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  • II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros – Porto – parte 2

    post em 20/11/2015

    Continuando nossa fantástica viagem ao Porto pelo II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros. A primeira parte pode ser lida aqui. Após o café da manhã, seguimos para a Casa da Música onde seriam realizadas as palestras do nosso Encontro. Obra do arquiteto holandês Rem Koolhaas, a Casa da Música foi inaugurada em 2005 e se tornou um dos símbolos do Porto. O contraste com a modernidade não poderia estar mais evidente nesta área, pois justo em frente ao auditório está um conjunto de sobrados do começo do século 20 que me fizeram lembrar o centro do Rio. Ai, ai... Apesar do clima alegre e do deslumbramento com a arquitetura moderna, a manhã foi marcada pelos acontecimentos trágicos de Paris. Afinal, quase todos já estivemos ali, alguns inclusive já tinham morado e tínhamos uma “parisiense” entre nós. Mas a vida segue e a lusitana gira e ficar paralisado é dar razão ao medo. Assim, iniciamos os trabalhos escutando as palavras da jornalista portuguesa Susana Ribeiro sobre sua mudança profissional da redação de um jornal para migrar para o mundo dos blogs de viagem através do seu “Viaje comigo”. Em seguida, a brasileira radicada em Londres, Heloisa Righetto, nos contou sua experiência de lançar e vender um guia sobre Londres. Aprendemos sobre a logística que ela concebeu no Brasil com a ajuda dos pais para distribuir o guia para todo país. Da austríaca e viajante profissional Elena Paschinger ouvimos sobre o turismo criativo, mercado que está em ascensão em todo mundo. Ela nos mostrou seu livro The Creative Traveler’s Handbook, onde explica como unir turismo e experiências do tipo faça-você-mesmo. Por fim, a pioneira Cristina Rosa, nos expôs suas atividades junto aos blogueiros em Barcelona e ainda mencionou o Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid em sua apresentação. Uma das palestras mais aguardadas foi a de Daniel Duclos, do Ducs Amsterdam. Ano passado, ele compareceu ao I EEBB através do Skype e foi muito bom vê-lo em carne e osso. Deste modo, ele narrou sua experiência em fazer de um blog um instrumento de trabalho e não apenas um hobby onde se ganha dinheiro. A última palestra do dia ficou a cargo do jornalista português Ivo Madaleno sobre o uso do Instagram que nos fez refletir sobre a utilização desta rede social. Como toda esta conversa nos abriu o apetite fomos almoçar no restaurante Fish Fixe. Nada nos preparou para a tarde que viria a seguir e é complicado escolher o que foi mais encantador. Seria o fato de estarmos à beira do rio e à sombra da ponte Luis I? Talvez tenha sido a solicitude dos garçons, após cinco anos acostumada com o tratamento dispensado pelos atendentes espanhóis? A gloriosa tarde de outono e o fato de estarmos em frente a uma igreja do século 18 também colaborou com a magia deste momento. Ora, foi a comida! Porém, afirmar que foram os pratos servidos seria uma obviedade: camarões, bolinho de bacalhau e arroz, linguiças, arroz caldoso, sardinhas e todos os quitutes servido como tapas, em porções justas e deliciosas. Tudo isso regado a vinho branco e tinto. Após este banquete, caminhamos pelas ruas do centro para encontrar nosso ônibus. Tivemos oportunidade de ver o prédio da Bolsa, passear pela revitalizada rua das Flores, e admirar a arquitetura das igrejas barrocas que apareciam. O próximo destino foi a livraria Lello, linda contrução de 1906, que se tornou uma atração turística devido a beleza dos vitrais, da original escada de madeira e da decoração neo-mourisca. A qualidade do acervo faz ...

