitamos: Passeio de Bicicleta Alfândega Passeio de barco – ...

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