Valladolid – parte 2

(post em 28/03/2016)


Continuando a contar as maravilhas de Valladolid, cidade que está há somente 1 hora de Madri em trem de alta velocidade. Para ler a primeira parte clique aqui.

O que visitar:

Catedral e museu – a catedral de Valladolid guarda uma história interessante. O arquiteto Juan de Herrera estava construindo aquela que deveria ser a maior da Europa quando o rei Felipe II pediu que ele abandonasse as obras para edificar o Palácio de El Escorial, seu futuro palácio e mausoléu. Como não era possível contrariar a real vontade, Juan de Herrara deixa da catedral inacabada e parte para sua nova empreitada.

museu catedral

Bem, se o que contemplamos é apenas um terço do que foi planejado, não tenho neurônios suficientes para imaginar como seria a catedral completa! Grandiosa, mas sem opulência, o templo segue o estilo barroco e guarda um belo museu de esculturas e objetos litúrgicos que merece ser visitado. Ao lado da entrada do museu, se encontra o túmulo do fundador da cidade, o conde de Ansúrez.

Atenção ao retábulo esculpido por Juan de Juni, escultor francês do século 16 que fez sua carreira na cidade.

Endereço: Calle Arribas, 1,

Horário: De terça a sexta, de 10.00 a 13.30 h. e de 16.30 a 19.00 h. Sábados, domingos e feriados, de 10.00 a 14.00 h. Fechado às segundas-feiras.

Quanto? 2.50 €.


Igreja de São Paulo – a fachada desta igreja é tão elaborada que dá vontade de puxar uma cadeira e ficar ali mesmo tentando decifrar cada estátua, cada detalhe, cada figura que Simón de Colonia esculpiu ali no final do século 15. Depois que consegui voltar do meu estado de êxtase, entrei no templo e admirei várias esculturas do Cristo jacente de Gregório Fernandez – atenção que são muito realistas – as capelas e demais pinturas que estão na igreja. Imperdível!

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Endereço: Plaza de San Pablo, 4

Horários

Inverno: de segunda a sábado: 7.30 a 10.00 h., 12.30 a 13.30 h. e 19.30 a 21.30 h. Domingos e feriados: 7.30 a 14.00 h. e 18.00 a 21.30 h. Verão: domingos: de 19.30 a 21.30 h.

Quanto? Entrada gratuita.


Museu Nacional de Escultura – a grande estrela da cidade. Se Madri tem o Prado, Valladolid não fica atrás e ostenta uma fabulosa coleção de esculturas religiosas dos séculos 15 ao 18. Estão lá obras de Alonso Berruguete, Pompeo Leoni, Juan de Juni o Gregório Fernández. Aliás, guarde esses dois últimos nomes, pois você vai encontrar vários trabalhos deles nas igrejas da cidade como a catedral e a igreja de São Paulo.

Fica difícil destacar uma só obra, mas meu voto vai para o coro do antigo convento de San Francisco de Valladolid. De autoria de Pedro de Sierra, as figuras esculpidas contam a vida dos santos franciscanos, das passagens bíblicas e até motivos geométricos nos assentos dos bancos. Igualmente, na sala seguinte, nos deparamos com uma cena comovente da descida de Jesus da cruz rodeado pela Virgem, São João, o Cirineu e Maria Madalena, de autoria de Juan Juni.

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O Museu também guarda várias imagens que saem às ruas da cidade em procissão e são “emprestadas” às irmandades durante a Semana Santa. Assim, pude contemplar várias imagens sacras no seu, digamos, habitat natural e não na sala de um museu. Experiência emocionante!

Dica importante: na pracinha em frente ao museu há dois cafés. Mesmo que você não esteja com fome, sente-se e tome qualquer coisa a fim de contemplar a sensacional fachada do antigo Colégio de São Gregório esculpido em estilo plateresco, com várias figuras e detalhes curiosos. E, por favor, tire fotos. Muitas fotos!

Endereço: Calle Cadenas de San Gregorio, 1-2.

Horários

De 21 de março a 30 de setembro: de terça a sábado, de 10.00 a 14.00 h. e de 16.00 a 21.00 h. De 1 de outubro a 20 de março: de 10.00 a 14.00 h. e de 16.00 a 18.00 h. Domingos e feriados, de 10.00 a 14.00 h.

Quanto? 2,40 €.


Museu de Valladolid – confesso que só entrei para apreciar a arquitetura do antigo Palácio de Fabio Nelli, mas tive a grata surpresa de encontrar objetos interessantes na parte dedicada à Idade Média. Pinturas murais românicas, recriação de uma sala com móveis da época e até a espada do fundador da cidade, o conde de Ansúrez. Claro que ninguém precisa acreditar que a arma era dele, pois o rapaz viveu no século 11 e por mais que aço tenha sido de qualidade, não seria possível ficar tão bem conservada todo este tempo.

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Plaza de Fabio Nelli, s/n.

Horário de visita

Desde outubro até junho:
De terça a sábado: de 10:00 a 14:00 horas e de 16:00 a 19:00 horas.
Domingos e feriados: de 10:00 a 14:00 horas.
Desde julho até setembro: de 10:00 a 14:00 e de 17:00 a 20:00 horas.
Domingos e feriados: de 10:00 a 14:00 horas.
Fechado: domingos à tarde e segunda.

Quanto? 1,20€.


Pátio Herreriano – Museu de Arte Contemporânea Espanhola – depois de uma overdose de arte sacra e figurativa, nunca pensei que fosse ficar tão feliz em contemplar arte abstrata! O museu foi inaugurado em 2002 e tem como objetivo ser um colecionador de arte espanhola contemporânea. Localizado no antigo mosteiro de São Bento, do século 16, o museu guarda obras de Joan Guerrero, Cristina Iglesias, Chema Madoz ou Maruja Mallo. Se você não os conhece, não tem problema, pois é possível encontrar obras deles no Museu Reina Sofía.

A ordem da coleção respeita a cronologia, mas podemos encontrar esculturas, pinturas, fotografias e objetos dividindo o mesmo espaço. No pátio, uma gigantesca estátua dos reis Juan Carlos I e da rainha Sofía fazem a alegria de qualquer turista e aproveite para fazer sua fotinho.

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Eu fiz a minha!

Endereço: Calle Jorge Guillén, 6.

Horário
Terça a sexta de 11:00 a 14:00 e de 17:00 a 20:00 horas. Sábados de 11:00 a 20:00 horas. Domingos de 11:00 a 15:00 horas.
Fechado às segundas (exceto feriados).

Quanto? 3 €


Ao lado de Valladolid estão as cidades de Tordesilhas e Zamora. Quem sabe o viajante não se anima a visitá-las?

 

 


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