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  • II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros – Porto – parte 1

    post em 19/11/2015

    Sabe uma viagem esperada há um ano? Sabe uma cidade que você sempre disse vai visitar e acaba deixando pra lá? Sabe amigos que você quer reencontrar? Pois tudo isso foi resolvido num único fim de semana quando participei do II Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros, dias 14 e 15 de novembro, que reuniu 45 blogueiros compatriotas para trocar experiências e conhecer a “cidade invicta” do Porto pelas mãos de Rita Branco, de O Porto Encanta e da Associação de Turismo do Porto. Como o encontro começava no sábado resolvi chegar um dia antes para aproveitar um pouco mais. Afinal, o Porto tem relação direta com a história do Brasil e só para ficar em dois episódios que vocês devem lembrar-se das aulas da tia Maricota foi ali que os portugueses exigiram a volta de Dom João VI a Portugal, através da Revolução Constitucionalista do Porto, em 1820. Também ali, DPedro I, já tendo abdicado do trono brasileiro, travou a batalha decisiva contra seu irmão, Miguel, a fim de garantir o trono para sua filha. Ao morrer, seguindo o costume dos antigos reis, pediu para que seu coração ficasse depositado ali, na cidade que sofreu bravamente o cerco militar. A cidade está a 55 minutos de avião de Madri e é muito fácil ir do aeroporto ao centro de metrô. Muito cuidado que lá as diferentes linhas de metrô passam no mesmo trilho e pessoas distraídas como eu podem pegar o metrô errado. Ainda bem que tive a companhia da minha colega do Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid , Susana Paquete (That Good Trip), e ela se encarregou de me ajudar a comprar a passagem – um cartão recarregável – e me guiar até o hotel. A convite da Associação de Turismo do Porto ficamos hospedados no Crowne Plaza e fomos recebidos com uma taça de vinho. Já contei que viajar a Portugal é lembrar-se do Rio de Janeiro o tempo todo. Pois foi só provar o bendito que me recordei de um tradicional restaurante no centro do Rio, o Flor de Coimbra, onde fui almoçar uma ocasião com meu pai. E a viagem só estava começando... No quarto já nos esperava mais vinhos e uma taça apropriada para beber vinho do Porto. Deixamos o hotel e fomos almoçar no restaurante Casa do Aleixo. Ao provar a sopa – os portugueses sempre tomam sopa antes das refeições – um amigo perguntou: está boa? Ao invés de responder de maneira direta, o único que me ocorreu foi dizer: “igual a da minha avó”. Seguiu-se um prato de arroz com polvo e depois – como não – bacalhau com batatas que prova a existência da bondade humana neste mundo louco. Apesar do cansaço, nos recusamos a voltar para o hotel. Para fazer a digestão fomos passear no centro e descemos a Avenida dos Aliados entrando nas igrejas que estavam abertas, admirando a arquitetura do começo do século 20 e agradecendo o bom tempo que fazia. Logo em frente à Câmara Municipal encontrei a estátua do escritor romântico Almeida Garret. Ao final da avenida, todo pimpão, montado no seu cavalo estava Dom Pedro I ou Pedro IV para os portugueses. Fiquei toda feliz em encontrá-lo por ali e aproveitamos para tirar uma foto. Lembrei-me quando ensinava o processo de independência do Brasil e provocava meus alunos com esta pergunta: ser imperador no Brasil ou rei em Portugal? A meninada discutia e tomava partido. ...

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  • Thaïs Morell apresenta “Amaralina” em Madri

