Valladolid – parte 1

(post em 01/04/2016)


Descobri mais uma opção de viagem bate e volta de Madri, de apenas 1 hora de distância: Valladolid. A cidade chegou a ser capital da Espanha por uns poucos anos até o rei Felipe II declarar que este mérito pertencia à Madri. Seja como for, Valladolid é uma cidade encantadora, com belos museus, esculturas modernas ao ar livre e igrejas fantásticas.

Fui para lá de trem de alta velocidade que sai da estação de Chamartín e a viagem dura 1h e 15 minutos, com uma parada em Segóvia. Escolhi ir durante a Semana Santa, pois é uma das celebrações mais grandiosas de toda Espanha, com direito a ver lindas, embora dramáticas imagens religiosas, que saem em procissão durante o dia e a noite inteira, acompanhadas pelos confrades vestidos com suas roupas caraterísticas. Este confraria, por exemplo, teve muito bom gosto ao escolher as cores de sua vestimenta…

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Real y Venerable Cofradía de la Preciosísima Sangre de Nuestro señor Jesucristo.

Além disso, a cidade abriga o Festival Internacional de Teatro y Artes de Calle de Valladolid (TAC), no mês de maio; e a Semana Internacional de Cine (Seminci), em outubro e a imperdível Semana Santa. Portanto, além das merecidamente badaladas Toledo e Segóvia, convém considerar acrescentar Valladolid à sua listinha. Garanto que ninguém se arrependerá.

Para as crianças de todas as idades há parquinhos na beira do rio que garantem a diversão da garotada. Também existe o Campo Grande, um parque urbano situado perto da estação ferroviária e da Plaza Mayor. O grande atrativo são as aves como pavões que ficam soltos, o lago e a cascata artificial onde todo mundo fica alimentando os patinhos, apesar da proibição.

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Campo Grande

O único defeito de tanta perfeição é o preço dos restaurantes que são mais caros que em Madri (acreditem!) e o atendimento que mantém a mesma linha “simpática” da capital. Mas nada que tenha estragado o meu passeio. Afinal, se eu fosse me importar com as grosserias dos garçons de Madri, já teria saído daqui…

Como chegar:

A melhor opção é o trem que sai da estação ferroviária de Chamartín e a passagem custa de 23,60 euros a 29,60 (ida e volta) e a viagem de 1h a 1h e 15. A estação de Chamartín está facilmente comunicada com o centro de Madri através das linhas 1 e 10 do metrô.

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Teatro Zorrilla

Onde comer:

Como fiquei hospedada em um apartamento só almoçamos fora uma vez. De qualquer modo, recomendo o restaurante “La Buena Vida”, pois a o rabo de touro (12.50 euros) e o peito de pato com purê de maçã e salada verde (13.40) deixaram ótimas lembranças. Também vale a visita ao complexo gastronômico ao lado da estação ferroviária que eram antigas oficinas transformadas em mini-restaurantes, o Estación Gourmet. E, claro, indico uma padaria para fazer um lanchinho estratégico!

Restaurante: La Buena Vida. Endereço: Calle Comedias, 2,

Estación Gourmet: tem um pouco de tudo da culinária espanhola: croquetes, tortilha de batata, jamón serrano, mariscos, sanduíches diversos…

Endereço: Calle de Recondo, s/n. Horário: 12h à meia-noite. Nos fins de semana e vésperas de feriado aberto até 1:30.

– Panaria: a padaria serve sanduíches, wraps, sucos naturais e você ainda pode comprar para viagem.

Endereço: Plaza Poniente, 3.

Prato típico

O prato típico de Valladolid é o “cordero lechal” ou seja, o cordeirinho que ainda não foi desmamado. Um dos restaurantes mais indicados para degustar a iguaria é a “La Parrila de San Lorenzo”, na Calle Pedro Niño, 1. Infelizmente, não provei do quitute e terei que voltar. Chato, né?

Clique aqui para descobrir os atrativos culturais da cidade.

Ao lado de Valladolid estão as cidades de Tordesilhas e Zamora. Quem sabe o viajante não se anima a visitá-las?


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