Real Academia de San Fernando

(post em 01/05/2016)


A Real Academia de San Fernando é considerada uma das pinacotecas mais importantes da cidade, mas não recebe atenção como suas colegas, Museu do Prado e Museu Thyssen. Por que será? Está certo que a coleção não possui a quantidade de obras que seus congêneres, mas em termos de qualidade não fica a desejar: Zurbarán, Rubens, Van Loo e até Juan Gris e Picasso.

Acho que falta também um publicitário em marketing que faça as pessoas entrarem no belo edifício neoclássico. Inteiramente reformado para abrigar a escola de Belas-Artes, a instituição funcionou com esta finalidade até o século 21 quando o curso passou à Universidade Complutense. Foram-se os alunos, mas ficou uma interessante coleção de esculturas que reproduziam as grandes obras para os estudantes praticarem. Imediatamente me lembrei do Museu Nacional de Belas-Artes do Rio, cuja coleção de deuses gregos estava ali com este fim.

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Criada sob reinado de Fernando VI, abundam retratos do soberano, e de seu esposa, a portuguesa Bárbara de Bragança. Outros membros da família real também estão representados ali, pois o retrato real foi cultivado por todas as cortes. Assim temos várias pinturas e estudos para as futuras estátuas equestres dos soberanos espanhóis e suas famílias.

01_05_2016_14_39_24Da mesma forma, arquitetos de todo mundo ficarão felizes de ver os planos de Madri, do século 18 e de Barcelona; assim como plantas e maquetes de vários edifícios emblemáticos da capital espanhola e de outras cidades.

  • Alguns destaques:

O museu guarda algumas preciosidades como o quadro “Primavera” do italiano Giuseppe Arcimboldo, o único que se conserva na Espanha.

Giuseppe_Arcimboldo_-_La_Primavera_-_Google_Art_Project

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Interessante é a sala de música onde se expõe um violão do compositor Andrés de Segóvia e pianos pequenos usados pelas famílias burguesas durante o século 19.

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A estrela da coleção são as obras de Goya, tanto gravados como suas pinturas e um gabinete especialmente dedicado às suas águas-fortes.

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Para quem gosta de emoções fortes, convém apreciar o conjunto de José Ginés, “A degola dos inocentes“. As mães revidam com uma violência incrível e vingam seus bebês assassinados. Sinistro!

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Onde? Calle Alcalá, 13. Metrô Porta do Sol, L1,L2 e L3.

Quando? Terça a domingo de 10:00 a 15:00 horas, incluindo feriados. Segunda fechado.
Mês de agosto ferrado.

Quanto? 8 euros


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2 Comentários

  1. ELIAS DE SALLES diz:

    1oo comentario bela arte.

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