    post em 16/11/2015

    A cantora e compositora curitibana Thaïs Morell apresenta canções do seu novo disco, Amaralina e os sucessos de "Cancioneira", no café Berlin, dia 2 de dezembro, às 21h, ao lado do baterista Borja Barruta. Continuando a sonoridade do seu ótimo trabalho anterior “Cancioneira”, lançado também pelo selo valenciano Sedajazz, Thaïs Morell traz neste disco um som atraente e cheio de matizes do jazz, música regional brasileira e instrumentação caprichada. Formada em Música pela FAP (PR) e com passagens pela Universidade de Música Sibelius Academy, na Finlândia e pelaa Universidade de Gana é difícil escolher o que mais encanta em Thaïs Morell: sua técnica instrumental ou sua voz marcante. Morando há seis anos na Espanha, a cantora e compositora conquista pelo seu timbre grave, o ritmo contagiante de suas composições e, principalmente, o jeito de cantar com a intimidade das cantoras da bossa nova, mas com a potência das divas de jazz. Na entrevista abaixo ela conta um pouco mais de “Amaralina”: 1 – Gostaria que você contasse como foi fazer “Amaralina”. Você manteve o clima intimista do seu primeiro trabalho “Cancioneira”, mas precebe-se que a parte instrumental cresceu com o piano, acordeom e o sax, a percussão mais rica. Quais as principais diferenças que encontramos em relação ao primeiro? Como foi a escolha dos parceiros? Segui a mesma direção do primeiro disco, misturando elementos da música brasileira com jazz e world-music. Poderia dizer que este novo disco tem arranjos um pouco mais trabalhados, pois várias canções tem uma formação de 5 ou 6 músicos, sendo que no primeiro as músicas foram gravadas como máximo em quarteto. Os colaboradores são quase todos amigos e colegas de profissão, gosto de trabalhar com essa proximidade, porque a comunicação musical flui mais naturalmente. Também gosto de trabalhar com músicos que estejam abertos a experimentar e passear por diferentes estilos, sem se apegar a purismos ou regras imutáveis. 2- Por que você optou por continuar a cantar em português? Gravei uma faixa em espanhol (Los Mozos de Monleón, pop Español/Lorca), e outra com participação do grande cantor valenciano de folk Carles Denia, que canta em valenciano. O fato de cantar em português não é exatamente uma opção, pois quando eu componho, a letra vem em português. Gostaria de compor em espanhol, e acho que cedo ou tarde isso vai acontecer naturalmente. Também tenho vontade de gravar compositores espanhóis, essa pode ser uma ideia para um terceiro disco. 3- Que podemos esperar deste show em Madri? É a primeira que vou dividir palco com o baterista/percussionista Borja Barrueta (o músico já tocou com nomes como Jorge Drexler, Carmen Paris, Jorge Pardo, Josemi Carmona) e é um grande prazer e honra compartilhar minha música com ele, que é um músico que tem um talento e sensibilidade extraordinários. Estamos preparando canções dos meus dois discos e outras surpresas! Vai ser com certeza um momento muito bonito, música intensa e delicada, no mítico palco do Café Berlin. 4- Você vai fazer turnê pelo Brasil com o disco? Já tem alguma previsão? Sim, mas ainda não tenho todas as datas confirmadas. Por agora, dia 24 de janeiro tenho um show em Curitiba, no meu querido e saudoso Teatro Paiol. Vai ser maravilhoso voltar a tocar lá. 5- Você também é professora de música, e realizou workshops de música brasileira em Valência, Madrid, Barcelona e Cádiz. Como é a experiência de oferecer o Workshop de Canto Bossa Nova na Espanha? Sempre muito positiva, a bossa nova gera um grande interesse entre os cantores e cantoras espanhóis, tanto pelo balanço típico da música, quanto pela melodia e o gingado do próprio idioma. As letras também são muito atraentes e é muito divertido e enriquecedor para todos, ...

