Teatro Real 200 Anos

(post em 12/12/2015)


O Teatro Real completará 200 anos de existência em 2018 e vinte anos de sua reabertura como casa de ópera em 2017 e as comemorações desta efeméride única vão durar três anos. A largada para a celebração foi dada na sexta-feira, dia 11, quando a diretoria do Teatro apresentou a programação para o próximo triênio, seguido de um belo concerto da Orquestra e Coro do Teatro Real, regidos pelo maestro titular Ivor Bolton, o maestro convidado Pablo Heras-Casado e o maestro do coro Andrés Máspero. A plateia recebeu um excelente presente: a distribuição de um CD duplo preparado pela Universal Music com árias das óperas que serão encenadas no Teatro Real.

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Ignacio García-Belenguer, Gregorio Marañón e Joan Matabosch, Diretor Geral, Presidente e Diretor Artístico do Teatro Real.

Para celebrar uma data especial, o Teatro Real vai conciliar a tradição e a modernidade encenando títulos tão consagrados como Aida, de Verdi; Fausto, de Charles Gounod ou Parsifal, de Wagner; mas também compositores do século 20 como Kurt Weill cuja obra “Street Scene” contará com o consagrado barítono brasileiro Paulo Szot no elenco. Igualmente haverá três estreias mundiais e 26 co-produções com teatros europeus e latino-americanos, dentre os quais incluem o Teatro Municipal de São Paulo. Para completar a participação latino-americana está prevista a encenação de Yerma, de Villa-Lobos e Bormazo, do argentino Alberto Ginastera e a estreia de Le malentendu, do argentino Fabián Panisello (1963) .

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Paulo Szot canta Street Scene, de Kurt Weil.

Das 43 óperas encenadas nas temporadas 2016-2018, 28 serão escutadas pela primeira vez no Teatro Real. Afinal, o teatro conheceu as reveses políticas da Espanha, e alternou dias de glória quando recebeu o próprio Verdi para a estreia espanhola de La forza del destino, com dias de abandono quando ficou fechado por quarenta anos devido à guerra civil e penúrias econômicas.

O concerto de sexta, transmitido ao vivo pela TV espanhola, refletiu esta vontadade de fazer um grande panorama da cena operística em quatro séculos. Começando por “Rodelinda”, de Händel, passando pelo emotivo coro de Otello, de Verdi; ou Billy Bud, de Benjamin Britten e terminando triunfalmente com a orquestra executando a abertura de O holandês errante, de Wagner.

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Orquestra e Coro do Teatro Real regidos por Ivor Bolton.Foto:Javier del Real

Um aniversário desta envergadura não poderia deixar de contar com participações de outras instituições da cidade como o Teatro Canal que abrigará óperas contemporâneas como El caballero de la triste figura, de Tomás Marco. A Orquestra Nacional da Espanha e as orquestras de Madri, bem como o coro, se juntarão às apresentações. Também instituições como a Filmoteca Espanhola e a Fundação Juan March se somam à festa oferecendo ciclos de música de Bertold Bretch quando Moisés e Arãao, de Schomberg for encenada.

E para que ninguém fique de fora desta festa, o Teatro Real pretende continuar com a transmissão de suas obras através da transmissão colocando telas na fachada do teatro, via satélite ou da Internet para diversas cidades espanholas e do continente latino-americano. Com intuito de aproximar os jovens do mundo lírico, um importante projeto educativo desenvolvidos através do “Programa Educativo” e a “Aula Social”.

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Durante a retransmissão de La Traviata, em 2015.

Confira os títulos que serão encenados durante a celebração dos 200 anos do Teatro Real:

Giasone, de Francesco Cavalli (1602-1676), Rodelinda, de Georg Friedrich Händel (1685-1759), Catone in Utica, de Leonardo Vinci (1690-1730) e Lucio Silla, La clemenza di Tito e La flauta mágica, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791).

I puritani e Norma, de Vincenzo Bellini (1801-1835), Lucia di Lammermoor y La favorite, de Gaetano Donizetti (1797-1848); La prohibición de amar, El holandés errante e Parsifal, de Richard Wagner (1813-1833); Macbeth, Aida y Otello, de Giuseppe Verdi (1813-1901); Faust, de Charles Gounod (1818-1893) e Carmen, de Georges Bizet (1838-1875) e, finalmente, três títulos de Giacomo Puccini (1858-1924): La bohème, Madame Butterfly e Turandot.

Yerma, de Villa-Lobos (1887-1957) e Bormazo, Alberto Ginastera (1916-1983); Der Kaiser von Atlantis, Viktor Ullmann (1898-1944), Street Scene, de Kurt Weill (1900-1950), Os soldados, de Bernd Alois Zimmermann (1918-1970).

O galo de Ouro, de Rimsky-Korsakov (1844-1905); Moses und Aron, de Arnold Schönberg (1874-1951), Jeanne d’Arc au bûcher, de Arthur Honegger (1892-1955) —que se apresentará junto ao poema lírico La damoiselle élue, de Claude Debussy (1862-1918)— e Benjamin Britten (1913-1976): Billy Budd e Gloriana.

Dead Man Walking, de Jake Heggie (1961) e Apenas os restos de som, Kaija Saariaho de (1952). El gato con botas, de Xavier Montsalvatge (1912-2002); El caballero de la triste figura, de Tomás Marco (1930), El abrecartas, Luis de Pablo (1930); 2 Delirios sobre Shakespeare, de Alfredo Aracil (1954), Powder her Face, de Thomas Adès (1971); La ciudad de las mentiras, Elena Mendoza (1973); Wilde, del barcelonés Hector Parra (1976) e Le malentendu, de Fabián Panisello (1963); Picasso, de Juan José Colomer (1966).


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