Tarragona – parte 2

(post em 23/08/2015)


Continuando nossas peripécias por Tarragona. Como toda região de praia, o tempo é instável, mas São Pedro é tão camarada que um dia choveu pela manhã e abriu o maior sol de tarde. No verão, na Espanha, temos sol até às 22h e não foi nenhuma supresa ir à praia às 18h e encontrá-la cheia.

Tarragona tem um pouco mais de 130.000 habitantes e está localizada na Costa Dourada. Contudo, entre uma visitinha ao mar e ao quiosque, fomos a vários monumentos; afinal, meu sangue de historiadora ferveu ao contemplar as ruínas do anfiteatro romano junto ao mar. Portanto, aqui vão os lugares que visitei e espero que sirva para quem deseja mergulhar na história de Tarragona:

Catedral de Santa Maria de Tarragona – situada na parte alta da cidade, onde estavam as construções mais nobres para os romanos. A igreja foi erguida em 1170-1331 e mistura vários estilos como o românico e o gótico. A fachada está muito bem conservada e os santos estão em perfeito estado, salvo pela sujeira que os pombos deixam. Destaque para o retábulo do altar principal onde se conta a vida de Nossa Senhora e de vários mártires. O claustro é um dos mais belos que já vi e contem um pequeno museu e uma capela com a imagem de Nossa Senhora amamentando seu Filho.

Atenção para os dias da festa de Santa Tecla, de 15 a 24 de setembro, onde encenações e exibições das torres humanas acontecem no pátio em frente à igreja. Entrada: 5 euros e audioguia, 2 euros.

Museu Nacional de Arquelógico de Tarragona – nada mais natural que uma instituição que cuidasse dos artefatos encontrados pelos romanos. Estátuas, pedestais com inscrições, enormes vasos que guardavam cereais, mosaicos e objetos do cotidiano. Há um vídeo explicativo sobre a vida dos romanos que complementa a maquete que se pode ver na Plaza del Pallol, 3, num antigo depósito de alimentos. Também foi muito bom ver a exposição temporária sobre a esquadra francesa e inglesa que afundou nas costas de Tarragona durante as guerras napoleônicas. Entrada: 4 euros.

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Museu de Arte Moderna de Tarragona – a surpresa da viagem! Sempre me esforço para entender um pouco mais sobre arte moderna e por isso, visito museus e instituições que a promovem. Instalado em um belo casarão onde estão conservadas as escadas e o detalhes do teto em uma das salas, o museu abriga obras premiadas na Bienal de Arte de Tarragona, trabalhos do escultor tarraconense Júlio Antônio e uma bela tapeçaria de Juan Miró. O escultor Júlio Antônio esta representado com obras ou estudos que ele fez para os clientes e, inclusive está exposta a maquete para o “Heroi Ferido”, que podemos ver em tamanho maior na Rambla Nova. Meu queixo caiu quando pesquisei sua biografia e descobri que uma das esculturas do Parque do Retiro é de sua autoria.

Há espaço didático para as crianças desenharem e se você está viajando com crianças pode ser uma boa opção. Gratuito.

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Anfiteatro romano – a estrela da cidade, o cartão-postal. Situado junto ao mar, a prefeitura não poupou esforços para deixá-lo acessível aos visitantes. Primeiro fez um belo jardim com plantas cultivadas pelos romanos e com placas explicando seu significado. Ali temos a vinha, temperos, plantas aromáticas, por exemplo. Em seguida, descemos em direção ao anfiteatro erguido no final do século II. Além de espetáculos de música e teatro, o lugar foi cena de martírio dos cristãos, entre eles o bispo da cidade, são Fructuoso e seus auxiliares, foram queimados vivos ali. É possível descer e conhecer os túneis que eram usados pelos artistas, escravos e soldados. Gratuito.

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Infelizmente, não pude visitar tudo que desejava porque desta vez cumpri a promessa de descansar! Mas Tarragona ainda guarda um belo caserio moderno, esculturas e comida boa. Aproveitem e me contem!


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