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  • Edward Munch

    post em 26/10/2015

    O Museu Thyssen oferece neste outono a exposição Edward Munch- Arquetipos, de 6 de outubro a 27 de janeiro. Para evitar filas e aborrecimentos convém comprar o ingresso com antecedência, o que pode ser feito pela internet, através do site do museu. Se a única obra que você conhece do artista norueguês é "O Grito" - como eu - esta é uma boa oportunidade de ver mais quadros de Munch, sem precisar ir a Oslo. Organizada por temas e não cronologicamente, vemos como o pintor tratou ao longo de sua vida de temas universais como o amor, melacolia, ciúmes e a enfermidade. Também estão ali representações próprios da pintura como paisagens noturnas ou o nu. Pelas paredes podemos ler citações do artista. A exposição também traz as várias versões que Munch fazia em torno de um mesmo quadro. Só de sua obra-prima "O Grito" há cinquenta versões e uma delas pode ser vista na mostra. Trata-se de uma versão gravada, onde existem apenas as cores negra e vermelha e as figuras principais. É interessante confrontar com a versão mais conhecida, onde a paisagem realmente oprime os passantes e nos faz gritar de angústia também. Destaco a série sobre o "Amor" onde o título dos quadros pouco tem relação com a pintura. Avistei de longe um homem está agachado, quase em posição fetal, e uma mulher de longos cabelos ruivos o consola. Inclusive, ela está dando-lhe um beijo no cangote, num gesto sensual e maternal, tão típico da natureza feminina. Aproximei-me embevecida para saber o título, esperando algo como "Romance" ou "Consolação" quando li a palavra "Mulher-vampiro". A idílica imagem não tinha nada a ver com que estava imaginando, ao contrário. O quadro mostrava de forma impiedosa a relação doentia entre um homem e uma mulher que podem chegar a sugar sua energia vital através da possessão. Não pensem que ele era um machista ou que precisaria tomar algumas lições com Simone Beauvoir. Munch dizia que estava vivendo um momento onde as mulheres estava se liberando e as pintava em toda sua complexidade: virginais, sensuais, doentes, sedutoras, pensativas, beijando, sendo beijadas, tristes, alegres, em grupo ou solitárias em suas dúvidas, consoladas em suas aflições. Por isso, o melhor a fazer após a exposição, é ir ao café do próprio museu e tentar absorver a quantidade de beleza contemplada. Aliás, este outono madrilenho tem várias mostras interessantes como a de Pierre Bonnard, Max Bill e Wassily Kandinsky. Confira tudo aqui no Calendário de Exposições Temporárias. Edward Munch - Arquetipos Onde? Museu Thyssen Bornemisza, metrô Banco de Espanha, L2. Quando? De 06.10.2015 al 17.01.2016 Quanto? 11 euros...

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  • Bolsa de Valores de Madri

    post em 14/10/2015

    Em agosto, aproveito as férias para rever lugares interessantes em Madri ou mesmo conhecer outros que ainda não tive tempo. Este ano, um dos lugares que estava na minha lista era o edifício da antiga Bolsa de Valores de Madri, praticamente ao lado do Museu do Prado, onde só é possível entrar através de visitas guiadas. Para minha tristeza, eles estavam de férias e só abririam inscrições na primeira semana de setembro. Programei meu calendário e no dia marcado mandei o email trinta minutos após a inscrição estar aberta e o resultado veio dois depois: faria minha visita dia 1º de outubro. Já tinha visto o vídeo e fotos do interior e tinha achado bonito, mas porquê as pessoas queriam tanto visitar aquele prédio inaugurado em 1893? Vale a pena recomendar aos meus leitores e inclui-lo na lista dos cinco lugares que você não vai conhecer em Madri, mas deveria? A resposta já pode ser dada logo na entrada, admirando as suntuosas colunas e a escada, típico da arquitetura neoclássica que buscava recuperar os simbolismos dos templos gregos e romanos, agora para adorar os deuses do comércio e do dinheiro. Aliás, as referências a Mercúrio estão por toda parte, assim como barcos (referência ao comércio marítimo), cornucópias (fortuna) e moedas. Inspirando-se na Bolsa de Valores de Viena, o arquiteto Enrique María Rapullés y Vargas, construiu um edifício que mais lembra uma igreja, bem ao estilo dos grandes bancos - as novas igrejas - que foram levantadas nesta época. Temos grandes corredores, pé direito alto, teto inteiramente pintado com representações do comércio e da prosperidade. Também visitamos o Salão dos Atos que funciona para a cerimônia de entrega dos diplomas dos cursos de especialização oferecidos no local. Antigamente era usado para que se fizessem as atas após os pregões diários. Ricamente mobiliado com móveis de madeira onde preside um quadro do rei Felipe VI. Também há uma bela pintura no teto onde está uma alegoria representando os cinco continentes e os postes de telégrafo, a grande novidade tecnológica da época. Observação interessante: todas as mesas deste cômodo tem um cinzeiro!! Prova que todos os objetos podem ser considerados um documento histórico... No entanto, o lugar mais esperado na visita é a Sala de Contratação ou o parquê, o antigo local onde eram negociadas as ações. Primeiro, o contemplamos do alto, onde o guia se dedicou a explicar-nos o funcionamento da Bolsa e assinalar as pinturas e os escudos dos países com os quais a Espanha mais negociava. Quase dei um grito ao ver o escudo brasileiro ali (quando a gente mora fora fica sensível). Como não poderia dexar de ser, no centro do parquê há um lindo relógio, de Estrasburgo, a fim de garantir a precisão das horas. Para minha felicidade, ali estãos as antigas escrivaninhas usadas pelos negociantes para suas anotações. Uma curiosidade foi descobrir que as negociações tinha hora marcada e os corretores só podiam comprar e vender ações de determinadas empresas nos horários assinalados. Atualmente, o edifício serve apenas como monumento histórico, local onde se realizam festas e é usado apenas para os reportéres econômicos transmitirem as últimas notícias, pois toda atividade financeira foi transferida para um prédio modernoso em Las Rozas. Onde? Plaza de la Lealtad, 1 Quando? Todas as quintas, às 12h. As inscrições para visitas guiadas para o ...

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  • Semana de Arquitetura em Madri

    post em 29/09/2015

    Que tal passear por Madri guiado por quem entende? Não, queridos! Não é propaganda do meu serviço de guia ou de um livro. A cidade acolhe de 1 a 11 de outubro a XII Semana de Arquitetura, organizado pelo Colégio Oficial de Arquitetos de Madri, onde serão realizadas visitas guiadas conduzidas por arquitetos pelas construções mais emblemáticas da cidade. Para participar basta se inscrever pela web, mas nem se animem muito porque as inscrições terminaram em pouquíssimo tempo. De todas as maneiras tem o prêmio de consolação: alguns prédios históricos, que participam da semana, se abrem para visitação sem precisar de agendamento. Outra curiosidade é que esta iniciativa tem o apoio da Embaixada da Alemanha e lugares como o edifício do Deutsche Bank, a igreja de Santo Antônio dos Alemães e a igreja Evangélica Luterana, estarão de portas abertas para o público. Este ano, me comportei direitinho, não perdi a data de inscrição e vistarei a igreja Luterana e a atual sede da Sociedad de Autores e Editores, localizada em um dos primeiros edifícios modernistas de Madri. Contarei tudo para vocês nos próximos dias! Como são muitos lugares em distintos ponto da cidade deixo o link para vocês consultarem (em espanhol): http://www.esmadrid.com/semanaarquitectura/...

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  • Monumentos e obras de arte em Madri – parte 2

    post em 27/09/2015

    O passeio segue. Minhas colegas do Blogueiros de Língua Portuguesa em Madrid continuam respondendo qual é a obra de arte ou monumento favorito em Madri. Você pode ler a primeira parte neste post. Aqui estão as escolhas de Manaira Araújo (Manaira Araújo), Sandra Brockson (Sandra B.), Suzana Paquete (ThatGoodTrip), Susana Almeida (Desbravando Madrid), e Larissa Andrade, (Esto es Madrid, Madrid). Manaira Araújo - (Manaira Araújo) Palácio de Cibeles Difícil escolher um monumento em Madrid, gosto de tantos... Mas um dos meus preferidos é o Palacio de Cibeles, também conhecido por Palacio de las Comunicaciones, que fica em frente à Fonte de Cibeles e foi construído em 1904. De dia ou de noite, o edifício é de encher os olhos. O palácio é sede da prefeitura de Madrid tem um centro cultural sempre cheio de atividades. Além de estar sempre acompanhando os acontecimentos mais importantes da cidade (na semana do Orgulho Gay estava com a bandeira LGBT) e do mundo (esse dias apresentava uma faixa de "Refugees Welcome"), no alto do Palácio de Cibeles tem um bar/restaurante com uma posição estratégica para ver o pôr do sol na capital espanhola. Onde? Plaza Cibeles, 1 Quando? Terça a domingo: de 10.00 a 20.00 h. Quanto? Gratuito. Para subir ao mirador é preciso pagar 2 euros. Sandra Brockson – Sandra B. em Madrid Pinturas Negras, de Francisco de Goya Eu tenho uma admiração inexplicável pela sala 67 do Museu do Prado, um misto de fascinação e temor. Para mim, as conhecidas como Pinturas Negras, do Goya representam a transição entre a arte da realeza para a realeza, para a arte em que o povo está presente, em que as mazelas do povo são retratadas. O Museu do Prado tem uma grande coleção de Francisco de Goya, como a série de retratos reais e da nobreza, seguindo a escola de Velásquez. Também há imponentes pinturas religiosas e as polêmicas para a época e encantadoras como a Maja vestida e Maja desnuda. Além das históricas La carga de los mamelucos e Los fusilamientos de la montaña de Principe Pío, retratos da tentativa da população de Madrid de expulsar o esquadrão de Napoleão e o consecutivos fuzilamento dos insurgentes. Goya pinta os eventos históricos que cunham a identidade do povo madrileno. Mas as Pinturas Negras são outra coisa. São fortes, mexem com sentimentos para além de qualquer entendimento que se possa ter de arte. Foram pintadas entre 1820-1823 diretamente na parede da casa onde viveu Goya para seu exílio em Bordeaux. O que me faz pensar que ele não tinha intenção de expô-las ao mundo e era uma necessidade de plasmar seus sentimentos e inquietudes pelas mudanças que Madrid passou na época que marcam profundamente o que é a cidade hoje. A mais impressionante é Saturno devorando a um filho que pode ser considerada como a versão de Goya do famoso quadro de Rubens de mesmo título. Não é uma sala para qualquer público, impressiona pelos tons escuros e negros como também pelo sombrio dos temas, descreve a página do próprio museu do Prado. Mas ainda sim acho imperdível. Onde? Paseo del Prado, s/n. Metrô Banco de España, L2. Quando? Segunda à sábado, de 10h às 20h. Domingo e feriados, 10h às 19h. Quanto? 14 euros. Gratuito: terça a sábado, de 18h às 20h. Domingos e feriados, de 17h às 19h. Suzana Paquete - ThatGoodTrip Estátua do Urso e o Madronho, de António Navarrete Santafé Quem não conhece a famosa estátua do urso apoiado numa árvore em pleno centro de Madrid? O lugar serve de ponto de encontro desde 1967, quando a escultura ...

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  • Farol de Moncloa

    post em 10/09/2015

    Nos anos 90 todos os olhares se voltaram à Espanha, mais ou menos como aconteceu com o Brasil nessas últimas décadas. Barcelona sediou a Olimpíada; Sevilha, a Exposição Universal e Madri foi escolhida como capital europeia da cultura. Nesse contexto, a cidade se esmerou por se modernizar e na falta de um mirante, foi construído o Farol da Mancloa projetado pelo arquiteto Salvador Perez Arroyo e aberto em 1992. No alto, uma vista fantástica e uma cafeteria para ver a vida passar. Com 110 metros de altura chegamos ao topo através de dois elevadores panorâmicos em vinte segundos. O Farol ficou aberto por 13 anos quando houve o incêndio do hotel Windsor, um trauma comparado às tragédias do edifício Joelma ou do Andorinha, no Brasil. As normas de segurança mudaram e o farol foi fechado para se adaptar aos novos tempos. Porém, mais dez anos se passariam, até o mirante ser reaberto à visitação. Valeu a pena! Este ano, o Farol foi reaberto adaptado às novas regras. Já não existe mais cafeteria, a entrada custa 3 euros e pela manhã, uma guia conta a história da cidade, do farol e das construções principais que se avistam ali. Mas se você vai à tarde não tem problema, pois existe um painel explicativo em inglês e espanhol. De um lado podemos contemplar o Palácio Real e a Catedral, o Arco da Vitória, as Quatro Torres (curiosamente, lá do alto só três estão visíveis). Do outro, fica o Parque do Oeste, a Cidade Universitária, o Museu do Traje, o Instituto do Patrimônio Nacional, o Palácio de Moncloa, sede do poder Executivo espanhol e o Museu da América. Neste ponto, fiz uma ressalva, porque a guia pulou a Casa do Brasil. Mas uma vez professora, sempre professora, e pedi a palavra para contar a história e fazer propaganda do local.   A vista, como era de se esperar, é interessante. Não posso dizer "deslumbrante" porque esse adjetivo só vale para a natureza, como por exemplo o Rio de Janeiro visto de Niterói (bairrista, eu?), as serras de Petrópolis, o Cristo Redentor. No entanto, se tem uma boa visão do Madrid moderno e antigo, do Parque do Oeste e com o dia claro se vê até as serras que circundam Madri.   Evidente que o turista não vai querer ir até ali apenas para ver Madri do alto. Por isso, torço para o Farol seja responsável pela descoberta do bairro de Moncloa onde a maioria dos gringos nem pensa ir. Uma pena, porque ao lado se encontram o Museu da América, a Casa do Brasil e o Museu do Traje. Além disso, está o Parque do Oeste com a natureza e várias esculturas legais para serem admiradas. Para terminar - ou entre um passeio e outro - recarregue as baterias no Café Van Gogh, batizado em homenagem ao genial pintor, a poucos metros do Farol. Onde? Av. de la Victora, 2. Metrô Moncloa, L3 e L6. Quando? De terça a domingo, de 10h às 20:00. Pela manhã, visita guiada em espanhol e inglês de 09:30 às 13:30. Quanto? 3 euros...

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  • Igreja de San Antonio de la Florida

    post em 27/08/2015

    A ermita de San Antonio de la Florida é um pequeno templo neoclássico que está situada há dez minutos de caminhada da estação de Príncipe Pío. Construída no século 18 com fachada simples e em cruz latina, a igreja passaria desapercebida se não guardasse algo muito especial no seu interior: todas as pinturas da igreja foram realizadas por Goya, em 1798, e o genial pintor também se encontra descansando ali. Em frente à ermita há uma estátua do artista, em bronze, vigiando sua obra. Goya pintou na cúpula um milagre de Santo Antônio e nas laterais, os madrilenhos - vestidos como era moda nos fins do século 18 e começo do 19 - e anjos assistem a cena embasbacados. Além disso, no meio do templo, há um belo lustre com três anjos esculpidos e altares laterais com quadros retratando San Carlo Borromeu e a Imaculada. No altar principal, um Cristo de marfim do século 18. Fiquei encanta com o que vi. As pinturas mostram um Goya - consagrado já como pintor da Corte - que soube conciliar o tema religioso com figuras populares fazendo com que o espectador também se torne participante do milagre. Para ninguém quebrar o pescoço admirando as obras estão instalados espelhos por onde se pode contemplar confortavelmente os trabalhos. Como o afluxo de visitantes crescia a cada dia - especialmente no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio - e as pinturas estavam se deteriorando, em 1929, foi construída outra igreja, exatamente ao lado, igual à primeira, mas sem as pinturas de Goya. Esta ficou para a paróquia e a outra transformada em um museu goyesco único no mundo. Achei a solução sensacional, pois agrada os visitantes e respeita quem ali vive. Conheça também a igreja de Santo Antonio dos Alemães. Onde? Glorieta San Antonio de la Florida, 4. Metrô Princípe Pio, L10 e a linha 2, chega ali através de um ramal na estação de Ópera, L2. Quando? Terça a domingo 09:30 - 20:00h. Quanto? Gratuito...

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  • Panteão dos Homens Ilustres

    post em 09/08/2015

    No século 19, quando o conceito de nação começou a ser criado, estava na moda criar um monumento que reunisse as grandes figuras do Estado-Nação que nascia. Surgiu, assim, a ideia do Panteão que abrigaria os corpos de escritores, políticos, heróis de guerras pátrias e tudo mais que a imaginação dos políticos poderia conceber. Já visitei três na minha vida: Paris, Lisboa e Lima. Acho essa visita genial porque você conhece a história do lugar, de quem está enterrado ali e de quebra, admira lindas esculturas. Pois aqui em Madri também há um Panteão. Pertinho da estação de trem de Atocha fica no mesmo terreno na Real Basílica de Nossa Senhora de Atocha. está meio contramão da rota turística tradicional, mas o passeio pode ser completado com uma visitinha ao Museu de Antropologia e à igreja. Ou ainda, antes de embar para alguma cidade - com Toledo, por exemplo - é possível ir ali. Construído entre 1892 e 1899 em estilo neo-bizantino, com cúpulas de ferro e decorado em mosaicos, o projeto original não chegou a ser concluído pelo seu custo elevado, mas o que foi feito é muito bonito. Os melhores escultores da época foram convocados para fazer as obras. Assim temos uma pequena mostra do melhor em monumentos fuenerários do começo do século 20, na Espanha. Para quem gosta de fotografar é perfeito, pois as esculturas estão no mesmo nível e a luz, em dia de sol, entra generosa pelos vitrais. O monumento abaixo foi realizado por Mariano Benlliure, para o túmulo de Práxedes Sagasta (1825-1903), político do conturbado período reinado de Isabel II. Engenheiro de formação, Sagasta era liberal e defendia a monarquia constitucional contra os que desejavam o absolutismo ou a república. Notem como ele repousa no travesseiro sendo velado por uma senhorita que tras nas mãos um livro escrito "História"! Será que pensaram em mim ??   Outro monumento sensacional é aquele em homenagem a José Canalejas (1854-1903), também esculpido pelo craque Mariano Benlliure. Aos 27 anos, Canalejas já era deputado, foi ministro em diversas ocasiões e presidente do Conselho de Ministros. Liberal e companheiro de partido Sagasta, o político foi a Cuba durante a guerra entre Estados Unidos, Espanha pela ilha e visitou Marrocos junto a Alfonso XIII, instituiu o serviçp militar obrigatório e aboliu impostos que encareciam produtos de primeira necessidade. Canalejas foi assassinado a poucos passos da Porta do Sol madrilenha por um anarquista e dias depois fizeram um documentário sobre a morte e o enterro dele que podem ser vistos aqui. Há mais esculturas e ainda existe o belo pátio interno (a foto que abre este post é de lá), mas fico por aqui. Pequeno e interessante, a visita ao Panteão não cansa e faz a gente se sentir mais inteligente. Onde? Calle de Julián Gayarre, 3 - Metrô Atocha Renfe, L1. Quando? Terça a sábado, de 10 às 14h e 16:00 às 18:30. Quanto? Gratuito O Rumo a Madrid agora está no Instagram com o nome de julianabezerra77. Siga a gente por lá!...

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